Arte, Cultura e Comunicação

quarta-feira, novembro 14, 2012

Um adeus a você.

Muitas das vezes é preciso rasgar o peito e mesmo sem querer,apagar as marcas de um grande amor pois,amor que se dá e nada recebe nunca deixará de existir enquanto estiver sendo cultivado mas nunca alimentado pelo desejo que sente.E um amor enclausurado dentro do peito,só deixa o coração sem possibilidades de amar novamente.




 Um adeus a você

Adeus ao beijo que eu quis, e ao meu sonho de ser feliz.
Adeus ao anseio de minha boca, e a essa paixão quase louca.
Adeus ao nosso primeiro momento; que transformou-se em lamento.
Adeus ao desejo que eu tive, e a sede que não contive.
Adeus ao meu querer de um abraço; que ensaiou o embaraço.
Adeus a esse tom de saudade, que sufocou minha felicidade.
Adeus aos anseios de meu peito, a esse caso meio sem jeito.
Adeus a essa anônima pessoa, que nas asas de meu sonho voa.
Adeus a minha Campainha interior que toca e com barulho só me sufoca.
Adeus à pessoa que amei, ao sonho que desejei e nunca experimentei.
Adeus a esse sonho de rosto tão bonito, que se perdeu no infinito.
Adeus a esses dia passados, e aos momentos idealizados.
Adeus aos instantes vividos, nunca publicados, de um amor proibido.

Tony Caroll.

terça-feira, novembro 13, 2012

Interpretar ou apenas representar alguma coisa?

A diferença entre interpretação e representação está em dar ou não dar forma aquilo que então a pessoa se propõe a mostrar em determinadas cenas dentro de uma mesma história. Assim compreendemos que:

Arte e vida.
A arte de representar pertence a qualquer pessoa e,A arte de interpretar pertence ao bom ator que então se esforça para oferecer uma arte viva e esplendorosa ao seu espectador.Posso representar alguém numa ocasião apenas como substituto de uma pessoa que por qualquer motivo não possa se fazer presente em determinado acontecimento ou lugar, mas, para representar alguém diante de todo espectador que vai ao teatro em busca de alguma coisa, preciso fazê-lo com total fidelidade e, a fidelidade em interpretar um personagem está em buscar todas as nuances desta pessoa que represento para o espectador; dando a este personagem novas formas teatrais. Assim, o trabalho do ator nunca será apenas cumprir um protocolo, mas sim, reproduzir com arte e maestria a sua fonte de inspiração.Se a sua fonte de inspiração for um anjo,esse anjo deverá ser então a matéria prima do ator e a sua beleza tanto física como interior será fruto do esforço do bom ator que com dedicação saberá lapidar aquilo que então se propõe representar “Uma figura celestial”.Aqui,usamos uma foto de um grupo que no último dia 28/10/2012,apareceu caracterizado numa determinada seção eleitoral para votar.A idéia desse grupo em protestar contra a cobrança abusiva de impostos ou algo parecido por parte de alguns governantes repercutiu talvez de uma forma inseperada,mas talvez mesmo que essa não tenha sido a intenção,este grupo caracterizado de vampiros representou muito bem os anseios daqueles que vivem sendo explorados pelo sitema e nunca tem voz para reclamar.Assim se representa uma classe quando não se tem um personagem concreto,porém a interpretação deve ser específica do ator que sente e chora as lágrimas de um personagem.
Tony Caroll.

domingo, novembro 11, 2012

A fiel interpretação quando o ator se propõe a representar alguma coisa.

