sexta-feira, dezembro 02, 2022
A ÚLTIMA TARDE DE INVERNO
A última tarde de Inverno
Eu nunca mais consegui desvencilhar o inverno daquele tom de tristeza que me inundou por inteiro naqueles dias, pois, o significado do inverno para mim passara a ser a estação em que morrem as flores e a primavera a outra que vem para enterrá-las por que: só no dia seguinte é que eu pude entender que aquele momento tão bonito que acontecera entre eu e meu pai, fora simplesmente uma despedida onde ele apenas com um gesto de amor havia me desejado força para continuar a viver sem ele.
E naquela última tarde de inverno, eu estava ali naquele cemitério cercado de tantas pessoas influentes, algumas celebridades que vinham me abraçar esboçando seus sentimentos em poucas palavras e com pequenos gestos pela grande admiração que tinham pelo meu pai, um homem que na sua forma tão simples de ser, havia contribuído tanto com o país através de suas muitas viagens e também com as grandes matérias que eram publicadas pelos jornais e que, no dia anterior havia sido vítima de um grave acidente de avião que seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro.
AS MAIS DIVERSAS NUANCES DE DULCELINA.
Porém os delírios de Almeida não duraram por muito tempo pois subitamente todas as luzes se acenderam e com ela o som altíssimo de uma marcha nupcial.
Ele que
não tivera tempo de se recompor, ainda nu estava ali sem imaginar que o seu
maior sonho estava prestes de se realizar.
Surpreso
e meio perdido com a evidência da luz e da música que parecia adentrar os seus
ouvidos e acalmar- lhe o coração, ele ainda tentando tapar o sexo com as duas
mãos olhou para a enigmática porta daquela mansão que já o havia decepcionado
tantas vezes e viu Dulcelina sair por ela vestida de noiva trazendo um buquê
nas mãos e sorrindo feito uma flor que acabara-se de desabrochar.
Mais uma
vez Almeida ficou extremamente decepcionado diante daquele rosto matreiro que
também não era o rosto de sua verdadeira Dulcelina e tomado por um súbito
sentimento de raiva não hesitou em perder a cabeça ali mesmo; arrancou o
relógio do pulso, tirou os sapatos dos pés atirando-os para longe e rasgando-se
todo foi se despindo até ficar totalmente nu diante daquela nova mulher ao
mesmo tempo em que dizia coisas sem nenhum sentido.
Depois de
alguns segundos, um tanto refeito de seu ataque de indignação, porém muito desconcertado e tapando as partes intimas com as mãos aos gritos a interrogou:
—Quem é
você afinal?
Ela como
uma perfeita dama de uma grande cena olhou para a mansão como que obedecendo o
sinal de alguém e calmamente respondeu:
—Eu? Eu
sou apenas uma grande atriz que desaparece com o apagar das luzes.
Coincidência
ou não para ele, naquele momento subitamente todas as luzes se apagaram
deixando tudo na mais completa escuridão onde não se podia enxergar
absolutamente nada e Almeida completamente nu e desesperado ficou perdido no
meio daquele imenso jardim a chamar por Dulcelina.
—Dulcelina!
Dulcelina! Dulcelina!
Porém os
delírios de Almeida não duraram por muito tempo pois subitamente todas as luzes
se acenderam e com ela o som altíssimo de uma marcha nupcial.
Ele que
não tivera tempo de se recompor, ainda nu estava ali sem imaginar que o seu
maior sonho estava prestes de se realizar.
Surpreso
e meio perdido com a evidência da luz e da música que parecia adentrar os seus
ouvidos e acalmar-lhe o coração, ele ainda tentando tapar o sexo com as duas
mãos olhou para a enigmática porta daquela mansão que já o havia decepcionado
tantas vezes e viu Dulcelina sair por ela vestida de noiva trazendo um buquê
nas mãos e sorrindo feito uma flor que acabara-se de desabrochar.
Não
querendo acreditar no que via, ele ficou tão confuso que por um instante
esqueceu de esconder a sua nudez e ocupou as mãos para esfregar os olhos.
E como um
menino embevecido por um brinquedo qualquer permaneceu por alguns minutos
passeando pelo jardim e livre de qualquer constrangimento ficou a olhar as
estrelas do céu ao som da música que lentamente foi se calando até deixar todo
aquele cenário mágico no mais profundo silêncio.
Dulcelina
então extremamente linda e com aquela doçura imensa no falar, aproximou-se dele
e perguntou:
—Almeida, você ainda não está pronto meu amor?
