Arte, Cultura e Comunicação

domingo, dezembro 29, 2013

domingo, novembro 03, 2013

sábado, outubro 19, 2013

sábado, agosto 17, 2013

Um ônibus criativo cheio de aplausos e risos...

 Do improviso a cumplicidade

A pauta de uma cia de teatro deve estar sempre bem recheada de bons assuntos para serem discutidos e se algum assunto não soa  muito bem aos ouvidos de alguns componentes isso nunca deve ser motivo de frustração ou desistência pois,é certo que o ator inteligente sabe sempre criar novos rituais e transformar uma coisa na outra.

Se a ideia da cumplicidade entre ator e espectador pode parecer meio absurda por que não buscar isso entre personagens depois entre os atores e por fim entre ator e espectador?



Isso funciona quando o ator interessado em aprender e disposto a vencer novos desafios abraça o improviso criando para ele personagens despidos de certos preconceitos e se entrega a ilusão da troca de ideias entre os outros personagens ou quando ele vai além disso buscar essa cumplicidade sendo ele mesmo entre as pessoas do seu convívio.

Estar na pele de alguns personagens improvisados sempre será um passo para depois criar essa cumplicidade dentro do próprio elenco e depois vestir  o personagem que lhe está designado e por fim criar essa sintonia com o seu público.

Um ônibus feito plateia

Certa vez eu estava dentro de um ônibus quando entrou um ator desconhecido,inventou a sua plateia,contracenou com ela e cativou a todos.Ali era ele o único ator que na sua forma bem descontraída de atuar improvisou o seu texto para anunciar uma campanha em favor de certa entidade da qual fazia parte.

O mais interessante de tudo foi  a cumplicidade que ele conseguiu criar entre os passageiros.Até aquele momento todos eram apenas pessoas desconhecidas e caladas no seu trajeto,mas o bom ator começou a dar nomes as pessoas relacionando a fisionomia de cada um com alguma personalidade bem conhecida.Um fora apelidado de Fernando Henrique Cardoso ,o outro Geraldo Alkimim,o outro Sergio Cabral,Cesar Maia,Fernanda Montenegro,Regina Duarte,Ziraldo,Marcelo Rossi  e assim sucessivamente.

O jeito tão sério mas tão hilário de apresentar os seus personagens era realmente algo digno de aplausos.Aquele jovem ator parecia mágico na sua forma de interpretar e conduzia a sua fala de forma tão gentil e simpática que prendia a atenção de seus espectadores que de tão envolvidos pareciam não mais querer chegar aos seus destinos.

Naquela tarde dentro do ônibus 422 fui apresentado a todos como José Serra atual prefeito de São Paulo e por um momento me senti muito orgulhoso,pela forma tão glamourosa e o jeito tão especial do cumprimento daquele jovem ator.

Afinal havíamos sido premiados com o talento e a belíssima atuação daquele moço que por uma causa nobre conseguira transformar o espaço daquele veículo numa grande plateia que ia se desfazendo e se renovando a cada nova parada do ônibus.


 Este é mais um projeto que vale a pena conferir:


sexta-feira, agosto 09, 2013

Afinal O que foi a noite das mal dormidas?

Um grande espetáculo de Neils Petersen encenado por diversos   grupos teatrais e apresentado inúmeras vezes nos mais variados espaços  e que tem se consumado ao longo do tempo sem nunca envelhecer.

De vez em quando alguma cia lança mão do texto e cria um novo espetáculo cheio de novas nuances.Mas o que teria  noite das mal dormidas para chamar tanta atenção de alguns elencos e diretores?


 O que sei é que há um segredo no texto que dá ao ator a oportunidade de gerar essa cumplicidade entre ele e o seu público.É como se os personagens mandassem recados  a plateia e ela respondesse de imediato,como se o teor do espetáculo fosse uma troca de idéias onde tanto ator quanto  o espectador se sentissem na responsabilidade de um fazer graça para o outro rir e aplaudir.

