Sempre será primavera para aqueles que sabem cultivar as flores.E o segredo do cultivo é o que de melhor carregamos dentro de cada um de nós.Isso se refere aos sentimentos enquanto as flores de nossa existência são as pessoas que um dia foram plantadas em nosso universo.Fazer de nossa existência uma linda primavera é um grande desafio para aqueles que acreditam estar sempre impregnados de vida.
Primavera
Espero setembro ansioso pois me trará nova era fará do feio o ditoso é a chegada da primavera. Porém se a primavera não trouxer flores belas brancas ,azuis ou amarelas e se murcharem as cor-de-rosa me sentirei mesmo prosa apostando com carinho nas pintadas cor- de - vinho. Terão tanto amor as vermelhas que trarão o néctar as abelhas e as flores cintilantes com o brilho do sol se tornarão constantes e até as flores velhas ,caídas e secas mudarão a cor tão morta para violeta. Assim se faltar formosura na roxa,cinza,escura o verde será a moldura a esperança futura.
Um dia conheci alguém tão apaixonado pelo teatro quando eu me dedicava á poesia.Certamente tínhamos alguma afinidade,a arte em si.Nos tornamos amigos e admiradores um do outro.Juntos respiramos arte por algum tempo. Foram tantos os recitais em praça pública e nos bares,noites repletas de poetas e atores que varavam as madrugadas ao som das melodias que vinham do violão,espetáculos tão tímidos porém recheados de sonhos.Tudo isso lá do outro lado da poça d'água “Centro de Niterói RJ”mas o tempo se encarregou da distância e dos desencontros e de Pedro Roberto Santos do Nascimento só ficaram as lembranças e esse poema de sua autoria que tive a ousadia de publicar aqui.
Brisa de florida
Vem vindo o vento veloz Arrasa e arrasta a cidade Para longe de nós De quase todos nós... Poeira no ar,cidade vazia Quem pode escapar Quando o vento zunia? Não chorar eu tento Ainda com medo do vento. Cidade grande Hoje cidade pó Não quero chorar Mas estou só.
Se existe em minhas recordações um instante mágico é esse que quero eternizar agora.Meu avô veio de uma família de gente tão apegada as letras e nunca se desvencilhou disso; e a poesia para ele, parecia estar atrelada a religião pois em todo fim de tarde lá estava ele no meio da grande sala que fazia parte daquela enorme casa rosada da rua Elizeu de Alvarenga 1419, a declamar Casimiro de Abreu. Isso ele fazia todos os dias como se fosse um ritual.Primeiro ligava o esqueleto de um rádio que ficava no alto em uma prateleira improvisada,rezava com Júlio Lousada a oração da ave Maria e depois de forma tão eloquente declamava meus oito anos enquanto eu ficava a admirá-lo e aplaudi-lo com o coração.
Meus oito anos
Oh!Que saudades que tenho Da aurora de minha vida Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor,que sonhos,que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras A sombra dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! Respira a alma inocência Como perfume a flor; O mar é -lago sereno O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d´amor! Que auroras,que sol,que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d´estrelas, A terra de aroma cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! Meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã! Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberto o peito, Pés descalços,braços nús Correndo pelas campinas Á roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis! Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar mangas, Brincava à beira do mar: Rezava às ave Marias, Achava o céu sempre lindo, Adormecia sorrindo E despertava a cantar! Oh!Que saudades que tenho Da aurora da minha vida Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor,que sonhos,que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
As vezes é tão difícil olhar no espelho e não encontrar mais aquele jovem sonhador.Aquele que se envaidecia pelo despontar dos primeiros fios da barba a emoldurar o seu rosto e que o fazia despir-se de seu corpo frágil de menino assegurando-lhe que já estava pronto para o amor. Casa vazia é um poema que minha alma escreveu para contar um pouco da saudade de mim mesmo mas também é o retrato de uma linda história de amor.Um amor proibido que desafiou as leis do mundo e dos homens e foi vivido em meio aos temporais causados pelo preconceito daqueles que não acreditam que além de corpos que se entregam existem reencontros de almas que se amam.
Casa vazia
De repente, tão de repente a casa ficou vazia.. Parece que a morte entrou por ela E fechou a porta e a janela Para guardar só as lembranças. Casa vazia, sem esperanças Sem a voz da campainha e o sorriso da criança Que chegou surpreendente fazendo-me sentir gente Naquele mês de outubro Casa que hoje descubro e vejo um vácuo imenso Que ainda guarda os natais, vividos nos vendavais Entre abraços e beijos, e um carinho intenso E recorda aniversários repletos de emoções e amor E ouve a canção do amigo sorrindo e chorando consigo Para não sentir a dor E na parede o calendário que marca datas importantes Que fizeram de um instante um eterno e doce folguedo Casa que era um brinquedo para o menino rapaz Que vinha todos os dias e a enchia de alegria Também de sonhos e de paz Casa triste de saudade Onde nasceu a amizade cultivada como uma flor Que ainda tem o espelho com aquela moldura parda Onde o jovem sonhador, orgulhoso decepou Os primeiros fios da barba Casa vazia,triste e abandonada Que guarda fotografias, o choro e a gargalhada Do menino homem que um dia aqui viveu E que sonha acordada Não achando graça em nada Porque tudo se perdeu... Casa vazia que hoje acordou tão cedo Tão cheia de medo e de solidão Trancada por fora, por alguém que foi embora casa vazia,meu coração.
