Arte, Cultura e Comunicação

sexta-feira, novembro 30, 2012

Uma Simples Lição de Vida

Todo jardim bem cuidado é um convite a beleza que encanta os olhos da gente e,todo coração cultivado com sentimentos nobres é a fertilidade que outro coração precisa para se desabrochar em flor.Por isso,cuide sempre da vida como se ela fosse um jardim onde estão plantadas as mais preciosas sementes e nunca esqueça de cultivar o amor  dentro do coração pois todo coração pode se transformar no mais belo jardim de uma existência e todo jardim em um coração que exala o amor.Pense nisso.


 Uma simples lição de vida

“Com o tempo você vai percebendo que,
Para ser feliz com outra pessoa você precisa,
Em primeiro lugar, não precisar dela...
Você aprende a gostar de você,
Principalmente,
A gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas,
Você vai achar não quem você estava procurando...
Mas quem estava procurando por você!”

Mário Quintana

quarta-feira, novembro 28, 2012

Líderes religiosos, o narcisismo e o teatro como esclarecedor de ideias.

Em dias que alguns líderes religiosos se exasperam e se entregam a uma discussão constante em busca do poder, esquecendo-se que às suas sombras estão ovelhas que diante de tantas acusações sentem-se desorientadas e perdendo a fé, bom seria que viéssemos refletir um pouco sobre o narcisismo daqueles que conhecem a palavra de Deus e mesmo assim parecem preocupados apenas com o seus status nesta terra.Diz a bíblia que uns pregam por inveja, outros por cobiça, outros por vaidade e assim por diante... Será que hoje em dia não estamos vivendo diante de alguns que precisam pensar sobre o narcisismo?Pensando sobre aqueles que buscam glória para si mesmos, um dia escrevi a peça intitulada “Aplausos para Jesus!” onde o seu protagonista certa noite, invade um culto numa determinada congregação e interrompendo o pastor,pede a atenção de todos para si e, em seguida implora ardentemente os aplausos dos fiéis; e é justo aí que, diversos personagens bíblicos entram na história assegurando a ele que o único pastor digno de aplausos neste mundo é “simplesmente Jesus de Nazaré”.A ele pertence toda honra,toda glória e todo louvor pois como disse o salmista no salmo 24 “Do senhor é a terra e a sua plenitude,o mundo e os que nele habitam...”Então se do Senhor é a terra,não precisamos de pastores fazendeiros ou coisas do tipo que parecem preocupados apenas com sua ostentação.
Anselmo Gomes

Aplausos para Jesus! Cena 14.


Apenas a voz de Nefasto, vindo do camarim.
—E para quê o senhor quer umas palminhas senhor Narciso?
Narciso. (Deparando-se com Nefasto que já está atrás dele).
—Para quê?Digamos que para elevar a minha autoestima, que por sinal, anda tão baixa... Aliás, todo homem que se preza, merece uma recompensa o senhor não acha?
Nefasto. (Falso).
—E que tipo de recompensa?
Narciso. (vaidoso).
—Ora, o que é uma recompensa?O reconhecimento de algo que se fez em toda uma vida. Pois de que vale aplaudir um morto como essa gente faz com Jesus?
Nefasto. (Sorriso irônico).
—É o senhor tem razão seu Narciso, mas o que o senhor já fez para desejar tanto ser aplaudido?
Narciso. (Peito estufado, muito garboso).
—Eu? Ah, já fiz muitas coisas, muitas coisas... Visitei os presídios, cuidei de muitos doentes, contribui para o criança esperança, ajudei os orfanatos, as creches, preguei o evangelho, dei muitos dízimos e ofertas na igreja, lutei pelos aposentados e pensionistas do nosso país; organizei passeatas pela paz... Causas nobres meu caro, causas nobres!
Nefasto. (Meio irônico).
—E por isso o senhor quer ser aplaudido?
Narciso. (Bem convencido).
—Não!Isso é só o começo!O começo de uma caminhada coroada de glórias...
Nefasto. (Irônico).
—Ah, então além dos aplausos o senhor quer mais alguma coisa?
Música. Celebridade.
(Ar celebre).
—Claro. Quero o meu nome nas primeiras páginas de todos os jornais, a minha foto estampada nas capas das melhores revistas do mundo, a minha história publicada como um grande best-seller em todos os idiomas deste planeta, produzida também num filme

Acima a foto do ator Anselmo Gomes que doou todo o seu talento para viver um de seus grandes papeis,o impagável Narciso.Um personagem marcante que vai do drama a comédia  e vice x versa com tamanha naturalidade e que consagra esse grande ator na sua  forma brilhante de interpretação como uma  figura inesquecível que sabe conduzir toda uma plateia ao choro e a gargalhada  numa instância de segundos como se isso fosse apenas um passe de mágica.

Tony Caroll

segunda-feira, novembro 26, 2012

Teatro evangélico em ação.

