Arte, Cultura e Comunicação

sábado, fevereiro 08, 2014

Vivendo amando e Aprendendo com Léo Buscaglia


Vivendo e aprendendo é um belo convite a uma viagem que nos levará a algum lugar mágico e cheio de vida e porque não dizer ao paraíso? Pois se nos falta algum  motivo para transformar as nossas trevas em luz  é porque ainda não conhecemos o algo mais importante que temos dentro de nós e vivendo e aprendendo nos apresenta a formula para a felicidade de um jeito tão simplório onde a receita é a compreensão do que realmente somos.Vamos vivendo e nunca aprendendo que existe um algo mais dentro de nós capaz de nos transportar a uma vida plena e feliz.Porque talvez o nosso erro maior é que estamos sempre vivendo porém nunca amando e aprendendo.


Muitas das vezes nos deixamos levar pelo entusiasmo das grandes paixões;sofremos , choramos e nos entregamos a diversas formas de amar porém nunca questionamos se o que estamos vivendo realmente é amor e é sempre por isso que na maioria das vezes enveredamos por tramas tão perigosas que são verdadeiras ciladas que nos levam a criar na alma,feridas que jamais cicatrizam.Temos o privilégio de carregar dentro de nós uma pérola que é o coração mas nem sempre sabemos cultivar dentro dele o que carregamos de mais precioso.Nos comportamos como leigos pois mesmo tendo a ferramenta principal para criar e viver em um universo de sonhos nunca sabemos como usar essa ferramenta e nos atiramos por conta própria em tantos precipícios.

Vivendo Amando e Aprendendo é um conjunto de experiências que pode resultar em grandes milagres pois a força das palavras nos leva a uma grande reflexão do que realmente é o amor. Um livro que nos leva a compreender a sua essência em toda a sua plenitude  tratando esse sentimento tão rico e tão eficaz com muita leveza  em seus diversos aspectos tornando o amor uma lição diária para todos nós que buscamos um balsamo para a vida.O mais enriquecedor em vivendo,amando e aprendendo é que o seu autor não prega uma religião ou caminhos alternativos para se encontrar a felicidade e sim nos leva a conhecer o dom que temos em nós para alcançar isso.Nesse livro,Léo Buscaglia nos ensina tantas coisas como também  nos inspira a plantar sementes preciosas em nossos corações e no dos outros e a cuidar dessas sementes com aquilo que de melhor temos.O adubo mais importante para que essas sementes possam germinar dentro de nós é simplesmente a fertilidade do coração diante de cada parágrafo que em seus ricos detalhes,nos mostra a sabedoria plena que podemos compartilhar uns com os outros.É quase impossível,ler esse livro e não se sentir impulsionado a falar , viver , compartilhar e esboçar esse amor ou hesitar todas as vezes em que um outro sentimento adverso tentar absorver e assaltar aquilo que de melhor temos.

“Estou sentindo um prazer imenso de ser apresentado por alguém que sabe pronunciar o meu nome”.

Este livro é algo  que convida a todo leitor a não olhar apenas o exterior e sim,  enxergar a vida com os olhos perfeitos que toda alma tem.E se Vivendo Amando e Aprendendo encerra-se nos convidando a assumir nossas responsabilidades como seres humanos, começa de uma forma muito sublime quando nos impulsiona a amar realmente aquilo que somos e a gostar daqueles que ao menos, sabem pronunciar o nosso nome.Isso é magnífico.O autor acredita fervorosamente que somos muito mais do que imaginamos ser, e que o amor é a maior experiência da vida. Seus livros são temperados com calor, energia e assombro, diante da maravilha que é viver. Um coração generoso, que parecia ufanar-se de sua humanidade e das fraquezas, imperfeições e comédias que significam ser humano. Prepare-se para embarcar numa linda aventura e aprenda como desfrutar diariamente esse banquete que é a vida.

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quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Um rei leão que me carregou no colo

Hoje quero agradecer a Deus por não ser um milionário pois se o fosse talvez não tivesse cultivado dentro de mim o dom da gratidão o qual procuro regar todos os dias e cultivar em terra fértil para que ele nunca venha morrer.Se eu fosse um milionário talvez também nunca dependesse dos outros e sim seria um escravo do dinheiro pronto a comprar pessoas e pagar por todos os seus serviços.Mas graças a Deus "eu não sou milionário"mas tenho plantado dentro de mim o que nenhum dinheiro  do mundo pode pagar pois o seu preço é o amor.E é isso que não me deixa ser um pobre milionário arrogante que despreza os mais nobres gestos de carinho e faz da amizade apenas um jogo de interesses.Hoje estou milionário não pelo dinheiro que não tenho e sim pelos amigos que possuo a maior riqueza uma dádiva de Deus!