Tony Caroll. "Publicado em 2004 pelo prêmio Celito Medeiros/concurso sol vermelho;Exposto e escolhido pelo projeto um poema em cada árvore em Governador Valadares-MG em 2011;Escolhido e publicado em 2011 pela V CLIPP concurso literário de Presidente Prudente/SP”
A minha insistência em amar foi uma forma de provar que os meus sonhos existem e sonhos só são sonhos de amor quando alguém que queremos tanto podem fazer parte deles.Assim ignorei as muitas impossibilidades,me desvencilhei das razões e investi. Pois amar alguém nunca nos dá a certeza de que seremos correspondidos; mas investir em alguém que de repente causa uma revolução dentro da gente não é perder tempo pois, as histórias de amor só existem para aqueles que realmente acreditam nelas.
Meu amor!
Hoje, por mais que procurasse palavras para intitular esta carta, não consegui me desvencilhar da ideia dos sonhos; sonhos que construí para você, e porque não dizer para nós?Porém diante da impossibilidade do nosso amor, também não consegui me desvencilhar da certeza de que, por diversas razões fui vencido nas inúmeras tentativas de lhe assegurar o que verdadeiramente sinto.Assim resolvi intitular tudo o que imaginei como “um sonho vencido”, porque foi sonhando com o teu amor que, Eu pensei ver brilhar uma luz na imensa escuridão que havia em minha volta. Achei que a minha direção seria o amor... O teu amor! Pensei plantar, regar, ver a semente brotar e imaginei ver o sorriso de tanta gente irradiando felicidade pelo nosso amor, mas, aquela semente que para mim era tão preciosa foi sufocada, deformando-se em si mesma e, aos poucos fui me desesperando, até perder a razão.Tornei-me um louco, perdido com os pensamentos meus; chamei a Deus,gemi,chorei e, mesmo assim lutei com todas as forças para lhe dar o que você não queria mais... O meu amor.Hoje estou só, sem você, sem o sonho. Apenas com esse nó na garganta que, me dá a certeza do que já sei: "Perdi tudo, eu me perdi porque muito te amei”...
E na tentativa de me libertar de minhas próprias culpas apenas escrevi para assegurar a mim mesmo que as minhas loucuras de amor não foram tão injustificáveis assim,pois o que me dá a certeza de que não errei mas simplesmente amei ignorando as contradições de um amor proibido, é a própria certeza que hoje tenho de que fui o autor de minha própria história.
Meu amor!
Um dia achei que por amar, também poderia mentir e enganar ao mundo inteiro. Pensei que a minha paixão fosse mais forte que as leis dos homens e as de Deus. Pensei que pudesse lutar contra o teu destino ou até mesmo modificar as coisas que para você eram sagradas. E em nome desse sentimento que parecia tão maior que eu, cheguei a pensar que a minha sinceridade em te amar fosse o suficiente para me inocentar de minhas culpas. Pensei que pudesse trazer escondido por toda uma vida o sonho de ter você e, ao longo do tempo perpetuar nosso caso proibido em segredo. Pensei e por tantas vezes assegurei para mim mesmo que o meu amor tão intenso fosse capaz até de me fazer amar por nós dois. Assim, esqueci a vida lá fora e apesar do medo de ter meu segredo descoberto, fiz desse medo a minha coragem para continuar lutando e nunca desistir de você. E com isso, nunca me dei conta do quanto mentia,manipulava pessoas, usava de falsidade, inventava histórias, desprezava quem me amava e nunca media esforços para me manter sempre ao seu lado como se isso fosse a única coisa necessária para que eu pudesse continuar cuidando daquilo que julgava ser a minha pedra preciosa. Porém hoje me pergunto e me perco nos meus muitos porquês; e as respostas que me veem me machucam e ainda me fazem sofrer tanto. Mas porque também não suportar tudo isso se um dia na ânsia de te amar fui o único autor de nossa história?
