Arte, Cultura e Comunicação

domingo, setembro 30, 2012

Brisa de florida.

 Um dia conheci alguém tão apaixonado pelo teatro quando eu me dedicava á poesia.Certamente tínhamos alguma afinidade,a arte em si.Nos tornamos amigos e admiradores um do outro.Juntos respiramos arte por algum tempo.

Foram tantos os recitais em praça pública e nos bares,noites repletas de poetas e atores que varavam as madrugadas ao som das melodias que vinham do violão,espetáculos tão tímidos porém recheados de sonhos.Tudo isso lá do outro lado da poça d'água “Centro de Niterói RJ”mas o tempo se encarregou da distância e dos desencontros e de Pedro Roberto Santos do Nascimento só ficaram as lembranças e esse poema de sua autoria que tive a ousadia de publicar aqui.




Brisa de florida

Vem vindo o vento veloz
Arrasa e arrasta a cidade
Para longe de nós
De quase todos nós...
Poeira no ar,cidade vazia
Quem pode escapar
Quando o vento zunia?
Não chorar eu tento
Ainda com medo do vento.
Cidade grande
Hoje cidade pó
Não quero chorar
Mas estou só.

Beto Santos.

Meus oito anos.

Se existe em minhas recordações um instante mágico é esse que quero eternizar agora.Meu avô veio de uma família de gente tão apegada as letras e nunca se desvencilhou disso; e a poesia para ele, parecia estar atrelada a religião pois em todo fim de tarde lá estava ele no meio da grande sala que fazia parte daquela enorme casa rosada da rua Elizeu de Alvarenga 1419, a declamar Casimiro de Abreu.

Isso ele fazia todos os dias como se fosse um ritual.Primeiro ligava o esqueleto de um rádio que ficava no alto em uma prateleira improvisada,rezava com Júlio Lousada a oração da ave Maria e depois de forma tão eloquente declamava meus oito anos enquanto eu ficava a admirá-lo e aplaudi-lo com o coração.



Meus oito anos

Oh!Que saudades que tenho
Da aurora de minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor,que sonhos,que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
A sombra dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
Respira a alma inocência
Como perfume a flor;
O mar é -lago sereno
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d´amor!
Que auroras,que sol,que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aroma cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! Meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
Pés descalços,braços nús
Correndo pelas campinas
Á roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos  ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar mangas,
Brincava à beira do mar:
Rezava às ave Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh!Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor,que sonhos,que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu.

Casa Vazia.

As vezes é tão difícil olhar no espelho e não encontrar mais aquele jovem sonhador.Aquele que se envaidecia pelo despontar dos primeiros fios da barba a emoldurar o seu rosto e que o fazia despir-se de seu corpo frágil de menino assegurando-lhe que já estava pronto para o amor.

Casa vazia é um poema que minha alma escreveu para contar um pouco da saudade de mim mesmo mas também é o retrato de uma linda história de amor.Um amor proibido que desafiou as leis do mundo e dos homens e foi vivido em meio aos temporais causados pelo preconceito daqueles que não acreditam que além de corpos que se entregam existem reencontros de almas que se amam.


 Casa vazia

De repente, tão de repente a casa ficou vazia..
Parece que a morte entrou por ela
E fechou a porta e a janela
Para guardar só as lembranças.
Casa vazia, sem esperanças
Sem a voz da campainha e o sorriso da criança
Que chegou surpreendente fazendo-me sentir gente
Naquele mês de outubro
Casa que hoje descubro e vejo um vácuo imenso
Que ainda guarda os natais, vividos nos vendavais
Entre abraços e beijos, e um carinho intenso
E recorda aniversários repletos de emoções e amor
E ouve a canção do amigo sorrindo e chorando consigo
Para não sentir a dor
E na parede o calendário que marca datas importantes
Que fizeram de um instante um eterno e doce folguedo
Casa que era um brinquedo para o menino rapaz
Que vinha todos os dias e a enchia de alegria
Também de sonhos e de paz
Casa triste de saudade
Onde nasceu a amizade cultivada como uma flor
Que ainda tem o espelho com aquela moldura parda
Onde o jovem sonhador, orgulhoso decepou
Os primeiros fios da barba
Casa vazia,triste e abandonada
Que guarda fotografias, o choro e a gargalhada
Do menino homem que um dia aqui viveu
E que sonha acordada
Não achando graça em nada
Porque tudo se perdeu...
Casa vazia que hoje acordou tão cedo
Tão cheia de medo e de solidão
Trancada por fora, por alguém que foi embora
casa vazia,meu coração.