Conheça essa história completa em:
Dulcelina em diversos tons do amor
segunda-feira, novembro 28, 2022
O QUE VOCÊ PENSA SOBRE ISSO OU AQUILO?
O que você pensa sobre isso ou aquilo?
Pensamos porque cultivamos muitas coisas dentro de nós.Porque somos pensadores e precisamos retribuir ao universo com as respostas que ele precisa para continuar sua evolução. Somos humanos e vivemos em constantes metamorfoses, somos falíveis e por isso sempre precisamos retornar para consertar alguma coisa que lá atrás não ficou bom.
Isso tudo porque a cada um de nós foi dado o dom e a virtude para reparar nossos erros e, se para fazer isso precisamos refletir sobre alguma coisa e se fazemos questão de lapidar algo que ainda não ficou tão bonito, é porque somos capazes de ignorar as nossas fragilidades e começar tudo de novo.
Neste livro estou falando de amor, saudade, sonhos e utopias e também de Jesus Cristo para que você quem sabe, possa se reencontrar em algum dos meus pensamentos e voltar a algum momento para colorir a vida com outras cores.
Aos pensadores:
Que gostam de refletir sobre o amor a vida e a saudade construindo um leque de opiniões e que desafiam o medo para dizerem alguma coisa quando se permitem pular para outro lado do muro onde os pensamentos voam como as gaivotas livres,o pulo do pensador é um convite.
Nesta coletânea é oferecido a você caro leitor uma coleção de pensamentos livres sobre o amor,a saudade,lições e utopias sobre temas do nosso cotidiano e algumas definição do que seja Jesus Cristo para cada um de nós.
O pulo do pensador está ao alcance de todos aqueles que gostam de compartilhar ideias e pensamentos nas redes sociais sem nenhuma imposição do autor.
UM CENÁRIO DE MUITAS HISTÓRIAS E VIDAS BEM INTERPRETADAS
Da fértil imaginação ao sorriso que se acentua diante de imagens surreais esta antologia poética se destaca no universo dos contadores de belas histórias. Pois a vontade de dizer tantas coisas através da poesia imaginada ou vivida revela neste livro os traços de um idealista que acredita na beleza do amor cujas fotografias surgem de momentos inebriados que vão do começo ao fim.
Nesta antologia de formas variadas a poesia se apresenta como senhora de dom venerado pronta para traduzir sentimentos, tecer homenagens e também ser discutida por grandes atores que gostam de enriquecer suas atuações com palavras que causem impacto em seus espectadores.
Um cenário de muitas histórias
Quem nunca esteve em algum cais em determinados momentos de sua vida não vai me entender, porém quem gosta de cultivar suas lembranças vividas em algum lugar do coração certamente há de se identificar com este livro cujo emaranhado de coisas remetem a instantes tão sublimes de graça e beleza, lapidados com instintos humanos.
Com 137 páginas "Segredos inspirados no cais está disponível em nossa vitrine nas versões digital e impressa.
COMO CONQUISTAR O HOMEM DOS SEUS SONHOS?
Os segredos de um relacionamento duradouro
Conquistar o homem dos seus sonhos é o desejo de toda mulher que se apaixona por aquele cara que ela acha deverá ser o seu grande amor para o resto da vida. Mas conquistar os homens dos seus sonhos tem lá os seus muitos segredos e isso só as mulheres bem determinadas sabem.
Sabem e
não contam para ninguém pois o medo de perder o homem dos seus sonhos para
aquela amiga super invejosa é um risco que elas não querem correr. Afinal se
para conquistar o homem dos seus sonhos vale qualquer sacrifício porque
entregar assim de bandeja o segredo?
Guardar o segredo de um relacionamento tão duradouro e uma vida feliz foi a maneira que Dulcelina encontrou para se fazer tão amada e construir uma das mais lindas histórias de amor. Hoje em dia ela se orgulha disso e se emociona todas as vezes em que alguém lhe pede a receita de tanta felicidade.
De uma
história fictícia para a realidade, este livro apresenta boas sugestões para
que o leitor possa refletir sobre o papel da mulher nos dias atuais. Pois a
crítica que se faz em tom de brincadeira traz reflexões a aqueles que enxergam
uma mulher apenas como o seu objeto de prazer negando-lhes o direito de
brilharem muito mais dentro de uma sociedade tradicional. Por outro lado,
também evidencia a mulher forte e determinada que por nada abre mão dos seus
sonhos.