Para todo ator iniciante que então se entrega a arte da interpretação é necessário entender o quanto é importante que quando está interpretando está também representando algo, alguém, uma classe social e até mesmo uma sociedade.Ninguém há de interpretar algo que tenha vida sem impregnar esse algo de sentimentos.Ninguém há de interpretar alguém sem ao menos esboçar alguns traços desse alguém. Ninguém há de interpretar uma referida classe social sem ao menos apresentar um pouco o que há de mais relevante dentro dessa mesma classe e,Ninguém há de interpretar uma sociedade sem exaltar aquilo que é mais importante em sua formação e trajetória.
A fiel interpretação do ator.
Devemos ter a compreensão de que:Uma árvore que se apresenta dizendo:─ Ah, eu sou uma pobre árvore!Tem seus sentimentos e suas razões para dizer que é uma pobre árvore.Alguém que se apresenta de alguma forma, está apresentando alguma coisa como:─Eu sou um homem que chora por causa do fracasso.Esse homem apesar dos fracassos não deixa de ser um homem e, isso requer os traços de um homem ainda que em cena ele esteja vestido de um objeto qualquer como uma cadeira. Se ele em cena é uma cadeira, mas revela que é um homem cheio de fracassos, é preciso então que tenha a forma de cadeira, mas os traços de um homem.Uma classe social se unifica por apresentar questões que sobressaem e permanece em evidência todo o tempo. Por exemplo: A classe dos defensores dos animais sempre será reconhecida pelo amor, o cuidado e a luta pela preservação das espécies e,uma sociedade se apresenta de forma contundente revelando por meio de seus hábitos coisas que se fazem notórias.Assim, a ideia de toda interpretação deve estar acompanhada da fiel representação que se faz daquilo que se propõe a fazer.
Tony Caroll.

sexta-feira, novembro 09, 2012

O elo entre o ator e seu personagem.

Interpretar um personagem é o mesmo que revelar o estado de alma de um ator e revelar o estado de alma de um personagem é um desafio que requer o trabalho de qualquer ator. Assim sendo, todo aquele que se dispõe a fazer teatro, deve entender que teatro é um trabalho constante que não deve admitir certas tréguas, pois, se o corpo e a mente se entregam ao cansaço dos exercícios, o ator volta ao seu estado comum e se entrega apenas ao sonho do fazer, tornando-se algum espectador.
O elo entre ator e personagem.
Diante disso enfatizamos aqui que, que o ator ou quaisquer grupos devem estar naquela busca constante do aprendizado entregando o seu corpo físico as diversas transformações. Assim sempre será necessária a prática, pois é a prática que o levará a assumir as responsabilidades com os seus respectivos personagens.
                                           

                                                      A alma de cada personagem


Todo personagem tem uma alma, mesmo aquele que foi criado para não tê-la e se a alma do ator deseja manifestar-se de alguma forma expondo toda a sua beleza de sentimentos, o ator deve entender também que a alma de cada personagem precisa ser revelada de alguma forma. Isso pode parecer complicado a principio, mas se o ator procurar compreender que os anseios de cada personagem são como os seus anseios, então irá assegurar para si mesmo que existe um elo entre ator e personagem e, é esse elo que os faz cúmplices em toda trama. Quando um ator entende que o seu corpo precisa quebrar rituais e mecanismos, sentir emoções, ter harmonia com o elenco e etc. Ele também entende que o seu personagem necessita de tais coisas e,quando ele não se mostrar mais tão egoísta em relação a isso,nutrirá também dentro de si certo amor pelo seu personagem e então passará a integrar-se com ele, dando-lhe tudo aquilo que ele anseia ter.É como se o seu personagem fosse um espelho dentro dele mesmo, onde ele deve alimentar esse espelho com toda fé. A fé cênica se constitui em acreditar fielmente naquilo que ele, o ator está interpretando e se essa fé cênica for compreendida em relação a cada personagem, então o ator passará a interagir melhor com ele e isso o incentivará a compreender a alma de seu personagem. Sendo assim, o ator será sempre um corpo que se empresta ao seu personagem, uma alma que o compreende e luta para lapidá-lo a todo instante enquanto o personagem sempre será uma alma que busca um corpo para revelar a sua grandeza!
Tony Caroll.

quarta-feira, novembro 07, 2012

Como e porque publicar-se?Novos exercícios.