Tony Caroll.

"Publicado em 2004 pelo prêmio Celito Medeiros/concurso sol vermelho;Exposto e escolhido pelo projeto um poema em cada árvore em Governador Valadares-MG em 2011;Escolhido e publicado em 2011 pela V CLIPP concurso literário de Presidente Prudente/SP”

Um sonho de amor.

 A minha insistência em amar foi uma forma de provar que os meus sonhos existem e sonhos só são sonhos de amor quando alguém que queremos tanto podem fazer parte deles.Assim ignorei as muitas impossibilidades,me desvencilhei das razões e investi. Pois amar alguém nunca nos dá a certeza de que seremos correspondidos; mas investir em alguém que de repente causa uma revolução dentro da gente não é perder tempo pois, as histórias de amor só existem para aqueles que realmente acreditam nelas.

Meu amor!

Hoje, por mais que procurasse palavras para intitular esta carta, não consegui me desvencilhar da ideia dos sonhos; sonhos que construí para você, e porque não dizer para nós?Porém diante da impossibilidade do nosso amor, também não consegui me desvencilhar da certeza de que, por diversas razões fui vencido nas inúmeras tentativas de lhe assegurar o que verdadeiramente sinto.Assim resolvi intitular tudo o que imaginei como “um sonho vencido”, porque foi sonhando com o teu amor que, Eu pensei ver brilhar uma luz na imensa escuridão que havia em minha volta. Achei que a minha direção seria o amor... O teu amor! Pensei plantar, regar, ver a semente brotar e imaginei ver o sorriso de tanta gente irradiando felicidade pelo nosso amor, mas, aquela semente que para mim era tão preciosa foi sufocada, deformando-se em si mesma e, aos poucos fui me desesperando, até perder a razão.Tornei-me um louco, perdido com os pensamentos meus; chamei a Deus,gemi,chorei e, mesmo assim lutei com todas as forças para lhe dar o que você não queria mais... O meu amor.Hoje estou só, sem você, sem o sonho. Apenas com esse nó na garganta que, me dá a certeza do que já sei: "Perdi tudo, eu me perdi porque muito te amei”...

Tony Caroll.

Um dia o amor…

E na tentativa de me libertar de minhas próprias culpas apenas escrevi para assegurar a mim mesmo que as minhas loucuras de amor não foram tão injustificáveis assim,pois o que me dá a certeza de que não errei mas simplesmente amei ignorando as contradições de um amor proibido, é a própria certeza que hoje tenho de que fui o autor de minha própria história.



Meu amor!

Um dia achei que por amar, também poderia mentir e enganar ao mundo inteiro. Pensei que a minha paixão fosse mais forte que as leis dos homens e as de Deus. Pensei que pudesse lutar contra o teu destino ou até mesmo modificar as coisas que para você eram sagradas. 

E em nome desse sentimento que parecia tão maior que eu, cheguei a pensar que a minha sinceridade em te amar fosse o suficiente para me inocentar de minhas culpas. Pensei que pudesse trazer escondido por toda uma vida o sonho de ter você e, ao longo do tempo perpetuar nosso caso proibido em segredo. 

Pensei e por tantas vezes assegurei para mim mesmo que o meu amor tão intenso fosse capaz até de me fazer amar por nós dois. Assim, esqueci a vida lá fora e apesar do medo de ter meu segredo descoberto, fiz desse medo a minha coragem para continuar lutando e nunca desistir de você.

E com isso, nunca me dei conta do quanto mentia,manipulava pessoas, usava de falsidade, inventava histórias, desprezava quem me amava e nunca media esforços para me manter sempre ao seu lado como se isso fosse a única coisa necessária para que eu pudesse continuar cuidando daquilo que julgava ser a minha pedra preciosa. 

Porém hoje me pergunto e me perco nos meus muitos porquês; e as respostas que me veem me machucam e ainda me fazem sofrer tanto. Mas porque também não suportar tudo isso se um dia na ânsia de te amar fui o único autor de nossa história?

Tony Caroll.

Ternura,coração e fotografias.

