quarta-feira, setembro 26, 2012
segunda-feira, setembro 24, 2012
De repente:Um moço e um violão dentro de um vagão de trem.
Assim atuamos todos os dias, nos mais diversos lugares... Às vezes como espectador, outras vezes como protagonista.A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios...
De repente estávamos todos em silêncio e aquele rapaz cercado de tantos olhares de admiração e ele ali, tão concentrado em sua música, agarrado ao seu violão, sem fazer nenhum alvoroço, sabia dizer tantas coisas e parecia ouvir o coração de todos, pois, a cada nova melodia que entoava,fazia alguém dentro daquele vagão esboçar algum tipo de reação que no rosto de alguns se mostrava através de uma lágrima.
De súbito,o trem parou em determinada estação e aquele rapaz de forma surpreendente saltou,carregando seu amigo violão com ele sob o olhar de saudade em que todos nós tentamos disfarçar... Mas, como a vida nunca pára, aquele trem seguiu o seu destino levando pessoas tão impregnadas de um sonho que brotara ali e que se exalou através da música apresentada por um grande intérprete que mesmo tão desconhecido tornara-se o protagonista ou quem sabe um mero coadjuvante na história de alguém ou alguns que não tiveram tempo de aplaudir o seu grande espetáculo!
Tony Caroll
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Um ônibus criativo cheio de aplausos e risos
Sorria Maria! Um Improviso repleto de circo , saltos e gargalhadas.
Encenada pelo intrépido grupo de atores formado pelos alunos da turma de teatro iniciante,o seu grande e inesquecível espetáculo que num deboche a tristeza e ao baixo astral, convidou ,incentivou e satirizou as diversas formas do riso,na pele de seus respectivos personagens Marias e Carlitos que na verdade eram bonecos de trapos que, vieram ao palco com o firme propósito de celebrar a alegria e, contagiados pela euforia de seus personagens e da liberdade do improviso,neste dia os atores (da esquerda para a direita)Luana Keiose,Isa Rangel,Diego Souza,Clayton Paz Fernanda Bittencourt e Rose Silva abrilhantaram com muita garra e talento o espaço vitavision sob a direção do instrutor e diretor Tony Caroll e o comando de Mateus Barros e Roberto Carelli por trás das cameras.
Tony Caroll.
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Uma lágrima por um cálice de vinho e...
Minha infância em uma biblioteca de barro.
Tentando dar asas a sua imaginação, um dia com a ajuda do irmão que mais tarde se tornou pedreiro profissional, construiu uma casinha de pedras e barro molhado e dentro dela acomodou todos os seus livros e gibis; e assiduamente todos os dias a visitava onde ficava horas a fio lendo e relendo histórias naquele lugar que chamava de sua biblioteca.
Entre os seus livros preferidos estava a cartilha “pompom meu gatinho” de Thereza Neves da Fonseca. Livro esse que lhe fez apaixonar-se pela leitura e imaginar-se personagem de algumas histórias.
E entre suas histórias preferidas estava uma em que uma senhora de nome Rita, apavorada subia numa cadeira com medo de uma barata. E os personagens que marcaram a sua infância não podiam deixar de ser, Olavo, Moema e Diva os quais apresentavam toda cartilha.
Tony Caroll.
A que tribunal de justiça pertence esse caso?
quinta-feira, setembro 20, 2012
UM CANTO PARA LUZIA "A POESIA DE UM ABRIGO E A ALMA DE UMA AMIZADE VERDADEIRA"
Luzia era alguém que não tinha onde morar, que durante tanto tempo vivera pela casa dos outros, sendo escravizada em troca de um prato de comida. Não sabia o que era ter um salário, pois vivera tanto tempo de migalhas; e quando chegou indo morar lá nos fundos do quintal numa casinha que até então não tivera dono e, tendo conquistado um benefício mensal do governo, se apaixonou pela vida e talvez como forma de gratidão, passou a dedicar-se a natureza e também aos animais; gastando parte deste beneficio com eles.
Um dia Luzia foi embora, mas deixou a essência para a composição deste poema que recebeu menção honrosa do concurso intervalo em 2003 e faz parte do livro “amor minha última palavra”.
Um canto para Luzia
Um dia, Luzia me pediu um canto,
Um aconchego para esconder o medo
E sufocar o pranto...
Veio com os olhos inebriados,
Coração angustiado
E o medo de ser feliz...
Logo, tão de repente, pensei:
Luzia faz parte da gente,
Não era minha parente,
Mas mesmo assim abriguei.
E Luzia ganhou casa, comida e roupa lavada;
Terra fértil para plantar e alguém para conversar...
E foi então se acostumando ao meu lado viver bem,
Longe da grande cidade, do tumulto do vai e vem;
Perto da natureza e de quem lhe tinha amor...
Passou aqui alguns natais, poucos carnavais,
Participou da minha dor...
E comigo dialogava nas noites tristes de solidão.
E, quando eu não tinha palavras,
Ouvia meu coração.
Buscava compreender-me nas horas de agonia,
Às vezes virava uma fera,
Libertando-me do que me prendia.
Enfrentava a chuva e o vento
E soprava longe a garoa,
E eu, em meu pensamento,
Refletia e repetia: como Luzia era boa...
Mas um dia a tempestade,
Que é insana e apavora, caiu no nosso telhado,
E Luzia foi embora.
Tony Caroll.
quinta-feira, junho 07, 2012
Ao Espírito Santo!
Vem me tomar por inteiro
Vem, oh Espírito Santo
Encher-me do amor primeiro.
Porque quero expirar
A tua doce inspiração
Como a flor a exalar
Perfume em exatidão.
Oh!Vem Espírito Santo
Mansa e suave seiva
Tornar belo o meu canto
Como bela é a flor
Que o beija-flor
Sempre almeja.









