O RETRATO DE UMA ALMA EM CONSTRUÇÃO.
Hoje talvez eu seja apenas aquele instante costurado pelas lembranças que me fazem ver quem realmente fui e o que sobrou.Talvez eu seja apenas um viajante rumo ao infinito, alguém que na sua bagagem carrega somente recordações. Momentos escritos em páginas descoloridas que certamente contarão a minha história para alguém a minha espera em outra dimensão. Hoje sou apenas o retrato do que fui e ele ficará pendurado por aí nas paredes de alguns corações.
Este poema é um convite íntimo para adentrar o universo de alguém que se recusa a ser definido por uma única forma. Ele celebra a beleza da imperfeição, a força que reside na vulnerabilidade e a coragem de viver intensamente, mesmo quando o caminho parece incerto.
É um mosaico de memórias e sentimentos, onde o "rascunho inacabado" se encontra com a "tinta colorida", e a "saudade da partida" caminha lado a lado com a esperança de encontrar o amor e o carinho. Em cada verso, há uma dualidade pulsante: entre o descompensado e o sensível, o viajante desorientado e o artista que busca a sua própria essência.
É, acima de tudo, um hino à jornada humana — uma travessia marcada por erros, aprendizados e a certeza de que a vida é uma passagem única, um diário que se escreve e se reescreve a cada dia.
Sou rascunho inacabado,
O papel amassado,
Sou tinta colorida;
Sou a boneca guardada
,A fita rebobinada,
Sou a saudade da partida;
Sou alguém que cresceu, amou e chorou,
Mas nunca desanimou
Com os obstáculos do caminho;
Sou alguém que viveu, amou, errou
E sempre procurou
Alguém que lhe desse carinho;
Sou extremo descompensado,
O viajante desorientado,
Sou artista que não se pinta;
Sou o diário remendado,
O beijo roubado,
Sou passagem só de ida...
Bianca Crepaldi Mendes
V CLIPP Concurso literário de Presidente Prudente.




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