Uma forma de obter um bom desempenho do ator e ao mesmo tempo fazê-lo tomar gosto pelo teatro além de sentir um prazer imenso é encadear vários exercícios em um só. Pela nossa experiência pude me sentir gratificado muitas vezes quando vários dos meus alunos compararam as minhas aulas a uma academia de ginástica, devido aos exercícios em movimento constante que não os deixavam parar por muito tempo durante o processo de aprendizagem.
Aqui está uma excelente dica: Podemos trabalhar vários tópicos com alguns exercícios dentro do mesmo ciclo sem a necessidade de parar para algum descanso.Isso gera no grupo de atores uma energia positiva,deixando-os impulsionados a produzir muito mais.Assim podemos trabalhar dentro de um mesmo exercício:

⇒As partes adormecidas de cada um,

⇒A quebra de rituais,

⇒Um pouco de fé cênica e alguma introdução 

⇒A quebra de repressão.

Tudo isso desta maneira:

1-Ao som de uma música suave e um pouco enfadonha, os atores devem caminhar livremente pelo espaço, sob a narração precisa do encenador.

2-O encenador observando a concentração dos atores e percebendo a falta de concentração de alguns, vai informando a todos o peso real do corpo de cada um. Ele começa fazendo com que acreditem que cada parte do corpo pesa bastante e vai atribuindo mais peso até chegar toneladas. 

Quando os olhos já pesam o suficiente para que os atores não consigam mais segurá-los, ele passa a narrar o peso de uma outra parte do corpo e assim sucessivamente.O resultado será todos sem forças nenhuma caídos ao chão sem a possibilidade de moverem-se

.3-O encenador então faz o caminho de volta, informando aos atores a libertação do peso de cada parte do corpo dos atores, que acreditando em tudo o que lhe é informado, aos poucos vão ganhando leveza e a sensação de liberdade.

4-Quando todos já estão livres de todo peso real do corpo e caminhando naturalmente sobre o espaço;o encenador então começa a contar histórias vibrantes em que todos são personagens dela e, bruscamente muda a música enfadonha por uma outra bem movimentada dando a todos a sugestão para se entregarem a uma algazarra.

O resultado sempre será sempre uma grande algazarra onde todos cheios de alegria dançam, sorriem se abraçam e se confraternizam de forma muito esplendorosa.Ao final da aula é sempre bom discutir tudo como as sensações do ator, o prazer sentido e, etc. Além do encenador informar a todos o que foi trabalhado.

terça-feira, novembro 06, 2012

Algazarra para Elizabeth.

 
 
Um dia quem sabe ainda conto um pouco da história de Elizabeth,uma de minhas irmãs em que muito me inspirei para compor alguns versos e com eles formar algumas poesias.Mas aqui quero relatar apenas um pouco da história que esse poema traduz.
 
Éramos oito filhos quando minha mãe ainda jovem nos deixou.Com isso fomos separados indo cada um para um lugar diferente e Elizabeth foi parar nas mãos de uma senhora  muito velha que vivia em Barra do Piraí no interior do RJ.Um dia então eu e uma outra irmã reunimos os outros dois menores,e fomos visitá-la.Encontramos Elizabeth vivendo numa casinha de estuque,sem uma boa alimentação porém muito querida de todos.
 
Não tínhamos muito o que fazer a não ser passear um pouco pela cidade.O dia passou depressa e a noitinha quando já estávamos na estação esperando o trem para nos levar embora,vi Elizabeth surgir.Ela vinha correndo me trazer um pente de cerdas largas que eu havia esquecido.Embarcamos e enquanto o trem se afastava senti um aperto no peito e um gosto de lágrimas na alma pois,sabia que no gesto de trazer o pente estava simplesmente a vontade de voltar conosco.
 
Ah!São tantas histórias...Mas essa,por enquanto encerro aqui dizendo que Elizabeth venceu.Hoje vive na Suíça,tem dois filhos enquanto eu perdi o pente de cerdas largas que durante tanto tempo guardei de lembrança.Mas para quê pente se hoje já não tenho mais cabelos? E aquele trem?Ah!Ele não existe mais.