Escrever cartas caiu em desuso?Talvez sim, mas o romantismo do ato em detalhar sentimentos ainda se faz presente na forma de endereçar-se a alguém através daquilo que o coração quer dizer. Ternura, coração e fotografias; foi escrita a alguém que conheci via internet apenas através de fotografias e mensagens de carinho. Um carinho tão intenso e verdadeiro presente nas palavras que me encheu o coração de ternura e me fez amar a alguém tão desconhecido.
Meu amor!Quisera hoje poder dizer ao mundo o quanto te amo e explicar cada detalhe de nossa história; a nossa história tão singela que começou quando descobri em teu olhar aquele brilho de ternura. Engraçado... Tudo começou com a palavra ternura, palavra essa que juntos fomos decifrando e, aos poucos emendando umas nas outras até que entre nós dois explodiu um desejo. Você me enviou fotografias suas e eu, apenas belas palavras; talhadas, lapidadas e trabalhadas pelo coração. Ainda não trocamos telefones e nem ao menos nos falamos, mas já estamos tão envolvidos que, parece que nos conhecemos a uma eternidade e que esse encontro, é apenas um reencontro onde você me devolveu teu retrato e eu te dei de volta o meu coração. Por tudo isso; continuo aqui namorando o teu retrato e te amando e você aí, tão distante de mim com o meu coração em tuas mãos cuidando dele com tanto carinho...
Calar-se diante de um amor impossível nem sempre é um ato de covardia mas um segredo que o coração espera o momento certo para revelar.Calar-se também não significa dizer que se abriu mão de um grande amor mas sim que ele está sendo cultivado no fundo do peito.
Calado
Se te amo e fico calado é porque espero o momento se te quero e não sei dizer é porque as palavras me fogem do pensamento e se as vezes te pareço distante te amo muito mais nesse instante e se calado me perco em profunda imaginação calado também me encontro te amando com o coração.
Aqueles que são a favor do aborto são porque não foram abortados antes de nascer.
“Alberto Brizola”.
Foi com essa frase que no último domingo08/07/2012 abri minha palestra para falar de amor a algumas pessoas presentes numa pequena congregação da Assembleia de Deus. Não vou me referir a isso como uma pregação, pois não me defino como um grande pregador da palavra de Deus, mas sim, aquele que gosta de compartilhar experiências tendo como base a bíblia e os ensinamentos do mestre Jesus. Desta vez o tema escolhido foi: Maria unge com unguento os pés de Jesus. Passagem que está assentada no livro de João 12/3,4,5.
O perfume mais caro.
Ora, essa mulher toma um dos perfumes mais caros da época nardo puro e unge os pés de Jesus surpreendendo a todos presentes naquela casa; e Judas então reclama:— Porque não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros,e não se deu aos pobres? E o mestre respondendo o advertiu: — Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
Quando abortamos sonhos.
Quando falamos de aborto imaginamos logo uma criança que tem roubado o seu direito de vir ao mundo, mas nunca refletimos sobre os sonhos que abortamos mesmo antes deles nascerem perto de nós.Abortamos por que as vezes sentimos medo de lhe dar asas ou porque desconhecemos a dimensão que esse sonho pode tomar em nossa vida ou no ciclo do universo em que vivemos.E as vezes também abortamos sem saber se o que está diante de nós é rico ou pobre.Maria estava diante de alguém muito rico em amor e perfeição, alguém que mais tarde daria a sua própria vida pela dela e de tantos outros. Acho que uma coisa é ver e a outra enxergar e é por esse motivo que muitas das vezes, abortamos grandes sonhos que surgem diante de nós como sementes tão franzinas, mas que possui no seu interior a essência de vida. Uma vida que por muitas das vezes não permitimos germinar, brotar e crescer no meio de nós e que matamos antes mesmo dela despontar, usando armas que muitas das vezes desconhecemos. A principal delas, a ignorância de certas doutrinas fortalecidas por alguns dos que se dizem pregadores e na sua ânsia de querer ser grandes e notáveis, esmagam seres humanos antes mesmo de eles nascerem para Deus.
As mais preciosas sementes.
Um
ser humano que chega a uma igreja seja ele homossexual dependente
químico morador de rua, lésbica, feio, marginalizado, ex-presidiário e
etc. Deve ser encarado como uma preciosa semente que regada com o nosso
amor, pode se transformar em um grande sonho. Ou melhor, será que aquele
que chega já não é um sonho de Deus que até pode ter aparência de
pobre, mas que na verdade é rico por possuir dentro de si a essência de
vida que o mundo precisa?
Judas apenas viu,mas Maria enxergou.
Naquela ocasião Judas apenas viu, mas Maria enxergou e por ter o dom de enxergar, deu o melhor de si para o seu próximo. E você?O que tem de melhor para oferecer a quem está ao seu lado?Maria perfumou os pés do mestre com o melhor perfume; deixando para nós o exemplo de que também podemos impregnar alguém com a melhor e mais cara essência que possuímos “O amor!”.