As novas formas do teatro.O teatro terá sempre novas formas, quando se propuser responder aos novos desafios da realidade. E essa resposta dar-se-á sempre a uma plateia, por isso é importante não ignorá-la nunca.É importante argumentar aqui, que a plateia para um tema evangélico, quase sempre está dividida em duas classes: Aquela que sabe qual o fundo daquilo que está sendo mostrado tendo compreensão de tudo àquilo que está sendo transmitido segundo a palavra de Deus; e aquela em que tudo o que está lhe sendo apresentado seja novidade.
Teatro evangelico em ação.
A plateia e o espetáculo.Por exemplo: Você está encenando algo relacionado ou produzindo fielmente uma passagem bíblica. Para aqueles que estão habituados a vivenciar isso todos os dias, a compreensão não será difícil, mas, para aqueles que nunca ouviram mencionar tal fato, poderão ficar um tanto desentendidos diante de determinado assunto.Novos atores.Para os novos atores dentro do campo “evangélico” não só existe a necessidade de buscar exemplos (mitos, doutrinas teatrais, teorias...) somente dentro deste campo para se tornar um profissional; mas sim oferecer a ele, ferramentas muito concretas e conscientes para que o espectador se liberte de tudo aquilo que o oprime.Métodos.Por isso,assim como o português,o inglês a matemática são úteis a todo evangélico, os métodos teatrais, também sempre serão bem vindo ao meio, lembrando sempre que, teatro é resposta tanto para aquele que faz quanto para aquele que assiste; então diante disso, será sempre preciso a prática e não só o fazer por fazer.
Tony Caroll.

domingo, novembro 25, 2012

Um homem de tantas histórias...

 
Cada um com sua história carregando calado a sua dor, no entanto o que é mais comovente é que cada homem é personagem de uma mesma história e a droga a vilã de todas as histórias. Porém o que cada um desses homens tem a celebrar é somente a esperança que reside dentro do peito e a expectativa de um final feliz. E enquanto cada homem vai sobrevivendo em meio a essa guerra interior o coração vai escrevendo o desfecho de uma história que parece nunca ter fim onde o sonho maior será sempre esmagar a antagonista que também insiste sobreviver dentro de cada um.




 As sementes da miséria humana



 Hoje dia onze de novembro do ano de dois mil e doze, me vi entre os embaraços que me fizeram compreender alguma coisa entre o sonho e a razão. O sonho que persiste no coração de homens tão flagelados pela droga e as razões que os fizeram vítimas do fracasso. E tão calado ali no meio de jovens, velhos e meninos tão resignados que andavam de um lado para o outro, resolvi me fazer surdo para as razões que parte da sociedade apregoa aqui do lado de fora quando tenta ignorar essas pessoas como se elas fossem bichos sem uma chance de recuperação. 

Pela primeira vez vi qual é a verdadeira cara que o sonho tem; porque sonhar com certas coisas, todos nós sonhamos; mas sonhar em vencer a si mesmo e derrotar os monstros que vivem no interior de cada um mesmo quando a única força é apenas uma gota de esperança impregnada na alma; e se entregar a vontade de ver esse sonho realizar-se quando o horizonte se mostra ainda tão distante nem todos são capazes.

Eu estava ali, porque me dispus a visitar uma vítima tão querida; e enquanto passeava por aquele lugar que me parecia tão mágico por abrigar tantos homens todos tão iguais quando o assunto em comum é se ver livre da dependência  química, pude compreender que nem tudo é utopia.

Os sonhos existem e tem feições diferentes quando estão abrigados nos corações daqueles que clamam por vida. Hoje meninos, jovens e velhos transitando por aquele sítio imenso e tão mal cuidado por falta de verba e atenção de seres humanos como eles. Homens que aceitaram o desafio de viver sem nenhuma condição de sobrevivência, tentando ocupar o seu tempo com uma partida de pingue-pongue, olhando os patos que tão felizes banhavam-se no lago sujo formado por uma nascente, ouvindo música no radinho de pilha, olhando as copas das árvores tudo isso para vencer o tempo e a ansiedade enquanto um escolhido como num big brother preparava o almoço  de todos num fogão de lenha. 

Um almoço improvisado com os poucos ingredientes de algumas doações de outros que sem hesitar apenas dividiram o seu pão. Alguns sendo visitados pela família e outros não. Porém, todos embalados pela esperança de breve saírem dali livres das algemas que um dia os aprisionou apenas pelo desejo que então se transformou em vício. 

Diante de tantos rostos diferentes compreendi que cada um tem a sua história e na história de cada um, as mais diversas razões que levaram a todos ao mesmo universo onde a ordem do coração é sonhar!

