Arte, Cultura e Comunicação

terça-feira, janeiro 22, 2013

Fenecer


Muitas das vezes ignoramos nossas fragilidades e com isso esquecemos o quanto precisamos uns dos outros.Esquecemos também o quanto somos falíveis e em determinados momentos vamos precisar de uma força superior.Através deste poema quero lhes apresentar um amigo.Alguém que no seu mais profundo instante de solidão,certamente estará com você.



 Fenecer


 Jesus!
Quando eu não puder mais sorrir
Quero a tua presença sentir
Quando me perder em meus embaraços
Vou querer estar em teus braços.
Pois se perdido eu estiver
Com o meu sorriso enrijecido
Vou querer recostar em teu peito
E ter o meu coração aquecido.
E deixarei que me abrace
E deixarei que me alcance
E deixarei que me aqueça
Com esse olhar incessante.
Pois tu Jesus és o único que me ama
Quando ninguém  mais me reconhece
Tu me aceitas e de nada reclama
Quando então minha vida fenece.


Tony Caroll.

Um teatro cheio de ideias.

Covertendo ideias e transformando uma coisa na outra

Converter ideias não significa aceitar as coisas como elas são ou se nos apresentam e sim, ignorar certas coisas que estão sobre essas ideias e que só ofuscam o brilho daquilo que ainda não conseguimos enxergar. É como se uma grande nuvem cobrisse e escondesse de todos nós um lindo arco Iris. Mas se houver interesse em tocar nesta nuvem com a ponta dos dedos e aos poucos dissipá-la, logo o arco Iris estará diante de nós com todas as suas cores e plenitude.



 Imagem da peça " Frozem a rainha do gelo".

O que é,o que é?

Um bom exercício que praticamos com iniciantes e que gera bons resultados.Um grupo de atores deve assentar-se em círculo, e então um ator designado pelo encenador vai até ao centro, imagina um objeto e manipula esse objeto imaginário, primeiro acreditando que está mesmo de posse desse objeto. Depois faz uma boa demonstração de todas as suas utilidades. Em seguida, entrega esse objeto imaginado para outro ator que então o transforma em um segundo objeto e assim sucessivamente...

Conclusão.

Ao final do exercício, é sempre importante discutir sobre os muitos objetos apresentados e a demonstração de cada ator. Isso desperta a imaginação e amadurece o ator na capacidade de encarar certas coisas de formas diferentes, ensinando-o a transformarem as coisas inúteis em coisas úteis.

Tony Caroll.

domingo, janeiro 13, 2013

E entre os sonhos do menino estavam os vaga-lumes


 E entre os sonhos do  menino estavam simplesmente os vaga-lumes a povoar a mente e encher o coração de fantasias.Coisa que hoje em dia as crianças não tem mais pois lhe furtam a inocência com tantas invenções como eletrônicos,jogos violentos e tudo o que geram raízes e criam homens prematuros que nunca tiveram o doce sabor de compreender o que é a infância.O sexo está na janela quando o controle remoto nos faz assistir crianças sendo obrigadas a se comportarem como adultos dentro de um cenário capitalista onde parece que muitos pais querem vender os filhos para um sistema que  possa lhe render fundos ou em nome de uma frustração se realizarem através dos inocentes que já não tem mais o direito de viver sua infância entre fábulas.Oferecem aos pequeninos tantas opções para se sentirem adultos,presenteiam-lhes com tantas coisas vãs como se quisessem comprá-los e depois choram copiosamente quando os veem se tornarem adultos com saudades da infância.


