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quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Um rei leão que me carregou no colo

Hoje quero agradecer a Deus por não ser um milionário pois se o fosse talvez não tivesse cultivado dentro de mim o dom da gratidão o qual procuro regar todos os dias e cultivar em terra fértil para que ele nunca venha morrer.Se eu fosse um milionário talvez também nunca dependesse dos outros e sim seria um escravo do dinheiro pronto a comprar pessoas e pagar por todos os seus serviços.Mas graças a Deus "eu não sou milionário"mas tenho plantado dentro de mim o que nenhum dinheiro  do mundo pode pagar pois o seu preço é o amor.E é isso que não me deixa ser um pobre milionário arrogante que despreza os mais nobres gestos de carinho e faz da amizade apenas um jogo de interesses.Hoje estou milionário não pelo dinheiro que não tenho e sim pelos amigos que possuo a maior riqueza uma dádiva de Deus!


bre

Mas o que tem o leão com tudo isso?O leão que me carregou no colo carrega também dentro de si um precioso ser humano,um amigo que amo e uma alma que está sempre a serviço de Deus.Este é André Almeida Aquele que um dia me escolheu para fazer parte de um grêmio estudantil.Aquele que um dia acreditou no meu sonho e junto comigo seguiu estrada afora garimpando aplausos,comendo pão com mortadela e subindo nos palcos para apresentar seu personagem.Mas qual era mesmo o seu personagem?Um rei leão criado por mim  e inventado da forma mais inusitada que existe.Um rei leão que sorria,chorava,compreendia,gritava,gostava de festas,adorava se alimentar de mel,era casado com uma simples abelha e sobretudo amava...A  minha ideia principal ao criar esse rei leão era simplesmente mostrar o quanto era difícil conviver com as diferenças mas também apontar para uma fresta na porta do coração onde estava o segredo de que isso seria possível.E o que mais me surpreendeu nessa história foi a brilhante interpretação de André que esqueceu o corpo para mostrar a alma que residia dentro do rei leão.Naquele momento eu vi e aplaudi o rei da floresta a exibir  traços tão humanos.

teatro meu

Passaram-se tantos anos e o rei da floresta não envelheceu pois sentimentos de amor nunca envelhecem quando a alma olha por aquela fresta do coração e se dispõe a estender a mão a um amigo.Ah se eu fosse um milionário!Talvez não tivesse me deixado envolver tanto pela gratidão e o gesto de carinho que me envolveu naquela manhã do dia dois de janeiro de dois mil e treze quando eu estava lá no hospital do Andaraí.Eu havia passado por uma cirurgia no joelho resultado de uma queda que me quebrou a patela.Há algumas horas havia recebido alta e precisava de alguém que me levasse para casa.Fiquei meio atônito quando vi um companheiro de quarto tão desiludido,sem poder ir embora sozinho e sem ter ninguém que viesse lhe buscar.Mas eis que em meio a toda aquela aflição e ansiedade olhei para a porta da enfermaria e novamente avistei o rei leão que mais uma vez em minha vida entrava em cena para brilhar!Naquele momento eu não podia dirigir as próximas cenas e nem o aplaudir,apenas me colocar a disposição dele e deixar que cuidasse de mim.E naquele momento como em tantos outros em minha vida André Almeida foi um mestre na arte de interpretar a verdadeira amizade quando me conduziu naquela cadeira de rodas até a rua,foi buscar o carro e sem quebrar a cena em nenhum instante me conduziu até a minha casa em Nova Iguaçu.


A minha casa estava diante de mim e eu diante dela sentindo um misto de alegria e dor.A alegria de estar novamente de volta após aqueles cinco dias de agonia e saudade e a dor insistente que não me permitia entrar no meu universo.Foi então nesse momento que a alma valente do rei da floresta se agigantou dentro dele para a grande cena que daria o desfecho a mais uma história e arrancar milhares de aplausos do meu coração.Um rei leão me carregou no colo e me colocou assentado no sofá.Depois fechou os olhos e orou a Deus enquanto eu por um instante esqueci a dor, me despi de mim mesmo e deixei que as lágrimas inundassem o meu rosto.Eram lágrimas de gratidão por não ser um milionário mas possuir amigos "A minha maior riqueza."

Tony Caroll.

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