 Algazarra para Elizabeth

Ah! Aquele trem!
Que me levou sem desdém
Para aquele final de mundo
Só para ver Elizabeth.
No peito um algoz profundo
Que comigo pintava o sete
Mas tudo valia a pena
A certeza era plena
Eu ia ver Elizabeth.
 
E o velho e surrado trem
Corria com vaidade
E no incansável vai e vem
Diminuía a saudade
Vencia os trilhos e as campinas
Fazia ventar muito mais
Não lhe importava a neblina
O cheiro dos matagais
Corria com ousadia
De quem um sonho reflete
Queria dar-me a alegria
De encontrar Elizabeth.
 
E eu ia embalado
Vivendo mil emoções
Sonhava aflito acordado
Contando as vis estações
E como criança inocente
Que a mesma coisa repete
Balbuciava insistente
Eu vou ver Elizabeth! Eu vou ver Elizabeth!
 
E de repente o apito
Que me fez soltar um grito
Rompendo o azul celeste
Estávamos no infinito
E lá estava Elizabeth.

 
Os olhos arregalados
Pela lágrima atrevida
O coração solitário
Feito presidiário
Do destino e da vida
E aquela não parecia
Minha meiga Elizabeth
Que um dia fora vendida
Ao preço de uma omelete
Era um vulto de tristeza
Sem mais brilho e beleza
Não mais sabia sorrir
Mas eu estava ali
Corajoso e com garra
E no mais ditoso convite
A enfeitei de requinte
Para vivermos uma algazarra
E fizemos piquenique
Entre as murtas do caminho
Brincamos de corre pique
Cantamos em burburinho
Tiramos folhas das plantas
Atiramos como confete
Nos vestimos de palhaços
Eu e Elizabeth!Eu e Elizabeth!Eu e Elizabeth!
 
E não importava o cansaço
Queríamos ir adiante
Zombar das agruras da vida
Tomar muito refrigerante
Fazer bolas de chiclete
E até apostar corrida
Com as mulas e a charrete
Naquela estrada comprida
Que resumia a vida
Entre eu e Elizabeth!
 
E foi uma tarde feliz
Que deixou-me apaixonado
Ao lado da flor-de-lis
Tornei-me realizado
Mas tudo durou tão pouco
Pois a noite trouxe o sufoco
E consigo aquele trem
Que recebi com desdém
Quando se aproximou
Obrigando-me a entrar
Pois logo me angustiou
Com o estridente apitar
E com a rotina que sempre repete
Deu partida e lá deixou
Minha irmã Elizabeth!


Tony Caroll.

domingo, novembro 04, 2012

Qual o ritual em que você está mais habituado a praticar?

Quando obedecemos ao impulso de começar a fazer teatro temos logo o desejo de interpretar alguns personagens, mas esquecemos que cada um desses personagem devem ter a sua forma particular de ser pois,esse personagem o qual você está vestindo com o seu talento, talvez não fale,não ande,não boceje,não chore e não faça nada como você está habituado a fazer.E quando falamos da quebra de mecanismos e certos rituais é simplesmente porque  queremos ver o ator dar vida ao personagem e não apresentar-se a si mesmo sempre.
Ciclo de rituais.
Há um contraste por parte de alguns encenadores que buscam no ator iniciante aquilo em que ele é mais fraco em mostrar como, por exemplo:Se um ator quase não mostra a sua forma de sorrir, se isso não é o seu ponto forte e se o que o torna evidente não é o sorriso, o encenador então procura explorar isso ao máximo desprezando aquilo que é mais eficaz no ator e o torna o centro das atenções. Isso então o mecaniza muito mais do que já está habituado e esse ator passa então a ser rotulado como aquele ator que faz aquilo muito bem e ele passa então a representar o mesmo papel por toda uma vida.Você já percebeu que certos atores sempre são lembrados para viver um papel específico?Fala-se de um personagem e logo alguém sugere aquele ator que parece ter a cara daquele personagem.Lembramos aqui que o bom ator é aquele que em cena vive grandes papéis quando sabe diferenciar o personagem de si mesmo.Clayton Paz meu ex-aluno, um bom ator por sinal, certa vez reclamou do seu cansaço em ser escolhido apenas para viver papéis infantis e, a falta de oportunidades para interpretar outros papéis muitas das vezes o deixava meio sem animo. Isso se deve a esse contraste; não explorar o lado mais forte do ator com exercícios de quebras de mecanismos e rituais, pois quando resolvemos trabalhar no ator aquilo que nele é mais evidente, damos a ele a oportunidade de descobrir mil facetas dentro daquilo que ele está mais acostumado a fazer. Se o encenador despreza esse lado mais eficaz, certamente ficará muito tempo tentando fazer com que ele mostre algo que o intimida e muitos diante disso desistem. Não quero dizer com isso que não se deva trabalhar o lado mais tímido do ator, mas alcançar esse lado tímido com os resultados que ele obtiver trabalhando aquilo que é mais evidente nele.Concluindo: Se o ator é reconhecido pela forma grandiosa de gesticular, começa-se um trabalho de quebras de rituais por ai, até atingir o ponto que o torna tão apagado que nesse caso pode ser a maneira muito simples de sorrir.
Tony Caroll.