  Na estrada do amanhece


Tubi não acreditava que no mundo tivesse um lugar melhor do que o Amanhece. Lá ele nasceu, e se dava por feliz. O Amanhece era bom sem comparação apesar de certos aborrecimentos que bem podia não ter. Um: ninguém acreditava muito nas coisas fora do comum que Tubi estava sempre descobrindo, ou vendo; diziam que não podia ser, era absurdo, ele tinha sonhado, onde já se viu; tanto que ele não estava mais contando nada, a não ser à mãe, assim mesmo só conforme a disposição dela. O que fez tomar essa precaução foi o caso dos vaga-lumes. Ele tinha andado correndo atrás de vaga-lumes no vassoural em frente a casa,lanhou as pernas muito mas conseguiu pegar um prender numa caixa de fósforos.Na cama de noite ele olhava a caixa e via quando o vaga-lume estava de luz ligada.Quando viu que ia dormir ele pôs a caixa no chão para não rolar por cima dela e esbandalhar o vaga-lume,mas perto da mão para poder apanhar mais,agora era fácil,bastava fechar a mão a esmo para pegar uma porção de cada vez,num instantinho ele encheu uma gamela meiãnzinha.Ele ia levar a gamela para dentro de casa com a ideia de arranjar bastante linha e pendurar todos eles nos caibros da varanda,depois acordar a mãe para ela ver a casa iluminada com aquelas lanterninhas,invenção dele;mas caiu na asneira de deixar a gamela do lado de fora enquanto procurava a linha,e quando voltou um bezerro tinha comido todos os vaga-lumes e ainda lambia os beiços,com certeza esperando mais.Tubi procurou uma vara,um ferrão,qualquer coisa para castigar o bezerro,rodou,não achou,e quando olhou de novo quase não acreditou.Com a barriga inchada de vaga-lumes,o bezerro parecia um balão cheio de luzinhas que acendiam e apagavam desencontrado,até se via o sombreado dos ossos das costelas no couro esticado.Tubi tocou a barriga do bezerro para ver se estava quente ou fria,o bezerro não gostou e saiu de perto,levando aquele azulado pelo chão,como se fosse uma sombra clara,saltou o rego,prateando a água na passagem,e sumiu numa moita de cana;mas mesmo escondido o clarão bojudo estava lá nas moitas,denunciando.De manhã Tubi correu ao curral na frente de todo mundo para ver se tinha acontecido alguma coisa ao bezerro,se ele tinha morrido,ou vomitado,ou adoecido.Que nada,o ladrisco já estava encostado na porteira,lambendo a mãe pelo vão de duas tábuas e berrando,doido para chegar a hora de mamar,parecia que não tinha feito travessura nenhuma durante a noite.Mas Tubi ficou preocupado,vigiou muito o bezerro,olhou se ele mamava direito,e quando viu ele se deitar perto da mãe no esterco do curral com os olhos meio fechados,cansados das cabeçadas que dava no úbere para puxar o resto do leite deixado pelo vaqueiro,Tubi achou que podia ser já o sinal do adoecimento,e correu para dizer ao pai na mesa do café que convinha dar um purgante ou qualquer remédio àquele bezerro branquinho filho da Mandinga.—Purgante pro bezerro? Por que agora?—Ele… vai ficar doente. Acho que já ficou. — O pai olhou para ele desconfiado, investigando. —O que foi que o senhor já andou fazendo com o bezerro?—Nada  não, pai. Foi ele mesmo. Comeu uma gamela cheinha de vaga-lume. Os pais se entreolharam e compreenderam que o bezerro não estava em perigo. —Vai fazer mal. Ele já está deitado, de olhos fechados disse Tubi. —Onde foi que ele achou tanto vaga-lume?-Perguntou a mãe. —Tubi baixou os olhos, confessou: — Eu peguei ontem de noite. —Você pegou e deu para ele? – Perguntou a mãe. Tubi explicou o acontecido, deixando claro que não tivera culpa; falou do brilho na barriga do bezerro, do clarão na moita de cana dos ossos das costelas aparecendo com o pisca-pisca dos vaga-lumes – de repente parou: não adiantava continuar, ninguém estava acreditando. Nunca mais ele contaria nada a ninguém. Mas de noite, na hora de lavar os pés para dormir, a mãe puxou o assunto e ele reconsiderou. Estavam sozinhos na cozinha, ela mornando o leite para ele tomar com beiju. —Como foi mesmo a história dos vaga-lumes?—ela perguntou.