Não sei se isso acontece hoje em dia pois cada espetáculo tem o dedo e a alma do seu diretor mas na década de noventa os atores não permaneciam em seus camarins a espera do seu público e sim surgiam caracterizados na entrada do teatro para recebê-lo.

Acho que o espetáculo começava ali mesmo quando de forma bem descontraída os atores realizavam o trabalho de entreter as pessoas com um improviso bem inteligente fazendo com que cada espectador que chegasse se sentisse mais um personagem do espetáculo que seria apresentado.

Era tudo meio mágico pois atores e espectadores se portavam como velhos conhecidos e se havia um ou outro meio tolhido por certa timidez logo se sentia tão a vontade e envolvido por aquele  clima propositalmente descontraído.


Talvez essa seja uma boa receita para alguns atores ou certos grupos que ainda não pensaram em destruir o terrível ritual de todos os dias que é o antagonismo que gera desinteresse no espectador e frustração entre os atores.

Isso muitas das vezes é o motivo do fim de alguns grupos e de atores que se depreciam sem inspiração por falta de bons exercícios que possam gerar essa cumplicidade.

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sábado, agosto 03, 2013

Ator,espectador e cumplicidade.

Assim como o  espectador está para o ator também o ator deve estar estar para o espectador na busca de certa cumplicidade.O egoísmo do ator muitas da vezes cria uma distancia entre personagem e plateia em certos momentos fazendo-a tão ausente como se estivesse vazia ou não houvesse algum espetáculo em cena.

O espectador não é algo invisível ou mera criatividade do ator mas pode se tornar um personagem magnifico e contracenar ou não com ele.Quando o bom ator compreende isto,está a um passo dessa cumplicidade que certamente vai lhe render muito em sua atuação.



 Imagem " Como vencer na vida sem fazer força".


O que é essa cumplicidade?

Nada mais do que compreender que o espectador não está ali por um acaso mas alguma coisa o atraiu para assistir aquele espetáculo e a ideia de completar-se em cena é maravilhosa para o ator que não quer interpretar para o nada mas sim para alguém tão importante o quanto ele.

Entendendo que o espectador tem lá os seus anseios,busca suas respostas,vibra,rir ,aplaude e chora é também desanimador para o ator quando algum espectador sai de cena pois o que está diante dele não atende as suas expectativas.

Então o que fazer para manter um bom espectador na plateia?

A princípio também compreender que o melhor espectador é aquele que se sente ou se identifica com algum personagem e na sua viagem do momento faz parte da história que lhe está sendo apresentada.

O ator que sabe compartilhar uma cena não precisa de muito esforço ,um exibicionismo exacerbado para ganhar um público pois a sua forma inteligente de trata-lo traz em evidência essa cumplicidade que gera empatia entre ator e espectador e por fim admiração mútua

Bons amadores,péssimos atores.

Sabemos que existem muitos bons atores que vendem muitos espetáculos sem saírem do lugar e isso é fruto de certa confiança que muitos fãs depositam naqueles que admiram.Por esse motivo sempre existe a ideia de introduzir alguém famoso em espetáculos de amadores.

Isso nem sempre funciona porque existem famosos que também não tem essa cumplicidade com o público como também muitos não famosos que valorizam tanto a sua plateia que o seu nome em um cartaz é o suficiente para esgotar uma bilheteria.

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sábado, julho 20, 2013

Uma entrevista emocionante feita por Daniel Silveira.

