Arte, Cultura e Comunicação

sábado, outubro 19, 2013

Onde estão nossos sonhos?

O que adormece a alma é a desilusão porém o que a desperta é a esperança que lhe impulsiona a acreditar que um novo horizonte vai surgir diante dos seus olhos e assim  impregnar novamente de sonhos os seus corações. E impulsionadas pela força que ilumina o peito lá estão elas novamente clamando por justiça e desenhando em seus próprios corações as imagens de um reencontro. O que dizer dessas mães que ainda esperam pelos seus filhos e emocionadas chegam a confundir palavras de ordem com o nomes daqueles que um dia partiram?




 As mães da praça de maio


As mães da Praça de Maio
Geraram protestos viris
Em calados gritos amplificados
Filhos, netos, irmãos e maridos roubados:
Sem qualquer explicação
Por vezes, chamadas de loucas!
Mal abriam suas bocas
Mas não pouparam manifestação

As mães da "Plaza" de Maio
Resistiram agarradas à esperança
Quantos maios e junhos passaram...
Notícias não chegaram
Em meio à tristeza restaram os viços
A força de demonstrar suas indignações
O desprezo às maquinações
À injustiça, a tantos sumiços!

As mães da Praça de Maio
Mulheres de coração dilacerado
Levantaram retratos, indignadas!
Não, não eram almas penadas
E sim,  a nobreza; a seiva feminina
Do governo, exigiram decência
O fim de tanta violência
Quando se foi tão triste, a Argentina.

Eder Quirino Cavalcante
Extraído do livro V CLIPP/Concurso literário de Presidente Prudente

Veja também:

Um homem completo ou rascunho inacabado? 

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