quarta-feira, outubro 31, 2012

Alguns exemplos de rituais e mecanismos

Assim  Concluímos que:Todo serTodo humano é singular na sua forma particular de ser, agir, pensar e etc.Mas quando ele resolve sair de seu papel de simples espectador para assumir a face protagonista, deve observar-se a si mesmo e descobrir a enorme capacidade que possui para dar vida e encanto a outros papeis,pois os rituais se formam a partir desse conjunto de mecanismos.
Aguns exemplos de rituais e mecanismos
Ritual é um sistema de ações e reações predeterminados, as relações entre seres humanos, pré-estabelecidas pelas leis, tradições e hábitos.Hábitos de falar baixo ao entrar numa igreja, reverenciar um morto em algum velório,apertar as mãos em um cumprimento,gritar durante uma partida de futebol e,etc.Quando juntamos grandes e pequenos hábitos formamos rituais; os nossos rituais, os quais estamos acostumados a realizar todos os dias e nunca nos damos conta disso.Essas relações fazem com que os fenômenos sejam caminhos mais ou menos previsíveis no nosso cotidiano. Um exemplo disso é que quando elaboramos ou praticamos uma ação, já estamos esperando uma reação.
Alguns exemplos:
Quando ligamos a TV, olhamos logo para ela com a ansiedade de ver uma imagem, ligamos o rádio e aguçamos os ouvidos na expectativa de ouvir um som ou alguma informação,diante do semaforo  de imediato obedecemos ao instinto de atravessar ou não a rua,  antes de inventarmos uma mentira, ficamos na dúvida do convencimento.A verdade é que esses rituais são necessários mesmo quando a resposta seja contrária, porém  quando nos dispomos a prática do teatro, entendemos o quanto é necessário também que esses rituais sejam destruídos e substituídos por outros quando a nossa intenção será sempre compreender a enorme capacidade que tem o ator para interpretar os mais diveros papéis porque essa relação entre os homens/personagens deve evoluir sempre.
Tony Caroll.

domingo, outubro 28, 2012

Quebrando certos mecanismos.

Ao ator iniciante que se dispõe a assumir certos papéis, é lhe dada a possibilidade de conhecer diversos mundos, provando e descobrindo muitos sentimentos. E isso lhe dá a possibilidade de multiplicar um sentimento em muitos, pois a forma de mostrar o que sente um personagem lhe faz descobrir diversas faces numa só face.