Escrever cartas caiu em desuso?Talvez sim, mas o romantismo do ato em detalhar sentimentos ainda se faz presente na forma de endereçar-se a alguém através daquilo que o coração quer dizer. Ternura, coração e fotografias; foi escrita a alguém que conheci via internet apenas através de fotografias e mensagens de carinho. Um carinho tão intenso e verdadeiro presente nas palavras que me encheu o coração de ternura e me fez amar a alguém tão desconhecido.


Meu amor!Quisera hoje poder dizer ao mundo o quanto te amo e explicar cada detalhe de nossa história; a nossa história tão singela que começou quando descobri em teu olhar aquele brilho de   ternura. 

Engraçado... Tudo começou com a palavra ternura, palavra essa que juntos fomos decifrando e, aos poucos emendando umas nas outras até que entre nós dois explodiu um desejo. Você me enviou fotografias suas e eu, apenas belas palavras; talhadas, lapidadas e trabalhadas pelo coração. 

Ainda não trocamos telefones e nem ao menos nos falamos, mas já estamos tão envolvidos que, parece que nos conhecemos a uma eternidade e que esse encontro, é apenas um reencontro onde você me devolveu teu retrato e eu te dei de volta o meu coração. 

Por tudo isso; continuo aqui namorando o teu retrato e te amando e você aí, tão distante de mim com o meu coração em tuas mãos cuidando dele com tanto carinho...

Tony Caroll.

Calado.

Calar-se diante de um amor impossível nem sempre é um ato de covardia mas um segredo que o coração espera o momento certo para revelar.Calar-se também não significa dizer que se abriu mão de um grande amor mas sim que ele está sendo cultivado no fundo do peito.


Calado

Se te amo e fico calado
é porque espero o momento
se te quero e não sei dizer
é porque as palavras me fogem do pensamento
e se as vezes te pareço distante
te amo muito mais nesse instante
e se calado me perco em profunda imaginação
calado também me encontro
te amando com o coração.  


Tony Caroll.      

quarta-feira, setembro 26, 2012

Quando abortamos sonhos.

Aqueles que são a favor do aborto são porque não foram abortados antes de nascer.
 “Alberto Brizola”.

Foi com essa frase que no último domingo08/07/2012 abri minha palestra para falar de amor a algumas pessoas presentes numa pequena congregação da Assembleia de Deus. Não vou me referir a isso como uma pregação, pois não me defino como um grande pregador da palavra de Deus, mas sim, aquele que gosta de compartilhar experiências tendo como base a bíblia e os ensinamentos do mestre Jesus. Desta vez o  tema escolhido foi: Maria unge com unguento os pés de Jesus. Passagem que está assentada no livro de João 12/3,4,5.


 O perfume mais caro.

Ora, essa mulher toma um dos perfumes mais caros da época nardo puro e unge os pés de Jesus surpreendendo a todos presentes naquela casa; e Judas então reclama:— Porque não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros,e não se deu aos pobres? E o mestre respondendo o advertiu: — Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

Quando abortamos sonhos.

Quando falamos de aborto imaginamos logo uma criança que tem roubado o seu direito de vir ao mundo, mas nunca refletimos sobre os sonhos que abortamos mesmo antes deles nascerem perto de nós.Abortamos por que as vezes sentimos medo de lhe dar asas ou porque desconhecemos a dimensão que esse sonho pode tomar em nossa vida ou no ciclo do universo em que vivemos.E as vezes também abortamos sem saber se o que está diante de nós é rico ou pobre.Maria estava diante de alguém muito rico em amor e perfeição, alguém que mais tarde daria a sua própria vida pela dela e de tantos outros. Acho que uma coisa é ver e a outra enxergar e é por esse motivo que muitas das vezes, abortamos grandes sonhos que surgem diante de nós como sementes tão franzinas, mas que possui no seu interior a essência de vida. Uma vida que por muitas das vezes não permitimos germinar, brotar e crescer no meio de nós e que matamos antes mesmo dela despontar, usando armas que muitas das vezes desconhecemos. A principal delas, a ignorância de certas doutrinas fortalecidas por alguns dos que se dizem pregadores e na sua ânsia de querer ser grandes e notáveis, esmagam seres humanos antes mesmo de eles nascerem para Deus.


As mais preciosas sementes.

