Arte, Cultura e Comunicação

segunda-feira, maio 06, 2013

O PREÇO DE ESPERAR: QUANDO O AMOR E O ODIO SE ENTRELAÇAM.

 
As complexidades de um afeto não correspondido

 

Há sentimentos que desafiam a lógica, transformando a espera em um território de intensas contraditórias. O poema "Defesa" mergulha fundo nas complexidades de um afeto não correspondido à altura, onde amar e ser rejeitado tornam-se duas faces da mesma moeda. 

Explore conosco essa reflexão sobre a coragem de amar, o medo de se entregar e a súplica silenciosa por um sentimento que insiste em persistir apesar de tudo.

Amamos sem querer,desejamos sem perceber e muitas das vezes fugimos ao nosso controle e esquecemos que os assuntos do amor só mesmo o coração pode resolver;é ele quem conjuga sentimentos de forma que as vezes não conseguimos compreender e mesmo assim o aceitamos como nosso mestre na esplendorosa arte de amar.


"Defesa: O Amor que Resiste à Tempestade"

 

Você me odeia por te amar,
Me repugna por te querer.
Fica ao avesso,
Enquanto só eu pago o preço:
Que é ter que te esperar.
Esperar que você ao menos dê um grito,
Que espante esse teu medo de amar.
Pois, enquanto te amo, me odeias;
Enquanto me odeias, te amo.
E, possuído por este amor que guardo no peito,
Reclamo:
— Ah! Como eu queria que tu me amasses!
Porque, antes que tu chegasses,
Já te queria, embora estivesse mudo,
E já te pedia: "Me ame apesar de tudo".

Tony Caroll


O Poema
Este poema é um grito visceral de um amor que se recusa a ser silenciado pelo medo. 
A imagem
A imagem, reflete a solidão e a resistência descritas nos versos. Ela mostra uma figura solitária contemplando um vasto horizonte, simbolizando a espera angustiante e a esperança persistente de que o medo do outro possa ser superado pelo amor que tudo suporta.
A defesa
É uma representação visual da "Defesa" de um sentimento que permanece firme,mesmo quando rejeitado.

domingo, maio 05, 2013

"A CEGUEIRA DA PAIXÃO: QUANDO O AMOR SE TORNA UMA ARMA"


"A CEGUEIRA DA PAIXÃO: QUANDO O AMOR SE TORNA UMA ARMA"

 

"O verdadeiro amor não se exaspera, mas é a trágica paixão que nos faz cegos. E é essa cegueira, nascida da paixão, que nos revela a que extremos somos capazes de chegar em nome de um grande sentimento. Cometemos loucuras, feitas de enganos e ilusões. 

Ferimos, e às vezes até 'matamos' — não fisicamente, mas de forma emocional —, sem jamais perceber a destruição que causamos. Isso acontece porque, enquanto o amor se pauta pela compreensão e pelo raciocínio, a paixão se multiplica dentro de nós, criando imagens distorcidas, irracionais e perigosas."

Contraste

Bem-te-vi, meu aguaceiro,
Cão de guarda, perdigueiro,
Que degola-me com o seu canto
E, ao latir, ladra-me o encanto.

Bem-te-vi, meu passarinho,
Que, ao cantar, vira um santo;
Mas, ao ladrar, traz-me espanto,
Ao deixar-me tão sozinho,
A debulhar na solidão.

A imagem de um pássaro,
A fisionomia de um cão,
Um do outro tão diferente,
Que, de meu olhar displicente,
Faz chover…

Sem que eu possa compreender,
Lágrimas e soluços escondidos,
Frases como se fossem gemidos.

Ah, meu doce cão perdigueiro,
Meu insípido pássaro aguaceiro!


Tony Caroll.

sexta-feira, maio 03, 2013

O ECO DE UM AMOR DESPEDAÇADO PELA COVARDIA.

 

A dor da rejeição e a amargura de um amor  desperdiçado.

 

Este poema é um mergulho profundo na dor da rejeição e na amargura de um amor que foi desperdiçado. Com versos crus e sinceros, o eu lírico expõe a ferida de alguém por ter entregado o seu sentimento a um outro alguém que zombou dele, transformando-o em espinhos. 

A imagem da "fruta sem sabor" e da "carne sem alma" ilustra a profunda desilusão. Agora, resta apenas um amor à deriva, que resiste, mas que compreende a sua própria finitude diante da covardia do outro. É tarde demais para consertar o que foi quebrado.