Mas observando cada rosto, contemplando um sorriso meio tímido aqui e ali, recebendo o cumprimento tão impregnado de esperança entre um e outro, só pude mesmo entender o quanto somos iguais. Com a diferença de que uns são mais fortes diante de um problema enquanto outros procuram uma fuga, e essa fuga talvez nunca seja a saída e sim a entrada de um cativeiro. 

Só hoje percebi que aquilo que faz germinar as sementes da miséria humana é a verdadeira  falta de amor entre seres humanos porque cada uma dessas sementes tem a sua origem na vida de uma vítima da droga. E essas sementes tão presentes no coração de um flagelado pela droga talvez sejam a ingratidão, a solidão, a rejeição, o preconceito, a discriminação e tantas outras coisas que traduzidas em gestos nefastos um dia se transformou na dor cruel daqueles que nunca puderam compreender o que realmente é o amor de Deus.

Durante todo o trajeto de volta vim pensando nisso e com o vento que entrava pela janela do carro e ousadamente batia em meu rosto, via outros tantos rostos se misturarem diante de mim enquanto ouvindo uma canção que vinha do meu interior, podia compreender tantas coisas e o quanto é bom ser amado pelo amigo Jesus. E essa canção em forma de poesia e oração ainda se agiganta dentro de mim quando penso em tudo isso.

Tony Caroll

sexta-feira, novembro 23, 2012

O exibicionismo e as suas razões.

Tudo será sempre pura emoção?A emoção e a razão devem andar sempre juntas, pois, o exibicionismo tende aparecer de certo  descontrole do ator que esqueceu os seus limites diante das possibilidades do improviso. Esse ator por se achar muito competente torna-se fabuloso naquilo que se refere sentir emoção; e então se entrega totalmente sem levar em conta a razão.
Exibicionismo teatral.
Objetivo e subjetivo.Quando trabalhamos o objetivo com o subjetivo teremos como resultado uma emoção verdadeira porque mostraremos o ser e o querer de um personagem. Porém quando trabalhamos apenas o objetivo, teremos tão somente o ser de um personagem que tende a não sentir nada e este personagem tende também a mostrar o próprio ator que o representa.Quando trabalhamos apenas o subjetivo, teremos como resultado um personagem fantasioso onde, o ator apenas apresenta como ele devia ser sem nunca encontrar a base que é o objetivo.Assim:
Objetivo+subjetivo=emoção verdadeira.
Objetivo+objetivo+falta de emoção.
Subjetivo+subjetivo=falsa emoção (Descontrole).
Tony Caroll.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Quando o improviso é bom para todo elenco.

O muito improviso continuado sem a imposição de certo limite traz o esquecimento e faz com que o ator se distancie da ideia original fazendo com que ele crie diversos personagens em uma única cena. Porém o improviso torna-se algo esplendoroso quando existe o respeito mútuo entre os atores; uma relação boa e familiar dentro do elenco.
Improviso
Porém o improviso torna-se algo esplendoroso quando existe o respeito mútuo entre os atores; uma relação boa e familiar dentro do elenco. Nesse caso é boa a ideia dos atores experimentarem os personagens uns dos outros.Partindo da ideia de que teatro é aceitação, cumplicidade, troca, admiração e inspiração mútua, compreendemos que tanto em cena como fora de cena, o rico deve aceitar o pobre, o bonito ter afinidades com o feio, o milionário sentir o gosto do lugar onde está o mendigo e enfim, um admirar o outro buscando essa inspiração tanto na pura essência do ser como vivendo esses personagens tão diferentes com o intuito de completar-se a si mesmo.Quando falamos da necessidade do respeito mutuo e da boa relação familiar entre os atores não fugimos do improviso criando certa ditadura para os mesmos, mas, asseguramos o cuidado de um para com o outro no que se refere à chamada deixa.O improviso exagerado é um passo para o exibicionismo e o exibicionismo algo que pode aniquilar uma deixa.Existem determinados atores que tem a sua deixa como algo muito valioso para entregar ao companheiro, esses atores são vibrantes porque, tem em mente tamanha admiração pelo colega de trabalho e com imenso prazer fazem questão de trabalhar a sua deixa para ver o colega entrar em cena com muito triunfo. Esses são atores ricos em cumplicidade, pois fazem questão de passar com grande satisfação para o colega a sua oportunidade de brilhar e por isso, fazem questão de explodirem em cena antes da entrada do outro para que a sintonia do enredo não seja quebrada por um simples intervalo. Mas se esse ator é pobre na sua forma de enxergar a cumplicidade, ele não se preocupa com o outro que vai entrar em cena logo após ele e então, relaxadamente se exibe. Esse exibicionismo é resultado do egoísmo que o faz se entregar ao improviso continuado e sem razão; sem a mínima preocupação de como o outro vai lhe suceder, e sem se importar com a quebra da sintonia dentro de uma mesma cena.

segunda-feira, novembro 19, 2012

A oportunidade do improviso

A oportunidade do improviso que dá ao ator a liberdade de mostrar a sua capacidade de interpretação, e as suas formas.