Um ser humano que chega a uma igreja seja ele homossexual dependente químico morador de rua, lésbica, feio, marginalizado, ex-presidiário e etc. Deve ser encarado como uma preciosa semente que regada com o nosso amor, pode se transformar em um grande sonho. Ou melhor, será que aquele que chega já não é um sonho de Deus que até pode ter aparência de pobre, mas que na verdade é rico por possuir dentro de si a essência de vida que o mundo precisa?



Judas apenas viu,mas Maria enxergou.

Naquela ocasião Judas apenas viu, mas Maria enxergou e por ter o dom de enxergar, deu o melhor de si para o seu próximo. E você?O que tem de melhor para oferecer a quem está ao seu lado?Maria perfumou os pés do mestre com o melhor perfume; deixando para nós o exemplo de que também podemos impregnar alguém com a melhor e mais cara essência que possuímos “O amor!”.

Tony Caroll.

Leonel Brizola uma estrela que ainda ilumina as páginas de nossa história!

E assim se passaram oito anos de ausência, uma ausência de brilho,de sonhos e ideais,pois,o que distingue uma estrela das demais numa grande constelação é o seu brilho raro que a torna tão evidente. 



O que faz um sonho se tornar gigante, é quando este sonho se abriga dentro do peito de um homem que nunca se intimida em assumir que é um verdadeiro sonhador. E o que faz um ideal ter asas, é quando este ideal tem vida dentro do coração daquele que realmente é um idealista. 

Assim se um idealista é feito de sonhos e se são esses sonhos que iluminam um caminho que deveria se chamar “ordem e progresso”, é claro que durante esses oito anos de ausência, faltou o brilho de Leonel Brizola para iluminar esse caminho, pois Brizola não foi um político comum, se é que em algum momento podemos chamá-los assim porque, se nas grandes passarelas coloridas de verde, amarela, azul e branca existem tantos homens com as mesmas ideias, nestas mesmas passarelas existia um homem que se diferenciava não por ideias, mas ideais.


 Leonel Brizola e os seus ideais



E um dos seus maiores ideais era ser não só mais um governante, mas também um mestre na arte de governar que tinha como objetivo se dividir em muitos para cuidar de gente, dando a essa gente, a dignidade que precisava ter. É claro que uma das coisas mais difíceis é compreender os ideais de um intelectual; não um intelectual que use um diploma qualquer apenas para ocupar um cargo em alguma escala do poder ou se tornar um vulto na história, mas um intelectual que preferia deixar o diploma de lado para cuidar de uma nação. 

Uma nação feita de branco, negros, pobres, velhos, índios, mestiços, analfabetos... Onde sua maior preocupação eram as crianças em um todo. Crianças que precisavam de terra fértil para plantar o futuro; crianças que no presente precisavam de médicos, dentistas, professores, pais, coordenadores, alimento, atenção e tudo aquilo que pudesse transformar os pesadelos do passado em sonhos.  

E tudo isso certamente só o coração sonhador de um grande idealista podia abrigar. E assim nasceram os CIEPs, verdadeiras fábricas de sonhos, repletas de terra fértil, onde o melhor adubo era o amor... Um amor que não deveria ficar só nas palavras porque, a excelência de Brizola não ficava só nas palavras, mas sim, tornava qualquer palavra em verdade, uma verdade tão altissonante capaz de esmagar qualquer mentira nos seus mais diversos aspectos; onde o homem sonhador se tornava o grande desafiador quando o seu ideal era apenas a semente de uma grande conquista; uma semente que ele, ao longo de seus discursos fazia brotar, germinar e crescer nos corações de muitos. 

Os grandes palanques se tornavam minúsculos diante da grandeza do grande estadista que sabia falar e prender a atenção e a respiração daqueles que ficavam horas a ouvi-lo aspirando sonhos sem querer se desprender deles.



Infelizmente os grandes comícios se tornaram showmícios onde, os que buscam apenas o poder preferem mostrar ao público os seus artistas preferidos, em meio a shows cada vez mais orquestrados, talvez por não terem ,sonhos, ideais, propostas ou quem sabe, condições de cumpri-las mas tarde. As grandes passarelas verdes, amarelas, azuis, e brancas parece que se desbotaram e perderam as cores do patriotismo.

Os ideais se tornaram apenas ideias que logo são esquecidas.


Leonel Brizola foi o presidente que o Brasil não teve o privilégio de conhecer, mas tudo bem, se faltou ao Brasil um presidente tão apaixonado por gente, tão sonhador e tão idealista como Brizola, as páginas de nossa história sempre estarão iluminadas pelo brilho dessa estrela que nunca se apagou em seus parágrafos mais importantes.