Um dia desses me surpreendi com uma mensagem que dizia mais ou menos assim: Tony preciso fazer um trabalho na escola e escolhi você.Esse trabalho se resume numa entrevista será que você pode me ajudar?A seguir umas perguntas e o coração de Daniel que ficou ansioso pela minha resposta.Soube depois que ele vibrou quando eu lhe disse sim com o meu coração repleto de gratidão.Mas afinal quem era Daniel Silveira?Um menino de doze anos que na sua ansiedade de elaborar um bom trabalho escolar saiu garimpando na internet alguma coisa que pudesse satisfazer a sua curiosidade sobre a vida de um escritor.Nossa!Ele podia ter escolhido alguém de renome como Paulo Coelho,mas fora uma postagem sobre a minha infância que o deixara impregnado de alguma coisa que ele queria entender e talvez desvendar.Carinhosamente respondi as suas perguntas e ele após organizar o seu trabalho fez questão de me enviar uma cópia.Agradeci a tão sutil homenagem de Daniel e depois emudeci mergulhado nas minhas emoções e envolvido com outra pergunta que o presente não pode me responder.Será que estou diante de um grande jornalista?Desses ícones que de forma sábia , sublime e surpreendente constroem grandes histórias?Não sei,o que sei é que Daniel Silveira inundou o meu coração de um sentimento bonito colorido de esperança e me fez ter certeza de uma coisa: O futuro de crianças tão dóceis como ele depende nós.

Daniel Silveira entrevista
 Uma biblioteca feita de pedra e barro molhado



Antonio Carolino Bezerra Nasceu na cidade de Nilópolis RJ. Na infância começou a escrever pequenos versos onde o sonho de ser escritor começou.Era muito tímido e sempre um aluno comportado em sala de aula e muito observado pelos professores que ao final de cada ano lhe presenteavam com livros e enciclopédias , por isso até passou a gostar da leitura. Sempre admirado pelos colegas e amigo de todos, era considerado muito inteligente e isso às vezes o incomodava. Tentando dar asas a sua imaginação, um dia com a ajuda do irmão que mais tarde se tornou pedreiro profissional, construiu uma casinha de pedras e barro molhado e dentro dela acomodou todos os seus livros e gibis; e todos os dias a visitava onde ficava horas lendo histórias naquele lugar que chamava de sua biblioteca. Entre os seus livros preferidos estava a cartilha pompom meu gatinho” de Thereza Neves da Fonseca. Livro esse que lhe fez apaixonar-se pela leitura e imaginar-se personagem de algumas histórias. E entre suas histórias preferidas estava uma em que uma senhora de nome Rita, apavorada subia numa cadeira com medo de uma barata. E os personagens que marcaram a sua infância não podiam deixar de ser, Olavo, Moema e Diva os quais apresentavam toda cartilha.


Daniel — Qual o seu nome completo?

Tony Caroll — Antonio Carolino Bezerra

Daniel — O seu nome Artístico?

Tony Caroll —Tony Caroll - Esse não é bem um nome artístico e sim um pseudônimo. Acho que nome artístico se dá mais para artistas de tv e eu não me considero assim pois escrevo apenas para o teatro.

Daniel — Como surgiu esse pseudônimo?

Tony Caroll — Esse nome surgiu de súbito lá pelo fim da década de noventa quando o líder de uma cooperativa de arte em que eu fazia parte me perguntou como seria meu pseudônimo e eu então meio atrapalhado e tendo que dar a resposta de imediato, cortei o meu nome e sobrenome pelo meio e então ficou assim: Tony de Antonio e Carol de Carolino.Mais tarde um amigo meu e editor(Roberto Carelli) acrescentou mais um L e ficou:Tony Caroll.

Daniel — O que te estimulou a fazer essas obras?

Tony CarollO que me estimulou e estimula é sempre o ser humano. Sou apaixonado por seres humanos, pois acho que essa foi a maior obra que Deus criou. É claro que o diabo tenta estragá-la colocando dentro desses humanos sentimentos muito ruins. Mas na sua essência o ser humano é lindo. Também gosto muito de flores e borboletas e, com isso procuro enfeitar o nosso universo.

Daniel — Em que você se inspira?