 Tarde demais

 Este amor que não foi meu,
Destes a alguém que o perdeu.
Triste desfecho: um amor jogado ao vento,
Torturando o pensamento
Daquele que tanto te amou.
Zombaste do meu sentimento,
Fazendo-o espinho em lugar de flor,
Carne sem nenhuma alma,
Fruta sem nenhum sabor,
Coração triste sem calma.
E este amor à deriva
Ainda resiste e se esquiva,
Não querendo lhe encontrar.
Agora é tarde,
Fostes covarde,
Não me deixando te amar. 


Tony Caroll

 Ignorar um sentimento nem sempre é a solução para afastar alguém de nós, pois sentimentos não nascem de um momento para o outro dentro de um coração. Ele é cultivado pelos gestos que esboçamos àquele que nos oferece amor. É preciso refletir que, enquanto uns ignoram sentimentos, outros sofrem por nunca terem sido amados de alguma forma.

 Uma imagem que retrata a atmosfera melancólica e o desfecho trágico descritos neste poema. Vemos um solitário barco de madeira, naufragado e envelhecido, abandonado em uma praia rochosa e cinzenta ao final da tarde. 

O céu está carregado de nuvens pesadas, e a luz dourada e fraca do poente se mistura com a sombra, criando um contraste dramático que simboliza a esperança que se esvai. 

O mar agitado e a areia molhada cercam os destroços do barco, reforçando a ideia de um amor que está à deriva, perdido no tempo e na rejeição. O ambiente é frio, desolado e silencioso.



 

quarta-feira, maio 01, 2013

O narcisismo interpretado por dois grandes atores

Algo gratificante para qualquer autor é ver a sua criação tomar forma,se encher de vida e explodir diante de uma plateia,provocando risos,aplausos e tudo aquilo que se resuma na empatia entre personagem e espectador.

E assim veio Narciso cheio de graça e pretensões de chamar atenção das pessoas para um assunto que está diante de todos nós mas que nunca investigamos “O narcisismo”,algo tão explicito em muitos que se apresentam como salvadores da pátria e se engalfinham numa luta pelo poder talvez apenas pelo desejo de serem reconhecidos como grandes e merecedores de glórias.

Alguns só faltam pedir aplausos,um trono para sentarem-se e o título de Deus.E isso,Narciso sem nenhum tipo de pudor acrescentou para despertar um público e dizer a ele a quem realmente pertence todo louvor.



O que diferencia um do outro?


Não importa como Narciso nos tenha sido apresentado até hoje ou será futuramente mas aqui ressaltamos o talento desses dois excelentes atores que se encheram de garra para assumir esse papel.Anselmo Gomes e Dener Borges;ambos que de forma magnifica deram a ele nuances muito notáveis construindo um grande personagem e causando muito impacto.

Anselmo Gomes com maestria e muita propriedade já vinha a algum tempo nos apresentando um Narciso muito irreverente e despreocupado com as suas origens e Dener Borges no último domingo de Páscoa nos surpreendeu de forma grandiosa com um outro Narciso bem diferente e cheio de estilo.Ambos porém em se tratando de dedicação,entusiasmo e talento foram mestres na arte da interpretação. 

Anselmo Gomes nos apresenta um Narciso bem hilário,aquele homem sem nenhuma preocupação que subestima a inteligência do povo sem se importar com a ideia de que alguém possa investigá-lo;o que ele quer mesmo é enganar,iludir e trazer para si muita admiração,algo que lhe dê algum retorno financeiro.

Enquanto Dener Borges se parece mais com aquele homem muito formal que acredita na sua capacidade de persuasão estuda muito para não cair  em alguma contradição, e para isso se prepara muito para estar diante das pessoas mostrando uma sabedoria muito bem trabalhada.

Anselmo Gomes mostra-nos um Narciso bem descontraído que acredita na comédia e no riso e que qualquer argumento seja o bastante para tirar proveito das situações enquanto Dener Borges se deixa envolver pela seriedade e a auto convicção de que todo e qualquer esforço ainda é muito pouco para enganar as pessoas e tirar proveito disso.

Anselmo Gomes veste narciso de forma bem relapsa acreditando que isso possa tornar os ventos a seu favor ,enquanto Dener Borges faz questão de caprichar no visual como mais um atalho que possa trazer gente muito importante para os eu lado.

Anselmo Gomes engana a todos com uma certa inocência enquanto Dener Borges usa a inocência como malícia.