Quando dissemos que nem todo improviso contribui para a realização de um bom trabalho estamos querendo argumentar alguns princípios que devem ser levados em consideração pelo ator, principalmente aquele iniciante que às vezes levado pelo ímpeto da ansiedade acaba cometendo certos incidentes que o leva ao fracasso.

 



Todo espectador tem sabedoria e bom senso para acompanhar um tema que lhe é proposto pelo ator em sua interpretação. Assim, se o ator se exaspera, acaba levando o espectador a enfadar-se diante daquilo que não entende.Dessa forma o respeito deve ser mútuo entre aquele que apresenta alguma coisa e aquele que assiste.

Toda oportunidade de improviso dá ao ator, a liberdade de mostrar a sua capacidade de interpretação; porém nem todas as formas podem lhe garantir sucesso, pois o ator que se deixa levar pela ansiedade do brilho descontrolado, estará muito propenso ao fracasso e esvaziamento de uma cena; e consequentemente o desinteresse do espectador.


O subjetivo que é a possibilidade do ator sugerir mais alguma coisa, jamais deve atropelar o objetivo daquilo que ele próprio se propõe a dizer. Assim, sempre será preciso obedecer à ideia central de um texto porque se no deslize de seu improviso ele foge dessa ideia central, estará a cada nova frase dita, sujeito a desprezar o tema principal de uma história, cansar-se na sua busca de pensamentos enquanto está em cena e, perder-se quando não saberá mais o que dizer. 


Isso ocorre quando o ator começa a falar sobre determinado assunto, vai juntando uma coisa a outra coisa e mesmo sem querer esquece-se do tema, da história e do personagem que está vivendo.Devemos lembrar que:Sempre partiremos de um ponto, uma ideia central proposta que deverá ter seu começo, meio e fim e obedecê-la.Suponhamos que determinado autor tenha criado como ideia central de uma história “O amor” que dará toda beleza a sua obra. 


Este amor percorrerá todos os atos, todas as cenas e deverá estar impregnado em todos os atores do elenco, mas, se em determinado momento um ator qualquer resolve dar asas a sua imaginação e subjetivar em demasia a fala de seu personagem, fugindo do amor para falar da floresta amazônica e caindo em assuntos políticos que defendem a floresta, logo há de compreende que se empolgou tanto em mostrar-se um pouco mais que os outros, que além de fugir da ideia central proposta, também faltou com respeito ao espectador, ao autor e esqueceu-se da cumplicidade com o outro que contracenava com ele.


O ator que se entrega em demasia ao improviso acaba criando uma atividade paralela para o seu personagem, cria outra ideia dentro da história, ofusca o seu próprio trabalho além de disputar consigo mesmo.

sábado, novembro 17, 2012

Nem todo improviso contribui para a realização de um bom trabalho.

Para o ator, a ideia de completar-se em cena é muito rica e proveitosa, pois isso o estimula a criar cada vez mais e também a destacar-se em um trabalho qualquer como um grande ou até mesmo “o melhor ator”.Porém, ao ator é preciso humildade para desempenhar o seu papel por mais expressivo que possa ser; mas para isso é necessário que ele estabeleça certos limites para si próprio. Isso mostrará ao espectador um ator disciplinado.
Liberdade de expressão.
A nossa imaginação será sempre fértil para o subjetivo, porém esse subjetivo em cena não deve ser exagerado ao ponto de aniquilar o objetivo; e o objetivo do ator deve respeitar a cumplicidade com o outro ator com o qual ele está em cena porque, se ele se descontrola leva o outro a certa ansiedade tornando a sua espera em tédio terrível e isso é percebido pelo espectador também. Portanto nem todo improviso contribui para o a realização de um bom trabalho por que: Sempre partiremos de uma ideia central que deverá ter seu começo, meio e fim e isso deve ser sempre levado em consideração.Resumo: Quando o ator tem a oportunidade de um improviso deve compreender que a sua liberdade de subjetivar deve ter seu limite.Subjetivar é a oportunidade que o ator tem em cena de criar alguma coisa em cima de uma ideia central, tendo o cuidado para não sair dela pois,O seu objetivo é contracenar com alguém e expor alguma coisa para o espectador.
Tony Caroll.

sexta-feira, novembro 16, 2012

Sofro e choro.

Confessar uma desilusão nem sempre é sinônimo de fraqueza e chorar por um grande amor que se perdeu nunca será motivo para se desmerecer a masculinidade de um homem.Digo isso porque ao longo de minha existência muitas das vezes fui proibido de chorar diante de uma frase feita daqueles que a tomavam como discurso contínuo."Homem que é homem não chora."Porém hoje me orgulho por todas as vezes em que chorei e tenho certeza de que nunca fui um fraco pois mesmo chorando para me libertar de minhas desilusões,fui rebelde e corajoso quando precisei quebrar todas as regras.Ainda sou um homem que chora.