Os grandes idealistas no auge de seu maior espetáculo, sempre se põem de pé sobre o palco e, sozinhos aplaudem a sua grande plateia! 

Homenagem a uma das maiores figuras políticas de nosso tempo. Leonel Brizola 22/01/1922 - 21/06/2004.

Tony Caroll.

Doce e sublime canção.


O que faz o sonho virar vida e a vida impregnar-se de sonhos é o que salta dentro da gente quando encontramos alguém para amar; e fazemos desse amor uma linda história ,onde cada nuance de desejo a pulsar dentro de nós são detalhes que queremos eternizar como se fossem as mais sublimes notas musicais.




Doce e sublime canção

Nasce no meu coração
A mais doce e sublime canção
Nasce o amor,
E a vida então vira flor
Pois tudo o que era botão
Abriu-se nas mais belas rosas
Porque a mulher mais preciosa
Trouxe de volta a minha inspiração
Os lábios vermelhos,o rosto cor de rosa
Os olhos da cor do mar
A pele macia,suave e doce magia
Agora me faz sonhar
Abre o meu peito para o abraço
Esmiúça o meu cansaço
E faz a vida em mim despertar
E é você meu sonho em flor
Meu poema,meu verso e prosa
Que me faz viver novamente
Pois é esse rosto sublime e diferente
De tudo  que em outras mulheres  já vi
Que me incendeia de fogo e paixão
E de novo me faz feliz.

Tony Caroll.

Extase Três.

As vezes é preciso fechar os olhos,rasgar o peito e despir a alma para enxergar quem realmente somos além dos muitos atalhos os quais nos agarramos e nos fazem parecer uma bela fotografia diante dos olhos do mundo.



 Extase três


Eu sou como o vaga-lume
que vaga na escuridão
e que a vida resume
em silêncio e solidão
que gosta da noite escura
e vive a procurar
sonhos,amor,fantasia
um outro alguém para amar
e que morre todos os dias
depois de muito brilhar!

Tony Caroll.

Sonho noturno

 Boa é a imaginação quando impregnada de poesia,pois é a poesia que exprime os verdadeiros sentimentos da alma e incendeia o corpo de desejos febris.



Sonho Noturno

Brota no seio da lua
Uma rosa cálida e toda nua
E a lua se mostra tão serena
Ao se despir para Helena
Helena e a lua
Seriam duas mulheres?
Belos talheres...
Que se tocam ao som de dó
Eclipse feminino
Enquanto o viril menino
A copular tão só...

Tony Caroll.

Música sublime,vida ao coração.

Em tempos de primavera as flores só cantavam a esperança.E era essa esperança tão sublime que ardia no peito daquele grupo de jovens que um dia desafiando todas as dificuldades a maior delas a falta de experiência na música, resolveram se reunir para inventar uma nova forma de canção.Umas canções tão bonitas e tão simplórias que alardeavam a vida e a história de Jesus nos mais variados templos e nas praças públicas onde levar a esperança para os cativos era como mover uma enorme locomotiva em busca de corações que quisessem cantar seus sentimentos ao som de instrumentos que os faziam vibrar de tamanha felicidade.Mas na verdade os instrumentos eram eles mesmos que mesmo quando lhes faltava fôlego para mover  essa locomotiva,se revestiam do prazer de empurra-la e alcançar a velocidade necessária para chegar ao seu destino que era o interior de cada um onde os seus integrantes almejavam mais um milagre.

 Cimara Farias

 E era a esperança um tanto tímida que ardia no peito daquele grupo de jovens que,mesmo sem muita experiência na música, surgia no auge do ano de dois mil e um apresentando ao público evangélico uma nova forma de canção.E cantando aquilo que estava na alma, superando muitos obstáculos, em tão pouco tempo ganhou espaço entre alguns grupos que surgiam com o nome de “banda Esdras”. Uma banda que tinha em seu núcleo como vocalistas os cantores:Jorge de Jesus e Cimara Farias, ambos também compositores em uma nova época.A época de se dividir entre várias caravanas para cantar a esperança em diversos templos; tornando-se referência para muitos jovens que então ao som da música tão sublime daqueles outros jovens,se sentiam impulsionados a louvar a Deus.E foi aquela seiva de esperança, a forma tão sublime de cantar aquilo que estava na alma; responsável pela realização de um sonho.Um sonho que contagiou a todos nós que, impregnados por aquela música tão diferente, vimos chegar em nossas mãos o CD“Me falaram de Jesus!”Cuja intérprete era nada mais, nada menos que Cimara Farias.