Mas, o mais importante em tudo isso é que ambos representam muito bem os charlatões,os ilusionistas,os mentirosos e todo o universo dos especialistas em fazer das pessoas   vitimas de seu narcisismo criando um enorme circulo de admiradores que se tornem seus fãs e fiéis seguidores onde eles, possam transformar tudo isso em riqueza,prestígio e poder.

E se Anselmo Gomes e Dener Borges mostram algumas diferenças na forma de interpretação, o mais bonito de tudo isso é que ambos sabem usar de toda sabedoria para mostrar um Narciso que no final da história reconhece a sua pequenez diante do criador quando no último instante vem a boca-de-cena e com eloquência grita para a plateia: Aplausos!Aplausos para Jesus!


PRESTIGIE !!!

CONGRESSO NACIONAL DE DRAMATURGIA

Neste congresso, 22 escritores e artistas experientes revelam as principais técnicas e ferramentas de escrita para você aprimorar o seu conhecimento sobre o funcionamento literário. Você se aprofundará na dramaturgia de diferentes gêneros para potencializar a sua criatividade. A DRAMATURGIA é uma técnica de escrita com o objetivo de representar a AÇÃO. No âmago da ação está o CONFLITO. E é nesta problematização que a CENA se apresenta e caminha para o seu desenvolvimento e desfecho possível.







domingo, abril 21, 2013

Dulcelina.Um Anjo Bom Numa Casa Velha


Terceira Página
Eu estava meio que arrependido e sentindo um certo remorso por no auge de minha inspiração ter transformado a doce Dulcelina naquela víbora de amor de pecado e precisava me redimir da violência que tinha cometido com alguém que na verdade era mesmo dócil, meiga, sublime e que em nenhum momento caía em contradição revelando um outro lado.A verdadeira Dulcelina era aquela mesma tão frágil,tão pura,tão rica de nobres sentimentos e não merecia ser imaginada de uma outra forma.Precisava ser
 mostrada em seu original e de forma muito natural.
Dulcelina Saudade

Dulcelina já era uma imagem muito presente nas páginas de minha literatura e que gerava certos conflitos dentro de mim na minha  infinita busca pela sua essência.
Eu precisava escrever mais sobre ela talvez para me redimir ou quem sabe por ter descoberto naquele emaranhado de sentimentos mais alguma coisa que queria aflorar.Por uma ou outra razão só havia uma forma de fazê-lo:Escrever uma outra história.
E assim nasceu Raquel de casa velha uma moça frágil , inocente e tão pura de sentimentos que vivia isolada do resto do mundo em um recanto qualquer escrevendo.Era uma vida muito solitária que sabia transformar a sua solidão nos sonhos de encontrar um grande amor.Raquel na verdade era uma escritora que vivia no anonimato e escrevia a sua própria história.Um folhetim tão lindo e encantador,algo que tratava a saudade de forma tão nobre e tão bonita e enobrecia  o amor puro e verdadeiro de uma moça livre e sonhadora por um rapaz tão puro e romântico aprisionado por um pecado.
Eu me sentia muito feliz pois pelas mãos de Raquel havia devolvido a Dulcelina a sua verdadeira essência e com isso me sentia perdoado por tê-la imaginado de uma outra forma.É claro que tudo isso era apenas considerações que esculpia Dulcelina nas páginas de minha literatura.Mesmo assim ao concluir mais essa história me senti um tanto frustrado pois pela primeira vez eu matava dois personagens que amava tanto dando a eles a possibilidade de serem felizes para sempre numa outra dimensão.Enquanto aqui eu ficava a sentir saudades.

Tony Caroll.

Em referência ao texto “Casa Velha”.

quinta-feira, abril 18, 2013

DULCELINA FAQUIERE;TÃO BONITA E TÃO PERVERSA.



 As nossas tardes de domingo

E se as nossas tardes de domingo eram tão prazerosas e cheias de encanto, além de ensinar teatro eu fazia questão de também compartilhar com todos tudo o que produzia.Afinal eram eles que me davam incentivo e faziam o meu coração criar asas para voar no universo da imaginação.

E em uma daquelas tardes  quando todos nós estávamos assentados ali no chão em círculo para mais uma aula, me enchi de satisfação para apresentar ao grupo um novo texto que havia acabado de escrever  e que tinha como fundo um amor proibido entre duas pessoas do mesmo sexo e de classes sociais tão diferentes;um amor bem verdadeiro porém  tão perseguido e violentado pela paixão perversa de uma mulher preconceituosa muito prepotente,fria e calculista e sem limites quando o assunto era ela mesma e o seu prazer era alimentar o  próprio egoísmo.