Um novo ator
É como se ele pudesse abrir diversas caixinhas ,tirando uma de dentro da outra e isso, infinitamente. Essa possibilidade está na escolha que fazemos. Na verdade, somos bons e maus, belos e feios, amargos e doces, brutos e carinhosos, covardes e corajosos e quando aceitamos os desafios de mostrar essas muitas nuances que podemos possuir sem nenhum tipo de medo, nos constituímos em um ator completo, aquele que não tem medo de arriscar, pois podemos assumir as mais variadas formas de sentar, sorrir, andar, falar e, etc.Um bom exercício para estimular as partes adormecidas de cada um é:
1-Organizar um cenário simples durante uma aula e pedir que um aluno o desorganize e organize então do seu jeito.
2-Em seguida pergunta-se ao grupo o que foi mudado e o encenador observa a atenção de cada um no desenrolar daquela cena.
3-Um segundo aluno desorganiza aquele cenário e o organiza novamente ao seu gosto e assim sucessivamente.
Outro bom exercício é trabalhar com a forma surrealista de ser e poder, propondo a todo grupo algo que seria apenas uma ideia; mas uma coisa boa para aguçar as partes adormecidas de cada um.
1-O encenador propõe uma pergunta a um aluno: Como você organizaria o mundo se fosse Deus? E ele então vai ao cenário e organiza-o novamente, agora não como um simples aluno, mas agindo como se fosse alguém que realmente tivesse o poder de ser e transformar o mundo.
2-Com o seu mundo transformado por ele mesmo, esse aluno então informa aos demais o que vem a ser cada objeto do cenário segundo a sua imaginação.
3-Os demais alunos podem perguntar os detalhes de cada objeto imaginado.
4-Ao fim do exercício este aluno então investiga a sua capacidade de criação, ao fazer e desfazer muitas coisas e se, a maioria dos outros alunos não concordarem com a descrição dos citados objetos dá a ele a oportunidade de continuar suas transformações.
É importante que esse não seja um trabalho individual e sim coletivo onde todos tenham a oportunidade de ser deus, mas para o encenador que conhece a dificuldade de determinado aluno deve dar a esse aluno mais chance de exercitar a quebra de mecanismos.
Outra variante desse exercício é dar a oportunidade ao aluno de mostrar como ele nunca gostaria de ser, dando a ele a liberdade de falar, sorrir, caminhar, dormir, cantar e, etc.
Sempre gostei em minhas aulas de teatro, reservar um tempo no final para discutir com os alunos sobre tudo o que então fizemos, pois isso é de suma importância para que eles não saiam vivenciando certas coisas como: Ser Deus e querer sair consertando tudo pela frente. Então ao final de tudo sempre apliquei perguntas básicas como essas:
1-O que você sentiu após os exercícios?
2-Qual a opinião dos colegas após a ação de cada um?
3-Qual o prazer sentido de cada um nos exercícios?
4-Que descobertas se fez cada um?
E o mais importante sempre serão as descobertas e o aprendizado.
Tony Caroll.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Mecanismos, o que são?Qual seria o papel do teatro diante disso?

Mecanismos são as formas pelas quais estamos habituados a praticar certos atos no nosso cotidiano como: Correr, andar, vibrar, sorrir e, etc.Quando chegamos ao teatro para praticá-lo, temos todas as fórmulas e devemos descobrir e compreender o quanto estamos e somos mecanizados, isto é:

Ator de teatro
Acostumados a um monte de coisas e,quando nos deparamos com outras coisas novas,nos surpreendemos de tal maneira que o nosso subconsciente chega a rejeitar inovações. Essa é a razão pela quais muitos desistem logo no início, pois, na verdade nunca estamos dispostos a trabalhar para demolir certas barreiras, pois, os mecanismos em que estamos acostumados não nos permitem ir adiante e isso é o que nos intimida sempre.No entanto, o teatro é movimento e criação. E quando o aceitamos, temos que estar dispostos aos muitos desafios que ele nos oferece e, um desses muitos desafios é quebrar barreiras como a timidez, o preconceito e muitas outras coisas que desconhecemos a razão.Um exemplo de mecanismo e o quanto estamos afeiçoados a ele é que relutamos tanto diante de tantas coisas, nos fazendo muitas das vezes tão inflexíveis ao ponto de não querer mudar para melhorar o aspecto de certas coisas como: Um relacionamento conjugal em que mesmo sem querer acabamos por mecanizá-lo de tal forma que até o carinho acaba perdendo a graça e o encanto de antes.
Tony Caroll.

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