Uma voz ainda tão tímida porém sublime e tão cheia de ternura que mesmo com o passar do tempo ainda nos dá prazer em ouvir.E aquela que tanto propagou a esperança com a sutileza da voz,  até pode ter dado uma pausa em sua carreira,mas os grandes momentos vividos por muitos, tendo sua música como reflexos de amor e esperança,certamente ficaram gravados na memória daqueles que ainda ouvindo suas composições nas quais ela é a maior intérprete,ainda perguntam:Por onde anda Cimara?

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segunda-feira, setembro 24, 2012

De repente:Um moço e um violão dentro de um vagão de trem.

Quase Tudo em nossa vida acontece de repente, de surpresa e, quando acontece,você está lá, vivendo mais um personagem que nunca imaginou viver na vida real. Sem nunca ter ensaiado, de repente você se torna o alvo das atenções; pela forma como está vestido (a) falando, caminhando e, etc. Ou quem sabe torna-se o motivo de risos ou aplausos de uma grande plateia, dentro de uma condução lotada ou, ainda exprime com muita sinceridade o seu sentimento pela perda de alguém em algum velório onde você nunca tenha imaginado estar e, muito menos sem nunca ter ensaiado nada debulha-se em rios de lágrimas impressionando a muita gente.

Assim atuamos todos os dias, nos mais diversos lugares... Às vezes como espectador, outras vezes como protagonista.A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios... 

De repente: um moço e um violão dentro de um vagão de trem.

De repente estávamos todos em silêncio e aquele rapaz cercado de tantos olhares de admiração e ele ali, tão concentrado em sua música, agarrado ao seu violão, sem fazer nenhum alvoroço, sabia dizer tantas coisas e parecia ouvir o coração de todos, pois, a cada nova melodia que entoava,fazia alguém dentro daquele vagão esboçar algum tipo de reação que no rosto de alguns se mostrava através de uma lágrima.

Um moço que deixou saudades.

De súbito,o trem parou em determinada estação e aquele rapaz de forma surpreendente saltou,carregando seu amigo violão com ele sob o olhar de saudade em que todos nós tentamos disfarçar... Mas, como a vida nunca pára, aquele trem seguiu o seu destino levando pessoas tão impregnadas de um sonho que brotara ali e que se exalou através da música apresentada por um grande intérprete que mesmo tão desconhecido tornara-se o protagonista ou quem sabe um mero coadjuvante na história de alguém ou alguns que não tiveram tempo de aplaudir o seu grande espetáculo!

Tony Caroll

Veja também:

Um ônibus criativo cheio de aplausos e risos 

Sorria Maria! Um Improviso repleto de circo , saltos e gargalhadas.

Com este título escolhido pelos próprios alunos,a oficina de atores encerrou mais um de seus cursos de teatro onde a aula sobre monólogos obteve mais um de seus bons resultados,quando todos empenhados em mostrar os frutos de um bom aprendizado,entregaram-se a arte da boa interpretação e fizeram disso mais um página importante na história de suas vidas.Aqui se mostrou a arte do improviso onde atores e atrizes se esforçaram o máximo para apresentar ao público seus personagens que eram apenas algumas Marias e Carlitos.


 Sorria Maria !

Encenada pelo  intrépido grupo de atores formado pelos alunos da turma de teatro iniciante,o seu grande e inesquecível espetáculo que num deboche a tristeza e ao baixo astral, convidou ,incentivou e satirizou as diversas formas do riso,na pele de seus respectivos personagens Marias e Carlitos que na verdade eram bonecos de trapos que, vieram ao palco com o firme propósito de celebrar a alegria e, contagiados pela euforia de seus personagens e da liberdade do improviso,neste dia os atores (da esquerda para a direita)Luana Keiose,Isa Rangel,Diego Souza,Clayton Paz Fernanda Bittencourt e Rose Silva abrilhantaram com muita garra e talento o espaço vitavision sob a direção do instrutor e diretor Tony Caroll e o comando de Mateus Barros e Roberto Carelli por trás das cameras.