José J.Veiga.
Por Tony Caroll.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Ao Espírito Santo!

Estar cheio do Espírito Santo é exalar o amor que vem de dentro do coração e impregnar o mundo dos mais nobres e sublimes gestos que são como preciosas sementes que cultivam a esperança,a fé,o otimismo e tantas outras coisas bonitas necessárias à aqueles que perderam a vontade de viver.Por isso,seja você  hoje alguém cheio do Espírito Santo para semear vida onde a morte se propaga.

 Ao Espírito Santo

Oh!Seiva da vida
Vem me tomar por inteiro
Vem, oh Espírito Santo
Encher-me do amor primeiro.
Porque quero expirar
A tua doce inspiração
Como a flor a exalar
Perfume em exatidão.
Oh!Vem Espírito Santo
Mansa e suave seiva
Tornar belo o meu canto
Como bela é a flor
Que o beija-flor
Sempre almeja.


Tony Caroll.

terça-feira, janeiro 01, 2013

Trabalho e compromissos numa oficina de atores.

O teatro dentro dos templos deve apresentar pessoas ou personagens?

Quando perguntamos se o teatro evangélico deve apresentar pessoas ou personagens é porque em nossa experiência dentro das igrejas observamos que; os grupos que se formam de vez em quando diante da necessidade de apresentar alguma coisa numa data especial e, isso é algo muito desagradável tanto para aqueles que atuam como para os espectadores que sempre assistem as mesmas pessoas em cena sem ter a oportunidade de aplaudir grandes personagens.

                                                  
  Imagem da peça "A marca Marca D’Água"


Um compromisso com o teatro pode fazer a diferença.

As boas ideias,os melhores personagens e os grandes espetáculos surgem de um entrosamento maior entre as pessoa dispostas em praticar teatro dentro dos templos e contribuir com suas muitas inspirações;mas para isso é preciso um contato mais contínuo sem muitas interrupções.É claro que a correria do dia a dia nem sempre nos permite estar sempre juntos para apresentar e difundir essas ideias.Porém entre a correria e a necessidades de se orquestrar grandes produções a arte de interpretar requer também um compromisso por parte dos que querem apresentar algo bem relevante.

Atores de última hora

Entretanto muitas das vezes somos tomados pela frustração daquele sentimento de que poderíamos ter feito algo muito melhor.Isso porque se esses “atores” de ultima hora nunca se reúnem para praticar exercícios e sempre se apresentam da mesma forma como se os personagens que interpretam fossem eles mesmos em cena com suas próprias nuances e  características. Isso se deve ao comportamento ritualizado de cada um, e por essa razão enfatizamos aqui que o comportamento ritualizado é sempre um comportamento morto.

 A possibilidade de um novo aprendizado.

O homem não cria esses rituais, apenas desempenha um papel sem nenhuma criatividade e, muitas das vezes sem graça nenhuma. Ele está tão condicionado a isso, “ser sempre ele mesmo” que o papel que representa será também sempre o mesmo,  e quando o ator é idêntico a si mesmo e não se preocupa em quebrar e construir os seus muitos rituais, permanece igual e desanimado para buscar mais informações que possam resultar em um aprendizado muito maior dentro desse universo que lhe dá possibilidades de crescimento.

Arte,conhecimento e desenvolvimento.

A arte é o conhecimento que se deve transmitir através dos sentimentos e da própria inspiração. Daí a necessidade do compromisso e de um  exercício constante que possa incluir jogos teatrais, teorias, técnicas,apresentação de novas ideias, práticas que possam ajudá-lo a destruir e substituir esses rituais e etc. certamente isso mostrará a cada um as suas muitas possibilidades de elaborar grandes trabalhos, criar personagens marcantes sem repetir-se a cada nova proposta além de substituir toda e qualquer frustração pelo entusiasmo de está sempre presente no seio de uma família que respira teatro.