bre

Mas o que tem o leão com tudo isso?O leão que me carregou no colo carrega também dentro de si um precioso ser humano,um amigo que amo e uma alma que está sempre a serviço de Deus.Este é André Almeida Aquele que um dia me escolheu para fazer parte de um grêmio estudantil.Aquele que um dia acreditou no meu sonho e junto comigo seguiu estrada afora garimpando aplausos,comendo pão com mortadela e subindo nos palcos para apresentar seu personagem.Mas qual era mesmo o seu personagem?Um rei leão criado por mim  e inventado da forma mais inusitada que existe.Um rei leão que sorria,chorava,compreendia,gritava,gostava de festas,adorava se alimentar de mel,era casado com uma simples abelha e sobretudo amava...A  minha ideia principal ao criar esse rei leão era simplesmente mostrar o quanto era difícil conviver com as diferenças mas também apontar para uma fresta na porta do coração onde estava o segredo de que isso seria possível.E o que mais me surpreendeu nessa história foi a brilhante interpretação de André que esqueceu o corpo para mostrar a alma que residia dentro do rei leão.Naquele momento eu vi e aplaudi o rei da floresta a exibir  traços tão humanos.

teatro meu

Passaram-se tantos anos e o rei da floresta não envelheceu pois sentimentos de amor nunca envelhecem quando a alma olha por aquela fresta do coração e se dispõe a estender a mão a um amigo.Ah se eu fosse um milionário!Talvez não tivesse me deixado envolver tanto pela gratidão e o gesto de carinho que me envolveu naquela manhã do dia dois de janeiro de dois mil e treze quando eu estava lá no hospital do Andaraí.Eu havia passado por uma cirurgia no joelho resultado de uma queda que me quebrou a patela.Há algumas horas havia recebido alta e precisava de alguém que me levasse para casa.Fiquei meio atônito quando vi um companheiro de quarto tão desiludido,sem poder ir embora sozinho e sem ter ninguém que viesse lhe buscar.Mas eis que em meio a toda aquela aflição e ansiedade olhei para a porta da enfermaria e novamente avistei o rei leão que mais uma vez em minha vida entrava em cena para brilhar!Naquele momento eu não podia dirigir as próximas cenas e nem o aplaudir,apenas me colocar a disposição dele e deixar que cuidasse de mim.E naquele momento como em tantos outros em minha vida André Almeida foi um mestre na arte de interpretar a verdadeira amizade quando me conduziu naquela cadeira de rodas até a rua,foi buscar o carro e sem quebrar a cena em nenhum instante me conduziu até a minha casa em Nova Iguaçu.


A minha casa estava diante de mim e eu diante dela sentindo um misto de alegria e dor.A alegria de estar novamente de volta após aqueles cinco dias de agonia e saudade e a dor insistente que não me permitia entrar no meu universo.Foi então nesse momento que a alma valente do rei da floresta se agigantou dentro dele para a grande cena que daria o desfecho a mais uma história e arrancar milhares de aplausos do meu coração.Um rei leão me carregou no colo e me colocou assentado no sofá.Depois fechou os olhos e orou a Deus enquanto eu por um instante esqueci a dor, me despi de mim mesmo e deixei que as lágrimas inundassem o meu rosto.Eram lágrimas de gratidão por não ser um milionário mas possuir amigos "A minha maior riqueza."

Tony Caroll.

domingo, fevereiro 02, 2014

quarta-feira, janeiro 15, 2014

domingo, dezembro 29, 2013

domingo, novembro 03, 2013

sábado, outubro 19, 2013

sábado, agosto 17, 2013

Um ônibus criativo cheio de aplausos e risos...

 Do improviso a cumplicidade

A pauta de uma cia de teatro deve estar sempre bem recheada de bons assuntos para serem discutidos e se algum assunto não soa  muito bem aos ouvidos de alguns componentes isso nunca deve ser motivo de frustração ou desistência pois,é certo que o ator inteligente sabe sempre criar novos rituais e transformar uma coisa na outra.

Se a ideia da cumplicidade entre ator e espectador pode parecer meio absurda por que não buscar isso entre personagens depois entre os atores e por fim entre ator e espectador?



Isso funciona quando o ator interessado em aprender e disposto a vencer novos desafios abraça o improviso criando para ele personagens despidos de certos preconceitos e se entrega a ilusão da troca de ideias entre os outros personagens ou quando ele vai além disso buscar essa cumplicidade sendo ele mesmo entre as pessoas do seu convívio.

Estar na pele de alguns personagens improvisados sempre será um passo para depois criar essa cumplicidade dentro do próprio elenco e depois vestir  o personagem que lhe está designado e por fim criar essa sintonia com o seu público.

Um ônibus feito plateia

Certa vez eu estava dentro de um ônibus quando entrou um ator desconhecido,inventou a sua plateia,contracenou com ela e cativou a todos.Ali era ele o único ator que na sua forma bem descontraída de atuar improvisou o seu texto para anunciar uma campanha em favor de certa entidade da qual fazia parte.

O mais interessante de tudo foi  a cumplicidade que ele conseguiu criar entre os passageiros.Até aquele momento todos eram apenas pessoas desconhecidas e caladas no seu trajeto,mas o bom ator começou a dar nomes as pessoas relacionando a fisionomia de cada um com alguma personalidade bem conhecida.Um fora apelidado de Fernando Henrique Cardoso ,o outro Geraldo Alkimim,o outro Sergio Cabral,Cesar Maia,Fernanda Montenegro,Regina Duarte,Ziraldo,Marcelo Rossi  e assim sucessivamente.