E essa mulher inspirada em Dulcelina em meu folhetim  chamava-se Dulcelina Faquiere.


Sim,novamente eu havia me inspirado em Dulcelina para escrever um novo texto e desta vez não hesitado em revelar o nome e lhe atribuir um sobrenome.E apesar do medo de apresentar tudo o que estava naquelas páginas escritas à maquina; e sem rédeas nos diálogos que mostravam uma mulher muito perversa, o importante fora a minha coragem em mostrar a própria Dulcelina que estava ali entre nós,uma outra mulher que pensando nela eu havia imaginado.
 

Todos em silêncio e aterrorizados mas ao mesmo tempo ansiosos pelo desenrolar daquela trama tão mirabolante e cheia de surpresas enquanto eu, com tanto entusiasmo ia lendo e enfatizando cada detalhe das ações e reações daqueles três personagens que então se resumiam naquele monólogo fresquinho intitulado “Amor de Pecado”.

Na verdade ler e apresentar Dulcelina para o grupo me dava um prazer imenso pois desta vez talvez imbuído pela coragem de dizer que Dulcelina não era tão somente como aquela abelha muito dócil e dedicada ao esposo e aos amigos da floresta, eu não havia feito nenhuma cerimônia em transformá-la naquele anjo mal.Afinal Dulcelina tería que ter um lado mais agressivo e arrogante.Ela tinha que ser alguém não tão submissa e tão frágil e isso ficou muito claro em suas atitudes e sobretudo  no desfecho de toda trama quando ela alucinada  e possuida por uma coragem tão surpreendente , no soar de uma última frase desfechou sobre o protagonista o seu  golpe fatal destruindo a sua vaidade masculina e arrancando-lhe todas as chances de viver ao lado do seu grande amor.

Dulcelina Faquiere foi a personagem mais cruel que consegui escrever até hoje inspirado na verdadeira Dulcelina. Esse talvez tenha sido um dos meus maiores desafios:criar e escrever uma personagem tão má inspirando-me em uma criatura tão meiga e tão dócil mas, concluindo:essa era mais uma personagem que nascia de minha busca persistente e infinita pelo desconhecido.

Tony Caroll


Em referência ao monólogo Amor de Pecado.

quarta-feira, abril 17, 2013

Dulcelina…Quantas são?

Primeira Página.
É dificil revisar todas as obras que escrevi ao longo do tempo e em algumas delas não me deparar com Dulcelina pois devo confessar que de uma forma ou de outra ela sempre está em algum lugar de meus textos escritos despontando como personagens que diferenciam-se umas da outras mas que na verdade é sempre ela Dulcelina; amiga,companheira, tão amável e carinhosa,mulher sábia,conselheira.Boa esposa,boa mãe e que lá no início  não sei o porque tornou-se minha fonte de inspiração.

Dulcelina original


O jeito dócil e tranquilo de ser,a meiguice tão presente nas palavras,a forma sublime de dar opiniões e a magia bem sutil de aconselhar sem ferir me deixava um tanto absorto e fazia-me entregar a certas reflexões.Era década de noventa e as nossas tardes de domingo se enchiam de sonhos e fantasias quando nosso grupo de teatro se reunia como uma linda família para sonhar e ensaiar o primeiro texto de minha autoria.Algo que nascera de minhas reflexões quanto ao amor que unia André e Dulcelina.Os dois formavam um bonito casal mas o que me inquietava era um certo contraste que “acho” só eu podia perceber.André era tão forte e tão decidido e Dulcelina tão meiga e tão compeensiva.E assim nasceu um leão tão apaixonado com um coração muito humano e cheio de sentimentos por uma abelha.O engraçado é que por muitas das vezes me deparei com a mesma pergunta que se tornou publicidade da peça e que até hoje me faço:Você já viu um leão casado com uma abelha?E essa abelha foi inspirada na tão dedicada Dulcelina para ensinar ao mundo  de forma bem sutil a conviver com as diferenças.

Tony Caroll.

Em referência ao texto "O rato que roeu a roupa do rei risonho".
Hospedagem de site ilimitada superdomínios

Veja nossos posts

Postagem em destaque

BONECA DE PANO! MEMÓRIAS DE UM TEMPO CHEIO DE INSPIRAÇÃO.

BONECA DE PANO! MEMÓRIAS DE UM TEMPO CHEIO DE INSPIRAÇÃO. Uma das coisas mais bonitas que pode acontecer no decorrer de nossa existência é o...

Hospedagem de sites ilimitada superdomínios


 


Literarte Letras. Tecnologia do Blogger.