Tony Caroll.

domingo, dezembro 30, 2012

Teatro vivo em ação !

O teatro evangélico deve apresentar pessoas ou personagens?


Já faz um bom tempo que a maioria dos evangélicos abandonaram a ideia de que ir ao teatro ou praticá-lo dentro dos templos é uma forma de pecado e isso pode ser considerado como um grande avanço pois lançar mão dessa ferramenta para o evangelismo já se tornou algo de grande importância tanto para os espectadores como para aqueles que transbordam inspiração com vontade de dizer alguma coisa através da arte de interpretar.Por essa razão temos tido motivos de sobra para aplaudir grandes grupos que ao longo do tempo conseguiram se firmar dentro desse universo mas infelizmente também para lamentar por aqueles que tentaram mas não conseguiram e assim se deixaram levar pela frustração e continuaram apenas como espectadores.Porém,se é das dificuldades que se constroem grandes oportunidades porque os que permanecem apenas como espectadores não param para reparar certos erros e dar um salto para outras melhores conquistas?



Peça "Ô, Lili" da Cia Marginal, Teatro dos Atores, Lapa, RJ.

O medo de se exercitar e uma doutrina que subsiste

Talvez o motivo maior para fomentar o fracasso seja realmente a doutrina que subsiste no meio daqueles que transbordam de inspiração mas se deixam levar pelo medo que na verdade gera a falta de compromisso e a fuga para não buscar um melhor aprendizado.Se existem aqueles que querem dizer algo através do teatro mas não se formam em grupos para apresentar e difundir ideias abandonando práticas e teorias a tendência
 será simplesmente apresentar uma máscara dentro de uma espécie de doutrina onde nada é importante para se contar uma história e isso acaba gerando certo colonialismo onde se apresentam pessoas e não personagens.

A construção de um personagem.

A construção de um personagem é algo de sumo importância para o ator evangélico pois nunca devemos esquecer que qualquer personagem bíblico por mais antigo que possa ser, foi e deve ser apresentado como humano dotado de sentimentos e reações como amor, ódio, ternura, revolta e etc.

Uma máscara que pode surgir da falta e da prática de exercícios.

 O colonialismo de que estamos falando é aquele que leva o aspirante pensar que fazer teatro é só lançar mão de um texto e produzir algumas falas e gestos, deixando seus personagens de lado e apresentando-se como pessoas ou sendo sempre ele mesmo.

 Pessoas e personagens

Pessoas não são personagens, mas personagens são vividos por pessoas que buscam agigantar ideias e construir memoráveis personagens por menor que ambos possam ser e são essas pessoas que um dia compreenderam que para quebrar a doutrina do medo e certo colonialismo devem também estar dispostas a um trabalho contínuo onde na mais perfeita sintonia
  • Trabalham sentimentos.
  • Buscam a boa expressão vocal.
  • Preocupam-se em buscar inspiração na memória emotiva.
  • Desmecanizam o corpo em busca de boa expressão corporal.

Referências:Teatro Evangélico
Este livro traz uma análise sobre o teatro e sua crescente utilização no contexto evangélico. Fornece orientações práticas surgidas da troca de experiências entre atores, autores e diretores teatrais para incentivar o desenvolvimento do teatro como um meio criativo de comunicação do Evangelho.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Grupos teatrais: Efetivos ou Temporários?

Porque temporários e não efetivos?

Efetivos: São aqueles grupos que se enquadram dentro do ministério teatral, recebem incentivos e trabalham por tempo indeterminado dentro das suas igrejas.

Temporários: São aqueles pequenos grupos que se reúnem apenas em ocasiões especiais com o intuito de apresentar algo referente a uma data importante.

Grupo teatral

Datas importantes ou apenas oportunidade para mostrar alguma coisa?