Tony Caroll.

Veja também:

Uma lágrima por um cálice de vinho e... 

Minha infância em uma biblioteca de barro.

Antonio Carolino Bezerra Nasceu na cidade de Nilópolis RJ.Ainda na infância começou a escrever pequenos versos onde o sonho de ser escritor aflorou desde então.


infancia


O jeito muito tímido e a forma destacada das brincadeiras de menino sempre o levaram a ser um aluno comportado em sala de aula e muito observado pelos professores que ao final de cada ano letivo lhe presenteavam com livros e enciclopédias em razão de seu apego a leitura. Sempre admirado pelos colegas e amigo de todos, era considerado muito inteligente e isso às vezes o incomodava.




Tentando dar asas a sua imaginação, um dia com a ajuda do irmão que mais tarde se tornou pedreiro profissional, construiu uma casinha de pedras e barro molhado e dentro dela acomodou todos os seus livros e gibis; e assiduamente todos os dias a visitava onde ficava horas a fio lendo e relendo histórias naquele lugar que chamava de sua biblioteca.

Entre os seus livros preferidos estava a cartilha “pompom meu gatinho” de Thereza Neves da Fonseca. Livro esse que lhe fez apaixonar-se pela leitura e imaginar-se personagem de algumas histórias. 

E entre suas histórias preferidas estava uma em que uma senhora de nome Rita, apavorada subia numa cadeira com medo de uma barata. E os personagens que marcaram a sua infância não podiam deixar de ser, Olavo, Moema e Diva os quais apresentavam toda cartilha.

Tony Caroll.

A que tribunal de justiça pertence esse caso?


 Afinal a quem pertencem as rosas?As borboletas ou aos beija-flores?E de quem são as crianças?Daqueles que as abandonam, dos pais que adotam ou dos submundos que as auto - flagelam? Isso me pergunto até hoje, desde que me contaram a triste história de Aninha, abandonada pela mãe, adotada pela madrinha, sequestrada, estuprada e morta aos treze anos de idade, por Wallace; o belo rapaz de classe média  que defendeu-se perante o tribunal de justiça dizendo ter sido o seu ato, “um lindo gesto de amor!"