Sofro e choro

Como o ontem que foi hoje e depois se perdeu
hoje choro por um amor que já foi meu.
Como a flor que já foi broto e agora morreu
hoje sofro por alguém que já foi meu.
Como o sol que já brilhou e depois desvaneceu
sofro e choro por você que me esqueceu.

Tony Caroll.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Quantos espectadores estão sobre o palco?

Teatro é aceitação. É relação sem preconceitos, sem pudores, sem discriminações. Por isso,quando propomos algo como quebra de repressão,ritual e mecanismos estamos apenas sugerindo que o ator se esvazie completamente de tudo aquilo que o impede de relacionar-se dentro e fora de cena, pois, são os nossos medos, as nossas tradições, a nossa maneira muitas das vezes erradas de entender certas coisas é que nos impede de dar passos importantes rumo à cumplicidade, a harmonia, a sintonia com outro ator e isso nos faz permanecer sempre no lugar de espectador que apenas sonha atuar.
Vinicius Melich em cena. 
A falta de aceitação muitas das vezes manifesta-se por causa de certos preconceitos e pudores e acaba gerando certa discriminação entre os próprios atores que estão em cena, isso por falta de um trabalho intenso dentro dos grupos, que muitas das vezes estão no decorrer de um trabalho sem conseguir entrar em sintonia com os demais que contracenam.Diversos atores apesar de estar sobre o palco como personagem de uma história, mesmo sem perceberem deixam de ser ator e passam a ser apenas um espectador do colega que está em cena com ele, isso porque na dificuldade em relacionar-se com o outro, se retrai e então mesmo participando de todo desenrolar de algumas cenas ou atos, passa a assistir o colega e não atuar junto a ele.

quarta-feira, novembro 14, 2012

Um adeus a você.

Muitas das vezes é preciso rasgar o peito e mesmo sem querer,apagar as marcas de um grande amor pois,amor que se dá e nada recebe nunca deixará de existir enquanto estiver sendo cultivado mas nunca alimentado pelo desejo que sente.E um amor enclausurado dentro do peito,só deixa o coração sem possibilidades de amar novamente.




 Um adeus a você

Adeus ao beijo que eu quis, e ao meu sonho de ser feliz.
Adeus ao anseio de minha boca, e a essa paixão quase louca.
Adeus ao nosso primeiro momento; que transformou-se em lamento.
Adeus ao desejo que eu tive, e a sede que não contive.
Adeus ao meu querer de um abraço; que ensaiou o embaraço.
Adeus a esse tom de saudade, que sufocou minha felicidade.
Adeus aos anseios de meu peito, a esse caso meio sem jeito.
Adeus a essa anônima pessoa, que nas asas de meu sonho voa.
Adeus a minha Campainha interior que toca e com barulho só me sufoca.
Adeus à pessoa que amei, ao sonho que desejei e nunca experimentei.
Adeus a esse sonho de rosto tão bonito, que se perdeu no infinito.
Adeus a esses dia passados, e aos momentos idealizados.
Adeus aos instantes vividos, nunca publicados, de um amor proibido.

Tony Caroll.

terça-feira, novembro 13, 2012

Interpretar ou apenas representar alguma coisa?

A diferença entre interpretação e representação está em dar ou não dar forma aquilo que então a pessoa se propõe a mostrar em determinadas cenas dentro de uma mesma história. Assim compreendemos que:

Arte e vida.
A arte de representar pertence a qualquer pessoa e,A arte de interpretar pertence ao bom ator que então se esforça para oferecer uma arte viva e esplendorosa ao seu espectador.Posso representar alguém numa ocasião apenas como substituto de uma pessoa que por qualquer motivo não possa se fazer presente em determinado acontecimento ou lugar, mas, para representar alguém diante de todo espectador que vai ao teatro em busca de alguma coisa, preciso fazê-lo com total fidelidade e, a fidelidade em interpretar um personagem está em buscar todas as nuances desta pessoa que represento para o espectador; dando a este personagem novas formas teatrais. Assim, o trabalho do ator nunca será apenas cumprir um protocolo, mas sim, reproduzir com arte e maestria a sua fonte de inspiração.Se a sua fonte de inspiração for um anjo,esse anjo deverá ser então a matéria prima do ator e a sua beleza tanto física como interior será fruto do esforço do bom ator que com dedicação saberá lapidar aquilo que então se propõe representar “Uma figura celestial”.Aqui,usamos uma foto de um grupo que no último dia 28/10/2012,apareceu caracterizado numa determinada seção eleitoral para votar.A idéia desse grupo em protestar contra a cobrança abusiva de impostos ou algo parecido por parte de alguns governantes repercutiu talvez de uma forma inseperada,mas talvez mesmo que essa não tenha sido a intenção,este grupo caracterizado de vampiros representou muito bem os anseios daqueles que vivem sendo explorados pelo sitema e nunca tem voz para reclamar.Assim se representa uma classe quando não se tem um personagem concreto,porém a interpretação deve ser específica do ator que sente e chora as lágrimas de um personagem.
Tony Caroll.

domingo, novembro 11, 2012

A fiel interpretação quando o ator se propõe a representar alguma coisa.

