terça-feira, janeiro 01, 2013

Trabalho e compromissos numa oficina de atores.

O teatro dentro dos templos deve apresentar pessoas ou personagens?

Quando perguntamos se o teatro evangélico deve apresentar pessoas ou personagens é porque em nossa experiência dentro das igrejas observamos que; os grupos que se formam de vez em quando diante da necessidade de apresentar alguma coisa numa data especial e, isso é algo muito desagradável tanto para aqueles que atuam como para os espectadores que sempre assistem as mesmas pessoas em cena sem ter a oportunidade de aplaudir grandes personagens.

                                                  
  Imagem da peça "A marca Marca D’Água"


Um compromisso com o teatro pode fazer a diferença.

As boas ideias,os melhores personagens e os grandes espetáculos surgem de um entrosamento maior entre as pessoa dispostas em praticar teatro dentro dos templos e contribuir com suas muitas inspirações;mas para isso é preciso um contato mais contínuo sem muitas interrupções.É claro que a correria do dia a dia nem sempre nos permite estar sempre juntos para apresentar e difundir essas ideias.Porém entre a correria e a necessidades de se orquestrar grandes produções a arte de interpretar requer também um compromisso por parte dos que querem apresentar algo bem relevante.

Atores de última hora

Entretanto muitas das vezes somos tomados pela frustração daquele sentimento de que poderíamos ter feito algo muito melhor.Isso porque se esses “atores” de ultima hora nunca se reúnem para praticar exercícios e sempre se apresentam da mesma forma como se os personagens que interpretam fossem eles mesmos em cena com suas próprias nuances e  características. Isso se deve ao comportamento ritualizado de cada um, e por essa razão enfatizamos aqui que o comportamento ritualizado é sempre um comportamento morto.

 A possibilidade de um novo aprendizado.

O homem não cria esses rituais, apenas desempenha um papel sem nenhuma criatividade e, muitas das vezes sem graça nenhuma. Ele está tão condicionado a isso, “ser sempre ele mesmo” que o papel que representa será também sempre o mesmo,  e quando o ator é idêntico a si mesmo e não se preocupa em quebrar e construir os seus muitos rituais, permanece igual e desanimado para buscar mais informações que possam resultar em um aprendizado muito maior dentro desse universo que lhe dá possibilidades de crescimento.

Arte,conhecimento e desenvolvimento.

A arte é o conhecimento que se deve transmitir através dos sentimentos e da própria inspiração. Daí a necessidade do compromisso e de um  exercício constante que possa incluir jogos teatrais, teorias, técnicas,apresentação de novas ideias, práticas que possam ajudá-lo a destruir e substituir esses rituais e etc. certamente isso mostrará a cada um as suas muitas possibilidades de elaborar grandes trabalhos, criar personagens marcantes sem repetir-se a cada nova proposta além de substituir toda e qualquer frustração pelo entusiasmo de está sempre presente no seio de uma família que respira teatro.

Tony Caroll.

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