O jeito tão sério mas tão hilário de apresentar os seus personagens era realmente algo digno de aplausos.Aquele jovem ator parecia mágico na sua forma de interpretar e conduzia a sua fala de forma tão gentil e simpática que prendia a atenção de seus espectadores que de tão envolvidos pareciam não mais querer chegar aos seus destinos.

Naquela tarde dentro do ônibus 422 fui apresentado a todos como José Serra atual prefeito de São Paulo e por um momento me senti muito orgulhoso,pela forma tão glamourosa e o jeito tão especial do cumprimento daquele jovem ator.

Afinal havíamos sido premiados com o talento e a belíssima atuação daquele moço que por uma causa nobre conseguira transformar o espaço daquele veículo numa grande plateia que ia se desfazendo e se renovando a cada nova parada do ônibus.


 Este é mais um projeto que vale a pena conferir:


sexta-feira, agosto 09, 2013

Afinal O que foi a noite das mal dormidas?

Um grande espetáculo de Neils Petersen encenado por diversos   grupos teatrais e apresentado inúmeras vezes nos mais variados espaços  e que tem se consumado ao longo do tempo sem nunca envelhecer.

De vez em quando alguma cia lança mão do texto e cria um novo espetáculo cheio de novas nuances.Mas o que teria  noite das mal dormidas para chamar tanta atenção de alguns elencos e diretores?


 O que sei é que há um segredo no texto que dá ao ator a oportunidade de gerar essa cumplicidade entre ele e o seu público.É como se os personagens mandassem recados  a plateia e ela respondesse de imediato,como se o teor do espetáculo fosse uma troca de idéias onde tanto ator quanto  o espectador se sentissem na responsabilidade de um fazer graça para o outro rir e aplaudir.

Não sei se isso acontece hoje em dia pois cada espetáculo tem o dedo e a alma do seu diretor mas na década de noventa os atores não permaneciam em seus camarins a espera do seu público e sim surgiam caracterizados na entrada do teatro para recebê-lo.

Acho que o espetáculo começava ali mesmo quando de forma bem descontraída os atores realizavam o trabalho de entreter as pessoas com um improviso bem inteligente fazendo com que cada espectador que chegasse se sentisse mais um personagem do espetáculo que seria apresentado.

Era tudo meio mágico pois atores e espectadores se portavam como velhos conhecidos e se havia um ou outro meio tolhido por certa timidez logo se sentia tão a vontade e envolvido por aquele  clima propositalmente descontraído.


Talvez essa seja uma boa receita para alguns atores ou certos grupos que ainda não pensaram em destruir o terrível ritual de todos os dias que é o antagonismo que gera desinteresse no espectador e frustração entre os atores.

Isso muitas das vezes é o motivo do fim de alguns grupos e de atores que se depreciam sem inspiração por falta de bons exercícios que possam gerar essa cumplicidade.

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sábado, agosto 03, 2013

Ator,espectador e cumplicidade.

Assim como o  espectador está para o ator também o ator deve estar estar para o espectador na busca de certa cumplicidade.O egoísmo do ator muitas da vezes cria uma distancia entre personagem e plateia em certos momentos fazendo-a tão ausente como se estivesse vazia ou não houvesse algum espetáculo em cena.

O espectador não é algo invisível ou mera criatividade do ator mas pode se tornar um personagem magnifico e contracenar ou não com ele.Quando o bom ator compreende isto,está a um passo dessa cumplicidade que certamente vai lhe render muito em sua atuação.



 Imagem " Como vencer na vida sem fazer força".


O que é essa cumplicidade?

Nada mais do que compreender que o espectador não está ali por um acaso mas alguma coisa o atraiu para assistir aquele espetáculo e a ideia de completar-se em cena é maravilhosa para o ator que não quer interpretar para o nada mas sim para alguém tão importante o quanto ele.

Entendendo que o espectador tem lá os seus anseios,busca suas respostas,vibra,rir ,aplaude e chora é também desanimador para o ator quando algum espectador sai de cena pois o que está diante dele não atende as suas expectativas.

Então o que fazer para manter um bom espectador na plateia?

A princípio também compreender que o melhor espectador é aquele que se sente ou se identifica com algum personagem e na sua viagem do momento faz parte da história que lhe está sendo apresentada.

O ator que sabe compartilhar uma cena não precisa de muito esforço ,um exibicionismo exacerbado para ganhar um público pois a sua forma inteligente de trata-lo traz em evidência essa cumplicidade que gera empatia entre ator e espectador e por fim admiração mútua

Bons amadores,péssimos atores.

Sabemos que existem muitos bons atores que vendem muitos espetáculos sem saírem do lugar e isso é fruto de certa confiança que muitos fãs depositam naqueles que admiram.Por esse motivo sempre existe a ideia de introduzir alguém famoso em espetáculos de amadores.

Isso nem sempre funciona porque existem famosos que também não tem essa cumplicidade com o público como também muitos não famosos que valorizam tanto a sua plateia que o seu nome em um cartaz é o suficiente para esgotar uma bilheteria.

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