Para todo ator iniciante que então se entrega a arte da interpretação é necessário entender o quanto é importante que quando está interpretando está também representando algo, alguém, uma classe social e até mesmo uma sociedade.Ninguém há de interpretar algo que tenha vida sem impregnar esse algo de sentimentos.Ninguém há de interpretar alguém sem ao menos esboçar alguns traços desse alguém. Ninguém há de interpretar uma referida classe social sem ao menos apresentar um pouco o que há de mais relevante dentro dessa mesma classe e,Ninguém há de interpretar uma sociedade sem exaltar aquilo que é mais importante em sua formação e trajetória.
A fiel interpretação do ator.
Devemos ter a compreensão de que:Uma árvore que se apresenta dizendo:─ Ah, eu sou uma pobre árvore!Tem seus sentimentos e suas razões para dizer que é uma pobre árvore.Alguém que se apresenta de alguma forma, está apresentando alguma coisa como:─Eu sou um homem que chora por causa do fracasso.Esse homem apesar dos fracassos não deixa de ser um homem e, isso requer os traços de um homem ainda que em cena ele esteja vestido de um objeto qualquer como uma cadeira. Se ele em cena é uma cadeira, mas revela que é um homem cheio de fracassos, é preciso então que tenha a forma de cadeira, mas os traços de um homem.Uma classe social se unifica por apresentar questões que sobressaem e permanece em evidência todo o tempo. Por exemplo: A classe dos defensores dos animais sempre será reconhecida pelo amor, o cuidado e a luta pela preservação das espécies e,uma sociedade se apresenta de forma contundente revelando por meio de seus hábitos coisas que se fazem notórias.Assim, a ideia de toda interpretação deve estar acompanhada da fiel representação que se faz daquilo que se propõe a fazer.
Tony Caroll.

sexta-feira, novembro 09, 2012

O elo entre o ator e seu personagem.

Interpretar um personagem é o mesmo que revelar o estado de alma de um ator e revelar o estado de alma de um personagem é um desafio que requer o trabalho de qualquer ator. Assim sendo, todo aquele que se dispõe a fazer teatro, deve entender que teatro é um trabalho constante que não deve admitir certas tréguas, pois, se o corpo e a mente se entregam ao cansaço dos exercícios, o ator volta ao seu estado comum e se entrega apenas ao sonho do fazer, tornando-se algum espectador.
O elo entre ator e personagem.
Diante disso enfatizamos aqui que, que o ator ou quaisquer grupos devem estar naquela busca constante do aprendizado entregando o seu corpo físico as diversas transformações. Assim sempre será necessária a prática, pois é a prática que o levará a assumir as responsabilidades com os seus respectivos personagens.
                                           

                                                      A alma de cada personagem


Todo personagem tem uma alma, mesmo aquele que foi criado para não tê-la e se a alma do ator deseja manifestar-se de alguma forma expondo toda a sua beleza de sentimentos, o ator deve entender também que a alma de cada personagem precisa ser revelada de alguma forma. Isso pode parecer complicado a principio, mas se o ator procurar compreender que os anseios de cada personagem são como os seus anseios, então irá assegurar para si mesmo que existe um elo entre ator e personagem e, é esse elo que os faz cúmplices em toda trama. Quando um ator entende que o seu corpo precisa quebrar rituais e mecanismos, sentir emoções, ter harmonia com o elenco e etc. Ele também entende que o seu personagem necessita de tais coisas e,quando ele não se mostrar mais tão egoísta em relação a isso,nutrirá também dentro de si certo amor pelo seu personagem e então passará a integrar-se com ele, dando-lhe tudo aquilo que ele anseia ter.É como se o seu personagem fosse um espelho dentro dele mesmo, onde ele deve alimentar esse espelho com toda fé. A fé cênica se constitui em acreditar fielmente naquilo que ele, o ator está interpretando e se essa fé cênica for compreendida em relação a cada personagem, então o ator passará a interagir melhor com ele e isso o incentivará a compreender a alma de seu personagem. Sendo assim, o ator será sempre um corpo que se empresta ao seu personagem, uma alma que o compreende e luta para lapidá-lo a todo instante enquanto o personagem sempre será uma alma que busca um corpo para revelar a sua grandeza!
Tony Caroll.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Como e porque publicar-se?Novos exercícios.