 Flor de Novembro


Já presenciei muitas coisas que me causara espanto, mas primavera agonizando foi à primeira vez. Era novembro, fim de estação, últimos segundos, e sob o olhar da lua nova, ela de cócoras deu a luz a tantas vidas às margens de um córrego tão propício a um imenso jardim... Depois chorou copiosamente como se desejasse molhar os frutos com as próprias lágrimas da despedida, após o aborto voluntário, para libertar-se um pouco do remorso que sentia. Deixou a última semente tão franzina em meio às outras que nem teve tempo de beijá-la antes de ir... Comparo a primavera a qualquer ser humano que quer dar mais do que pode; pois quantas primaveras já deixaram por aí, algum cravo, uma rosa ou quem sabe trigêmeos girassóis abandonados no berçário de um hospital, numa lata de lixo, na porta de algum ricaço ou até mesmo em mãos alheias em troca de dinheiro; esta deixou as margens de um córrego. Percebi que estava meio alucinada, com sentimento de culpa, talvez por achar que não houvesse enfeitado suficientemente a vida, saíra por estradas e ruelas sem nenhum tipo de pudor, porque antes de ir embora quisera simplesmente florir. Sempre tive a mania de comparar mulheres com flores, transformar uma na outra, afinal ambas tem destinos tão iguais e as diferenças entre elas tão somente é que: Mulheres parem crianças enquanto as rosas abortam outras rosas e depois vão embora não sei pra onde... E quem haverá de querer uma flor de novembro?Tão esquisita, franzina, ainda molhada de placenta, com saudade do útero, entregue ao abandono. Vi uma borboleta aproximar-se, beijá-la e despedir-se meio saudosa; depois um beija-flor que lhe sugou um pingo de néctar, talvez resquício de placenta e foi-se embora batendo asas no compasso do coração tão enamorado; por último a sombra que as demais flores faziam a escondeu e, ela agonizou, debateu-se entre os espinhos que despontavam das outras, revolveu o coração do jardim florescido e, reclamou... Fenômeno que ninguém ousou descrever, mas eu descrevi porque tenho alma de borboleta e desconfio dos beija-flores que gostam de nutrir-se de beleza e impregnarem-se de raro perfume. Engraçado... As borboletas e os beija-flores sempre voltam ao primeiro amor com segundas intenções e, tal de Georgina curiosa que bem não havia realizado a sua metamorfose, saíra do casulo naquela manhã e com as asas tão enfraquecidas foi buscar a flor de novembro ainda tão pequenina lá ás margens do córrego onde estava germinando e, cansada do voo prematuro voltou ofegante ao casulo de porta muito estreita e, por horas tentou adentrá-lo com a florzinha minúscula, porém exausta deixou-a do lado de fora e foi descansar a frustração. Enquanto isso tal de Wallace beija-flor tão desorientado sobrevoava ás margens do córrego procurando flor de novembro que deixara apenas a terra revolvida ao ser arrancada por Georgina Curiosa. Aquela manhã fora um retrato de profundo esplendor ás margens de um córrego repleto de variadas flores que se assanhavam para aquele beija-flor impregnando de perfumes diferenciados certo vilarejo que ia nascendo com cheiro de poesia, pois, vida de beija-flor é um mistério que ninguém consegue desvendar... Porque apesar de viver beijando rosas, um dia consegue se apaixonar por alguma delas e, então despreza as demais. E Wallace beija-flor, já tão exausto de percorrer o vilarejo a procura de alguém que julgava ser seu grande amor, pousando aqui e acolá, resolveu descansar um pouco embaixo do beiral de um telhado que abrigava um casulo de aspecto velho e abandonado onde Georgina Curiosa dormia talvez impregnada pelo perfume de flor de novembro que, apesar de tão desfalecida ainda exalava vida. E então a vida se fez tão majestosa em torno daquele pequeno casulo onde dormia Georgina, pois com o peito estufado de virilidade, Wallace ficou a cortejar flor de novembro durante alguns minutos naquela manhã e, enfeitiçado pela essência da flor, pegou-a no bico, colocou-a sobre o peito, abraçou-a com as duas asas e voou com elas fechadas mundo afora; aliás, quem nunca observou um beija-flor não vai me compreender, pois, eles são enigmáticos e guardam segredos, e quando estão rasgando o espaço com as asas fechadas, escondem alguma coisa consigo, e o que Wallace escondia era uma flor roubada e prematura, com quem pretendia copular... Mas Georgina curiosa acordou sobressaltada, não viu flor de novembro, chorou copiosamente e, resolveu procurá-la.Assim são outras pobres mulheres que passam as vidas mergulhadas em cruel agonia, a procurar seus rebentos que um dia lhe foram tirados de forma tão impiedosa; expondo cartazes pela cidade, com os corações cheios de esperanças vãs.Borboleta triste, nostálgica, vazia...Que um dia beijou flor de novembro como formal compromisso e a adotou sem imaginar que certas flores não têm dono, só servem mesmo para enfeitar e embriagar de perfume à vida da gente.E Wallace beija-flor que encontrara flor de novembro tão abandonada sobre um casulo parece que, de tão enamorado tomou o veneno dos sonhos, transformou flor de novembro em mulher, tornou-se ingênuo, deu-lhe um nome devasso, vestiu-lhe a caráter, levou-a para um canto qualquer, despiu-a excitado, colocou-a sobre a cama e, depois entrou no banheiro, olhou o espelho e, tão vaidoso lavou o rosto reluzente do azul da barba e, voltou seminu...  Cheiro de seiva fresca no corpo, pronto a copular. Estremeceu... Visível deslumbramento, cheio de glamour e lágrimas-desenho de uma flor vermelha, ainda com tinta fresca sobre o lençol branco. “Sangue” com aroma de perfume; Beija–flor desconcertado a sobrevoar o quarto vazio sobre sombras; enquanto por aí afora uma borboleta qualquer chora a ausência de uma flor... Afinal a quem pertencem as rosas?As borboletas ou aos beija-flores?E de quem são as crianças?Daqueles que as abandonam, dos pais que adotam ou dos submundos que as auto - flagelam?Isso me pergunto até hoje, desde que me contaram a triste história de Aninha, abandonada pela mãe, adotada pela madrinha, sequestrada, estuprada e morta aos treze anos de idade, por Wallace; o belo rapaz de classe média  que defendeu-se perante o tribunal dizendo ter sido o seu ato, “um lindo gesto de amor!"


Tony Caroll.

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