O ECO DE UM AMOR DESPEDAÇADO PELA COVARDIA.
Este poema é um mergulho profundo na dor da rejeição e na amargura de um amor que foi desperdiçado. Com versos crus e sinceros, o eu lírico expõe a ferida de alguém por ter entregado o seu sentimento a um outro alguém que zombou dele, transformando-o em espinhos.
A imagem da "fruta sem sabor" e da "carne sem alma" ilustra a profunda desilusão. Agora, resta apenas um amor à deriva, que resiste, mas que compreende a sua própria finitude diante da covardia do outro. É tarde demais para consertar o que foi quebrado.
Tarde demais
Este amor que não foi meu,
Destes a alguém que o perdeu.
Triste desfecho: um amor jogado ao vento,
Torturando o pensamento
Daquele que tanto te amou.
Zombaste do meu sentimento,
Fazendo-o espinho em lugar de flor,
Carne sem nenhuma alma,
Fruta sem nenhum sabor,
Coração triste sem calma.
E este amor à deriva
Ainda resiste e se esquiva,
Não querendo lhe encontrar.
Agora é tarde,
Fostes covarde,
Não me deixando te amar.
Tony Caroll
Ignorar um sentimento nem sempre é a solução para afastar alguém de nós, pois sentimentos não nascem de um momento para o outro dentro de um coração. Ele é cultivado pelos gestos que esboçamos àquele que nos oferece amor. É preciso refletir que, enquanto uns ignoram sentimentos, outros sofrem por nunca terem sido amados de alguma forma.
Uma imagem que retrata a atmosfera melancólica e o desfecho trágico descritos neste poema. Vemos um solitário barco de madeira, naufragado e envelhecido, abandonado em uma praia rochosa e cinzenta ao final da tarde.
O céu está carregado de nuvens pesadas, e a luz dourada e fraca do poente se mistura com a sombra, criando um contraste dramático que simboliza a esperança que se esvai.
O mar agitado e a areia molhada cercam os destroços do barco, reforçando a ideia de um amor que está à deriva, perdido no tempo e na rejeição. O ambiente é frio, desolado e silencioso.














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