Uma forma de obter um bom desempenho do ator e ao mesmo tempo fazê-lo tomar gosto pelo teatro além de sentir um prazer imenso é encadear vários exercícios em um só. Pela nossa experiência pude me sentir gratificado muitas vezes quando vários dos meus alunos compararam as minhas aulas a uma academia de ginástica, devido aos exercícios em movimento constante que não os deixavam parar por muito tempo durante o processo de aprendizagem.
Aqui está uma excelente dica: Podemos trabalhar vários tópicos com alguns exercícios dentro do mesmo ciclo sem a necessidade de parar para algum descanso.Isso gera no grupo de atores uma energia positiva,deixando-os impulsionados a produzir muito mais.Assim podemos trabalhar dentro de um mesmo exercício:

⇒As partes adormecidas de cada um,

⇒A quebra de rituais,

⇒Um pouco de fé cênica e alguma introdução 

⇒A quebra de repressão.

Tudo isso desta maneira:

1-Ao som de uma música suave e um pouco enfadonha, os atores devem caminhar livremente pelo espaço, sob a narração precisa do encenador.

2-O encenador observando a concentração dos atores e percebendo a falta de concentração de alguns, vai informando a todos o peso real do corpo de cada um. Ele começa fazendo com que acreditem que cada parte do corpo pesa bastante e vai atribuindo mais peso até chegar toneladas. 

Quando os olhos já pesam o suficiente para que os atores não consigam mais segurá-los, ele passa a narrar o peso de uma outra parte do corpo e assim sucessivamente.O resultado será todos sem forças nenhuma caídos ao chão sem a possibilidade de moverem-se

.3-O encenador então faz o caminho de volta, informando aos atores a libertação do peso de cada parte do corpo dos atores, que acreditando em tudo o que lhe é informado, aos poucos vão ganhando leveza e a sensação de liberdade.

4-Quando todos já estão livres de todo peso real do corpo e caminhando naturalmente sobre o espaço;o encenador então começa a contar histórias vibrantes em que todos são personagens dela e, bruscamente muda a música enfadonha por uma outra bem movimentada dando a todos a sugestão para se entregarem a uma algazarra.

O resultado sempre será sempre uma grande algazarra onde todos cheios de alegria dançam, sorriem se abraçam e se confraternizam de forma muito esplendorosa.Ao final da aula é sempre bom discutir tudo como as sensações do ator, o prazer sentido e, etc. Além do encenador informar a todos o que foi trabalhado.

terça-feira, novembro 06, 2012

Algazarra para Elizabeth.

 
 
Um dia quem sabe ainda conto um pouco da história de Elizabeth,uma de minhas irmãs em que muito me inspirei para compor alguns versos e com eles formar algumas poesias.Mas aqui quero relatar apenas um pouco da história que esse poema traduz.
 
Éramos oito filhos quando minha mãe ainda jovem nos deixou.Com isso fomos separados indo cada um para um lugar diferente e Elizabeth foi parar nas mãos de uma senhora  muito velha que vivia em Barra do Piraí no interior do RJ.Um dia então eu e uma outra irmã reunimos os outros dois menores,e fomos visitá-la.Encontramos Elizabeth vivendo numa casinha de estuque,sem uma boa alimentação porém muito querida de todos.
 
Não tínhamos muito o que fazer a não ser passear um pouco pela cidade.O dia passou depressa e a noitinha quando já estávamos na estação esperando o trem para nos levar embora,vi Elizabeth surgir.Ela vinha correndo me trazer um pente de cerdas largas que eu havia esquecido.Embarcamos e enquanto o trem se afastava senti um aperto no peito e um gosto de lágrimas na alma pois,sabia que no gesto de trazer o pente estava simplesmente a vontade de voltar conosco.
 
Ah!São tantas histórias...Mas essa,por enquanto encerro aqui dizendo que Elizabeth venceu.Hoje vive na Suíça,tem dois filhos enquanto eu perdi o pente de cerdas largas que durante tanto tempo guardei de lembrança.Mas para quê pente se hoje já não tenho mais cabelos? E aquele trem?Ah!Ele não existe mais.


 Algazarra para Elizabeth

Ah! Aquele trem!
Que me levou sem desdém
Para aquele final de mundo
Só para ver Elizabeth.
No peito um algoz profundo
Que comigo pintava o sete
Mas tudo valia a pena
A certeza era plena
Eu ia ver Elizabeth.
 
E o velho e surrado trem
Corria com vaidade
E no incansável vai e vem
Diminuía a saudade
Vencia os trilhos e as campinas
Fazia ventar muito mais
Não lhe importava a neblina
O cheiro dos matagais
Corria com ousadia
De quem um sonho reflete
Queria dar-me a alegria
De encontrar Elizabeth.
 
E eu ia embalado
Vivendo mil emoções
Sonhava aflito acordado
Contando as vis estações
E como criança inocente
Que a mesma coisa repete
Balbuciava insistente
Eu vou ver Elizabeth! Eu vou ver Elizabeth!
 
