Arte, Cultura e Comunicação

segunda-feira, outubro 08, 2012

A MENOR DAS ROSAS E O MAIOR DOS SEGREDOS

A menor das rosas e o maior dos segredos

No silêncio da manhã, o olhar desperta para além do visível. Entre espinhos que seduzem e belezas que escondem armadilhas, a alma busca a verdade que não se ostenta. É preciso despir o jardim de suas máscaras e permitir que o vento traga o sopro leve da intuição — pois só o coração, guiado pelo bater de asas da simplicidade, sabe reconhecer a rosa que realmente vale a pena.

Entre tantos nomes para escolher,entre tantos aromas para inspirar,ela escolheu aquela de aspecto mais insignificante pois o segredo da boa escolha é o conhecimento porque,só quem realmente conhece o núcleo de alguma coisa é que sabe lidar com  a raridade do que possui e assim com total sabedoria despreza a aparência e então se aventura a buscar aquilo que realmente é puro e sublime para o coração.

A borboleta e a rosa

Rosas perfeitas...
Que emergiram da terra fértil
e desfez meu longo sono.
Debrucei-me na janela
a inspirar forte perfume...
Mas deve ser aquela
que buscou-me na manhã.
É bonita,vermelha,bela
mas tem no olhar uma fera.
Talvez aquela outra
que permanece tão aberta
e parece até sorrir,
mas no riso traz façanha.
Aquela é gigantesca
e acho que me conquista
ao dançar ao som da brisa...
Não,ela me engana com beleza.
Deem licença,grandes rosas,
para eu enxergar melhor.
Aquela não é tão prosa
é prisioneira de um nó
tem um jeitinho esquisito
e rasteja pelo chão;
talvez seja a idiotia
das demais a alegria
que me faz sentir nostálgico.
Ah!Vem borboleta vadia
me livrar desta confusão.
Quero a rosa mais perfeita
que brilha com o coração.
Voa borboleta amarela,
procurando a mais singela
dentre as rosas tão belas.
Sim,agora sei é aquela,
miudinha como nada
mas que,pela mestra maior,
acaba de ser beijada.
Tony Caroll.


Há um tempo de silêncio e bruma onde os olhos precisam reaprender a ver. Entre rosas que fingem a perfeição e armadilhas vestidas de perfume, a alma vaga cansada de ilusões. Não há espaço para o simulacro. É preciso que o vento rasgue o véu da aparência, que a borboleta desvende o engano e que reste apenas a verdade nua — pequena, singela e sagrada — tocada pelo dedo do invisível.


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