Tony Caroll — Tudo me traz inspiração; Um pardal se protegendo do frio embaixo do beiral de um telhado, uma lágrima de alguém, uma palavra qualquer e etc. Mas a minha maior inspiração vem mesmo de pessoas que observo, transformo em personagem e crio um universo e uma história para ela. Costumo dizer que meus personagens existem e quando não os conheço um dia os encontro pela rua e digo para mim mesmo: Esse é aquele personagem que um dia escrevi.

Daniel — Com quantos anos você começou a escrever?

Tony Caroll — Eu tinha uns sete anos quando fiz uma música cheia de rimas para uma menina que eu amava muito. Algo sem pé nem cabeça. Um dia essa menina foi embora e então que cheio de tristeza, comecei a escrever versos para ela e construir histórias para não morrer de saudade.

Daniel — A sua família o ajudou a chegar até aqui?

Tony Caroll — Sim, de uma forma ou de outra a família sempre ajuda.

Daniel — Até hoje qual foi a obra que você mais gostou?

Tony Caroll — Essa é uma pergunta difícil de responder, pois todas são muito importantes; mas a que considero a mais bem escrita é a peça "De corpo, alma e coração" que relata todo flagelo do ser humano. No entanto a que mais gosto é "Casa Velha” a segunda peça que escrevi, não sei o porquê, mas talvez porque naquele momento nutria um sentimento de amor muito verdadeiro por alguém e acho que coloquei tudo isso no papel.

Daniel — Você tem algum livro publicado? Se tiver fale o nome.

Tony Caroll Sim, "Amor Minha Última palavra" Um livro de poesias publicado pela editora radar que esgotou logo. Depois a editora passou a trabalhar apenas com espetáculos teatrais e não seguiu com publicações. Ao longo do tempo escrevi muito para teatro e textos teatrais são apresentados ao público através de atores e não muito publicados. Mas vêm novidades por aí.

Daniel — E qual é o estilo da sua obra?

Tony Caroll — Escrevo romances, teatros evangélicos ou não, poesia, contos, um pouco de cada coisa.

Daniel — A quem você dedicaria a sua obra?

Tony Caroll — Sempre que escrevo algo novo, dedico a alguém que tenha me inspirado criar algum novo personagem. Mas também se existe alguém que merece tamanha dedicação são aquelas pessoas que um dia fizeram parte de um momento importante em nossa vida e eu ainda me recordo muito Adriana Pimentel a minha primeira leitora que tanto me incentivou no início quando vibrava e discutia comigo tudo aquilo que eu escrevia. Essa não merece só uma obra dedicada, mas também um troféu.

Daniel — Você quer deixar aqui algum recado?

Tony Caroll — Daniel que prazer enorme ter sido escolhido por você para essa entrevista. Fico muito feliz em que tenha interesse na minha biografia e lhe agradeço muito por isso.


Para Daniel Silveira a minha gratidão em forma de música.


Defesa

Você em odeia por te amar
Me repugna por te querer
Fica ao avesso
Enquanto só eu pago o preço
Que é ter que te esperar
Esperar que você ao menos dê um grito
Que espante esse teu medo de amar
Pois enquanto te amo,me odeias
Enquanto me odeias,te amo
E possuído por este amor que guardo no peito
Reclamo:
Ah como eu quería que tu me amasses
Porque antes que tu chegasses
Já te quería embora estivesse mudo
E já te pedia: Me ame apesar de tudo.

Poema feito por Tony Caroll

domingo, julho 14, 2013

Coisas que só o coração sabe dizer através de uma linda canção

Sempre existe algo dentro do coração que não dá para esquecer e quando esse algo se refere ao amor que dedicamos a alguém fica guardada dentro de nós as lembranças que cultivamos a cada instante quando alguma coisa nos leva a recordar os momentos tão felizes em que vivemos ao lado de um grande amor.
 
E a música é sem dúvida um pouco ou quase tudo daquilo que se eterniza dentro de nós como se fosse um retrato de uma história que sempre fazemos questão de recordar.