E de repente o apito
Que me fez soltar um grito
Rompendo o azul celeste
Estávamos no infinito
E lá estava Elizabeth.

 
Os olhos arregalados
Pela lágrima atrevida
O coração solitário
Feito presidiário
Do destino e da vida
E aquela não parecia
Minha meiga Elizabeth
Que um dia fora vendida
Ao preço de uma omelete
Era um vulto de tristeza
Sem mais brilho e beleza
Não mais sabia sorrir
Mas eu estava ali
Corajoso e com garra
E no mais ditoso convite
A enfeitei de requinte
Para vivermos uma algazarra
E fizemos piquenique
Entre as murtas do caminho
Brincamos de corre pique
Cantamos em burburinho
Tiramos folhas das plantas
Atiramos como confete
Nos vestimos de palhaços
Eu e Elizabeth!Eu e Elizabeth!Eu e Elizabeth!
 
E não importava o cansaço
Queríamos ir adiante
Zombar das agruras da vida
Tomar muito refrigerante
Fazer bolas de chiclete
E até apostar corrida
Com as mulas e a charrete
Naquela estrada comprida
Que resumia a vida
Entre eu e Elizabeth!
 
E foi uma tarde feliz
Que deixou-me apaixonado
Ao lado da flor-de-lis
Tornei-me realizado
Mas tudo durou tão pouco
Pois a noite trouxe o sufoco
E consigo aquele trem
Que recebi com desdém
Quando se aproximou
Obrigando-me a entrar
Pois logo me angustiou
Com o estridente apitar
E com a rotina que sempre repete
Deu partida e lá deixou
Minha irmã Elizabeth!


Tony Caroll.

domingo, novembro 04, 2012

Qual o ritual em que você está mais habituado a praticar?

Quando obedecemos ao impulso de começar a fazer teatro temos logo o desejo de interpretar alguns personagens, mas esquecemos que cada um desses personagem devem ter a sua forma particular de ser pois,esse personagem o qual você está vestindo com o seu talento, talvez não fale,não ande,não boceje,não chore e não faça nada como você está habituado a fazer.E quando falamos da quebra de mecanismos e certos rituais é simplesmente porque  queremos ver o ator dar vida ao personagem e não apresentar-se a si mesmo sempre.
Ciclo de rituais.
Há um contraste por parte de alguns encenadores que buscam no ator iniciante aquilo em que ele é mais fraco em mostrar como, por exemplo:Se um ator quase não mostra a sua forma de sorrir, se isso não é o seu ponto forte e se o que o torna evidente não é o sorriso, o encenador então procura explorar isso ao máximo desprezando aquilo que é mais eficaz no ator e o torna o centro das atenções. Isso então o mecaniza muito mais do que já está habituado e esse ator passa então a ser rotulado como aquele ator que faz aquilo muito bem e ele passa então a representar o mesmo papel por toda uma vida.Você já percebeu que certos atores sempre são lembrados para viver um papel específico?Fala-se de um personagem e logo alguém sugere aquele ator que parece ter a cara daquele personagem.Lembramos aqui que o bom ator é aquele que em cena vive grandes papéis quando sabe diferenciar o personagem de si mesmo.Clayton Paz meu ex-aluno, um bom ator por sinal, certa vez reclamou do seu cansaço em ser escolhido apenas para viver papéis infantis e, a falta de oportunidades para interpretar outros papéis muitas das vezes o deixava meio sem animo. Isso se deve a esse contraste; não explorar o lado mais forte do ator com exercícios de quebras de mecanismos e rituais, pois quando resolvemos trabalhar no ator aquilo que nele é mais evidente, damos a ele a oportunidade de descobrir mil facetas dentro daquilo que ele está mais acostumado a fazer. Se o encenador despreza esse lado mais eficaz, certamente ficará muito tempo tentando fazer com que ele mostre algo que o intimida e muitos diante disso desistem. Não quero dizer com isso que não se deva trabalhar o lado mais tímido do ator, mas alcançar esse lado tímido com os resultados que ele obtiver trabalhando aquilo que é mais evidente nele.Concluindo: Se o ator é reconhecido pela forma grandiosa de gesticular, começa-se um trabalho de quebras de rituais por ai, até atingir o ponto que o torna tão apagado que nesse caso pode ser a maneira muito simples de sorrir.
Tony Caroll.

Recent Posts

Hospedagem de site ilimitada superdomínios
Hospedagem de sites ilimitada superdomínios

NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

Postagem em destaque

Oficina de Atores em Nilópolis

Nós somos a oficina de atores com sede no Rio de janeiro,inscrita sob a razão social:Oficina de atores curso de preparação em artes cênicas ...

Posts Mais Visitados

Dramaturgia em foco. Tecnologia do Blogger.

Text Widget

Blog Archive


 


Literarte Letras ! Arte Cultura e Comunicação


 

Follow us on Facebook

Veja nossos posts