Sendo que: Para os grupos efetivos, uma data importante como, por exemplo, a páscoa é uma grande oportunidade de apresentar um bom trabalho onde atores, diretores, assistentes têm como objetivo principal trazer em evidência toda máxima de um longo tempo trabalhado onde, principalmente o elenco de atores, entra em cena com bastante preparo como boa expressão vocal, corporal, facial, capacidade de memorização e de trabalhar a memória emotiva e, etc.

Enquanto que: Para os grupos temporários uma data importante é apenas mais uma data onde apresentar um bom trabalho torna-se algo muito enfadonho, pois toda uma equipe montada de última hora não tem o que trazer em evidência, pois para aqueles que nunca praticam teatro toda e qualquer forma de expressão desconhecida contribui para que apenas pessoas se apresentem sem nenhum personagem.

O evangelismo através do teatro não deve ser apenas tentativas inúteis.

Por essa razão diante de muitas tentativas “inúteis” de evangelizar através do teatro é preciso pensar em algum tipo de investimento e, a primeira coisa a se pensar seria na efetivação de grupos que não se apresentassem apenas para elaborar um trabalho em algumas ocasiões, mas sim, em grupos que estivessem sempre prontos para mostrar bons trabalhos durante todo o ano. E isso se faz com exercícios constantes dentro de práticas e teorias.

Pequenos temas,grandes oportunidades.

Para um grupo efetivo, qualquer tema por menor que seja é uma oportunidade de apresentar um grande trabalho; enquanto que para um grupo temporário, um tema por maior que seja sempre será uma oportunidade de transformá-lo em algo qualquer sem nenhuma visibilidade.

Uma peça de teatro bem elaborada dentro de uma igreja nunca será aquela em que um grupo temporário, formado as pressas tenha como objetivo principal; “Decorar um texto” e sim aquela em que um grupo efetivo tenha o enorme prazer em montar um bom trabalho e colher os seus frutos que serão não somente aplausos, mas também muitas almas!

Tony Caroll.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Curso de teatro obstáculos e preconceitos

Porque não solidificar a arte teatral dentro dos templos? Teatro e preconceito lado a lado.

Se existem tantos obstáculos e preconceito,também há de haver as armas para combatê-los e a ideia de cursos de teatros dentro dos templos não seria a solução para quebrar tantos antagonismos? A verdade é que a vontade de dizer alguma coisa através da arte existe e  essa vontade de contar histórias temperada com assuntos extraídos da bíblia é algo que deixa muitos evangélicos animados,porém na maioria das vezes os obstáculos chegam primeiro e deixa os interessados bem frustrados.A causa disso ainda é a hesitação em abraçar a boa causa e fazer disso um compromisso.E o resultado disso infelizmente sempre é ver tanto conteúdo e tantos talentos lançados no esquecimento.Um grupo teatral dentro da igreja não devia ser visto como algo de momento e sim como mais um ministério levado bem a sério pois isso seria a continuação da palavra pregada,cantada,interpretada e absorvida.Mas se nos deparamos com alguns obstáculos,qual então seria o maior deles?

Publicar-se

A verdade é que talvez seja por certo tipo de preconceito um tanto inibido, as maiorias dos evangélicos não costumam ir ao teatro e ficam a mercê de assistir alguma coisa dentro dos próprios templos sem nenhuma estrutura. Isso faz com que atores e fieis se desinteressem da arte cênica que poderia tomar grande forma e servir como excelente instrumento para resgatar almas e explicar de forma mais esplendorosa, um pouco mais a palavra de Deus.
Porém, se o desinteresse nesse campo torna-se algo mais evidente que a vontade de revolucionar o meio, voltamos ao triste lema de alguns que: “Para Deus qualquer coisa serve”.É bem lamentável crer e ter que  aceitar isso como verdade e  forma de se propagar o evangelho.Hoje em dia os grandes templos estão aparelhados para inúmeras coisas que possam conquistar os fiéis, porém ainda falta quem pense de forma extraordinária em relação ao teatro.Alguém que seja extraordinário e pense em estruturar essa ideia idealizando espaços precisos,investindo nos pequenos grupos que surgem e que infelizmente logo desaparecem por falta de credibilidade, implantando cursos, fixando a presença de instrutores e articulando tudo aquilo que possa oferecer algo de melhor dentro desse tema que certamente merece mais atenção por parte de muitos lideres.


domingo, dezembro 23, 2012

Em que o teatro evangélico pode contribuir na vida dos novos convertidos?