Esqueça















 
 
Falar de saudade,tentar um reencontro,procurar razões que justifiquem algum sentimento,tudo isso são ofícios da boa música que representa o coração que ama,sofre,  quer e faz do desejo um sonho.
 
Porém se o coração é mestre em saber lapidar sentimentos, a música bem interpretada sempre será a voz perfeita daquilo que o coração quer dizer.
 
Ouvindo “esqueça”na voz de Rodrigo Rios tenho a impressão de que ele seja o narrador de uma linda história de amor ou até mesmo o mensageiro certo para dar vida a um coração machucado por não ser correspondido.Como ficou bonito esse conjunto de coisas orquestrado pelo romantismo onde letra,ritmo,voz,sentimentos e interpretação resultam em um momento tão esplendoroso e tão especial de ouvir.
 
Aliás,é Rodrigo Rios quem está dizendo tantas coisas através desta melodia tão simplória que só faz bem ao coração da gente;e é tão importante dizer o quanto ele faz isso tão bem.
 
A voz tão sutil,recheando cada frase com uma beleza que chega a ser um bálsamo para os ouvidos é um convite para vivermos uma nova história de amor todas as vezes em que a escutamos nesse tom que só o coração de um romântico apaixonado pode entender.
 
É tão bom perceber que no meio de toda essa parafernália onde qualquer coisa é considerada música,existe um Rodrigo Rios interpretando de forma tão intensa uma mensagem tão verdadeira que soa como um carinho a qualquer um coração por aí desprezado. 
 
Saber transmitir algo a um coração é um dom tão bonito que só alguns sabem exercer,seja através de um gesto,uma palavra,uma atitude pois acalentar é antes de tudo saber doar-se sem reservas,emprestar-se a um talento para que ele tome forma,dedicar-se para que o amor venha acontecer, e isso Rodrigo Rios faz muito bem quando nos proporciona mais essa canção tão cheia de sentimentos e poesia.



domingo, junho 23, 2013

As borboletas,os livros,o circo e o meu primeiro amor.







Essas e outras coisas aconteciam enquanto a vida ia correndo em um bairro tão deserto e esquecido em um recanto qualquer do município de Nova Iguaçu RJ.

Comecei a gostar das letras ainda menino;porém foi aos treze anos de idade que talvez na tentativa de explicar não seio quê;quem sabe a infância pobre dentro de um grande quintal sem muros,cercado pelos matagais e árvores frondosas,numa casinha de um único cômodo onde a janela era simbolicamente fechada por uma cortina improvisada com sacos de estopa e a porta, as costas surradas de um velho guarda-roupas que ia e vinha de um lado para o outro nas noites frientas e no amanhecer de um novo dia,quando os bois carregando as suas crias,se aproximavam soltando aquele aquele bafo quente em meio aos seus mugidos escandalosos como se quisessem apenas me despertar...


Lembro-me ainda da inocência perdida no tempo,onde encontrei os meus primeiros quatro grandes amores,os quais jamais esqueci:As borboletas que caçava dentro do mato;os livros que me diziam tantas coisas;o circo que me fazia mergulhar na ilusão e desabar em gargalhadas e, a menina loira e linda que me deixou apaixonado só em pegar em suas mãos... 

E se tudo isso forem só lembranças,hoje ainda faço questão de eternizá-las porque,tudo subsiste.As borboletas que até hoje sobrevoam o meu quintal e acabam pousando nas páginas de meus livros em forma de poesia,os livros que descansam na estante ou nascem no barulho da máquina de escrever,o circo que foi embora mas não levou o menino moleque que ainda reside dentro de mim e, a menina linda que depois daquele passeio de mãos dadas,mudou-se não sei para onde e nunca mais a vi,mas deixou impregnado em minha mão,o calor febril da sua mão.






sábado, junho 22, 2013

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