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segunda-feira, novembro 19, 2012

A oportunidade do improviso que dá ao ator a liberdade de mostrar a sua capacidade de interpretação, e as suas formas.

Quando dissemos que nem todo improviso contribui para a realização de um bom trabalho estamos querendo argumentar alguns princípios que devem ser levados em consideração pelo ator, principalmente aquele iniciante que às vezes levado pelo ímpeto da ansiedade acaba cometendo certos incidentes que o leva ao fracasso.

Arte de viver
Todo espectador tem sabedoria e bom senso para acompanhar um tema que lhe é proposto pelo ator em sua interpretação. Assim, se o ator se exaspera, acaba levando o espectador a enfadar-se diante daquilo que não entende.Dessa forma o respeito deve ser mútuo entre aquele que apresenta alguma coisa e aquele que assiste.Toda oportunidade de improviso dá ao ator, a liberdade de mostrar a sua capacidade de interpretação; porém nem todas as formas podem lhe garantir sucesso, pois o ator que se deixa levar pela ansiedade do brilho descontrolado, estará muito propenso ao fracasso e esvaziamento de uma cena; e consequentemente o desinteresse do espectador.O subjetivo que é a possibilidade do ator sugerir mais alguma coisa, jamais deve atropelar o objetivo daquilo que ele próprio se propõe a dizer. Assim, sempre será preciso obedecer à ideia central de um texto porque se no deslize de seu improviso ele foge dessa ideia central, estará a cada nova frase dita, sujeito a desprezar o tema principal de uma história, cansar-se na sua busca de pensamentos enquanto está em cena e, perder-se quando não saberá mais o que dizer. Isso ocorre quando o ator começa a falar sobre determinado assunto, vai juntando uma coisa a outra coisa e mesmo sem querer esquece-se do tema, da história e do personagem que está vivendo.Devemos lembrar que:Sempre partiremos de um ponto, uma ideia central proposta que deverá ter seu começo, meio e fim e obedecê-la.Suponhamos que determinado autor tenha criado como ideia central de uma história “O amor” que dará toda beleza a sua obra. Este amor percorrerá todos os atos, todas as cenas e deverá estar impregnado em todos os atores do elenco, mas, se em determinado momento um ator qualquer resolve dar asas a sua imaginação e subjetivar em demasia a fala de seu personagem, fugindo do amor para falar da floresta amazônica e caindo em assuntos políticos que defendem a floresta, logo há de compreende que se empolgou tanto em mostrar-se um pouco mais que os outros, que além de fugir da ideia central proposta, também faltou com respeito ao espectador, ao autor e esqueceu-se da cumplicidade com o outro que contracenava com ele.O ator que se entrega em demasia ao improviso acaba criando uma atividade paralela para o seu personagem, cria outra ideia dentro da história, ofusca o seu próprio trabalho além de disputar consigo mesmo.
Tony Caroll.

1 comentários:

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