Teatro é aceitação. É relação sem preconceitos, sem certos pudores, sem discriminações.Por essa razão, quando propomos a alguém ingressar em um grupo de teatro, seja ele evangélico ou não, estamos também propondo ao novo integrante de certa forma uma “quebra de repressão” e ao mesmo tempo, sugerindo que o novo ator se esvazie completamente de tudo aquilo que o impede de relacionar-se dentro e fora de cena e publicar-se.

Pois, são os nossos medos, as nossas tradições, a nossa maneira muitas das vezes erradas de entender ou aceitar as coisas que nos impede de dar passos importantes rumo à cumplicidade, a harmonia, a sintonia com o outro ator e, isso nos faz permanecer sempre no lugar do espectador que apenas sonha atuar. E trazendo isso para a vida secular, percebemos quantos novos convertidos entram e saem de cena (da igreja) sem nunca dizerem nada quando têm dentro de si, um enorme potencial que poderia se desenvolver através de exercícios que pudessem desmecanizá-lo de muitos rituais e vencer toda timidez.É preciso entender que:Quando alguém vem lá de fora, muitas das vezes vem cheio de medo, sem coragem para se manifestar em grupo, dominados por certa timidez e etc. E oferecer aulas teatrais a essa pessoa, é dar a ela a oportunidade de desenvolver seus talentos de forma muito agradável sem certas imposições e, impedir que essa pessoa fique anos a fio calada apenas como mais um espectador que nunca se interessa por nada dentro da igreja e, de repente tão saturada de sua própria monotonia acaba indo embora, muitas das vezes iludidas por alguma coisa que seja o início de um grande fracasso espiritual, quando a frustração por ter permanecido tanto tempo dentro da igreja, sem nunca ter participado de alguma coisa.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Teatro Criativo.

O porquê e de que forma deve-se fazer e encarar o teatro dentro das igrejas?
O teatro é uma forma de comunicação entre os homens. Segundo Augusto Boal as formas teatrais não se desenvolvem de maneira autôma; antes respondem as necessidades sociais bem determinadas e, a momentos precisos sempre. Tanto s fatos isolados, como episódios de pequenas e grandes dimensões. Assim concluímos que: ”O espetáculo se faz para o espectador.”.


 ●O teatro deve encontrar suas próprias formas teatrais, isso sem precisar de tutela.
●O teatro é para todos e não para uma classe dominante como já se tentou incutir na cabeça das pessoas.
●Fazer teatro já é um ato revolucionário, sem precisar de formas revolucionárias.
O que oferecer a Deus e ao público evangélico?
Assim sendo, os evangélicos não precisam fugir de certos conceitos teatrais excluindo de sua pauta muitos autores, pois, fazer teatro dentro da igreja é como encarar uma aula de matemática onde todos os métodos e exercícios são muito importantes.
Durante algumas vezes em que ministrei aulas e dirigi grupos evangélicos ouvi sem nenhuma satisfação a frase: Ah, mas é para Deus!
Então para Deus qualquer coisa serve?Pense bem... Se o mundo lá fora se esforça tanto para dar o melhor ao seu público então porque dar “qualquer coisa” como gratidão a aquele que um dia deu a sua vida por nós?E se temos um desejo ardente de ganhar almas, como mostrar o evangelho de forma tão relapsa?Não precisamos desprezar as formas teatrais excluindo métodos tão importantes e criar uma revolução inibindo as pessoas de certas teorias e práticas que precisam ser executadas dentro de quaisquer grupos que desejam mostrar alguma coisa.
Tony Caroll.

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