O PULSO DO MUNDO NAS MÃOS QUE NOSSOS PRIMEIROS PASSOS ACOLHERAM
O PULSO DO MUNDO NAS MÃOS QUE NOSSOS PRIMEIROS PASSOS ACOLHERAM
Há uma força silenciosa e invisível que segura o mundo pelo meio desde o nosso primeiro sopro de vida. Muito antes de compreendermos as complexidades do tempo, fomos a "semente franzina" nutrida no esplendor de um seio que se fez abrigo, escudo e mapa.
O amor materno não é apenas um afeto comum; ele opera como um "estranho condão", uma magia terrena capaz de transformar a dureza de um mundo muitas vezes atro e feio em um refúgio de bondade e esperança.
Seja no colo que acalentou a infância ou na lembrança que ancora a vida adulta nas horas de tempestade, a figura de uma mãe é o próprio céu resumido em presença.
Afinal, ela é o amor em detalhes que de forma tão sublime vem definir o que é a missão de ser mãe.Aquela que sabe ilustrar a história da gente com tons de sentimentos,que conforta o coração apenas com um gesto qualquer,que sabe ensinar de forma simplória tantas lições de vida,as quais jamais esqueceremos...
Convidamos você a mergulhar neste texto para redescobrir a imensidão daquele olhar que continua a espalhar um perpétuo clarão em nossa alma, não importa quantos anos tenhamos.
RESUMO
Para dar força e vida a semente franzina
E nutrir o que sai do esplendor do teu seio
Deu-te Deus a missão mais sublime e divina
Partindo em tua mão, o mundo pelo meio.
Deu-te dele a metade desse amor que ilumina
Teu ser pelo teu filho, todo pranto e enleio
E talvez perfeição nessa vida mofina
Enchendo de beleza esse mundo atro e feio.
Pois, na tua meiguice, um amor de tal prumo.
Um poder tão estranho, um estranho condão.
Que em teu nome se vê todo céu em um resumo
Pois na terra, não é mais que a luz do Senhor.
A espargir em nossa alma um perpétuo clarão
De bondade, de sonho, de esperança e de amor.
A maternidade como força criadora:
Expressões como "dar força e vida a semente franzina" e "esplendor do teu seio" elevam a figura da mãe à co-criadora da vida, agraciada por uma "missão divina".
Dualidade e Redenção:
O poema contrasta a dureza do mundo ("vida mofina", "mundo atro e feio") com a doçura e a luz redentora do amor materno, apresentado como um "estranho condão" capaz de resumir o próprio céu.
Transcendência Espiritual:
Nos tercetos finais, a figura da mãe deixa de ser apenas terrena para se tornar um canal da "luz do Senhor", espargindo esperança, sonho e bondade nas almas.




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