Nesse folhetim cheio de fantasias talvez não existam mocinhas e nem vilões pois as próprias situações criadas pela protagonista desta divertida trama se acentuam como antagonistas apenas para serem vencidas pelos ideais de alguém que quer vencer e ocupar o seu lugar.
Este
livro além dos diálogos temperados com boa dose de humor traz também uma
narrativa impecável e introduções muito criativas que dão ao leitor a
oportunidade de estar em cada página como personagem de muitas cenas.
Dulcelina
em diversos tons é uma bonita comédia romântica bem-humorada onde seus
personagens surgem a cada novo capítulo dispostos a lhe fazer dar muitas
gargalhadas e ao mesmo tempo uma mistura de muitas mulheres dentro de um
conjunto de infinitas qualidades.
A
protagonista dessa linda história de amor é uma mulher que surge nesse momento
em meio a tantas discussões sobre o universo feminino com a intenção de despertar
outras tantas mulheres e encorajá-las a abraçarem os seus sonhos e escrever uma
nova história.
Quando
sonhos e sentimentos se desafiam
Esta obra é uma mistura de sentimentos onde os sonhos de uma simples mulher lhe dão asas para voar em busca da realização profissional sem abrir mão do seu verdadeiro amor e um grande desafio para os homens que não acreditam ou nunca perderam um minuto em sua vida para avaliar o potencial de suas mulheres.
Esta é
uma história que deve ser mencionada como exemplo e incentivo nos mais diversos
círculos onde se busca a valorização da mulher que em nome de um sentimento
esquecem-se de si mesmas e continuam vivendo apenas por viver.
FLOR DE NOVEMBRO. UM CONTO LÚDICO PARA AQUECER O CORAÇÃO.
Afinal a
quem pertencem as rosas? As borboletas ou aos beija-flores? E de quem são as
crianças? Daqueles que as abandonam, dos pais que adotam ou dos submundos que
as autoflagelam?
E quem
haverá de querer uma flor de novembro? Tão esquisita, franzina, ainda molhada
de placenta, com saudade do útero e entregue ao abandono...
Flor de
Novembro
Comparo a primavera a qualquer ser humano que quer dar mais do que pode; pois quantas primaveras já deixaram por aí, algum cravo, uma rosa ou quem sabe trigêmeos girassóis abandonados no berçário de um hospital, numa lata de lixo, na porta de algum ricaço ou até mesmo em mãos alheias em troca de dinheiro; esta deixou as margens de um córrego.
Percebi que estava meio alucinada, com sentimento de culpa, talvez por achar que não houvesse enfeitado suficientemente a vida, saíra por estradas e ruelas sem nenhum tipo de pudor, porque antes de ir embora quisera simplesmente florir.
Sempre tive a mania de comparar mulheres com flores, transformar uma na outra, afinal ambas tem destinos tão iguais e as diferenças entre elas tão somente é que: Mulheres parem crianças enquanto as rosas abortam outras rosas e depois vão embora não sei pra onde.
E quem haverá de querer uma flor de novembro? Tão esquisita, franzina, ainda molhada de placenta, com saudade do útero e entregue ao abandono...
Vi uma borboleta aproximar-se, beijá-la e despedir-se meio saudosa; depois um beija-flor que lhe sugou um pingo de néctar, talvez resquício de placenta e foi-se embora batendo asas no compasso do coração tão enamorado; por último a sombra que as demais flores faziam a escondeu e, ela agonizou, debateu-se entre os espinhos que despontavam das outras, revolveu o coração do jardim florescido e, reclamou...
Fenômeno que ninguém ousou descrever, mas eu descrevi porque tenho alma de borboleta e desconfio dos beija-flores que gostam de nutrir-se de beleza e impregnarem-se de raro perfume.
Engraçado...
As borboletas e os beija-flores sempre voltam ao primeiro amor com segundas
intenções e, uma tal de Georgina curiosa que bem não havia realizado a sua
metamorfose, saíra do casulo naquela manhã e com as asas tão enfraquecidas foi
buscar a flor de novembro ainda tão pequenina lá ás margens do córrego onde
estava germinando e, cansada do voo prematuro voltou ofegante ao casulo de
porta muito estreita e, por horas tentou adentrá-lo com a florzinha minúscula,
porém exausta deixou-a do lado de fora e foi descansar a frustração.
Enquanto isso um tal de Wallace beija-flor tão desorientado sobrevoava ás margens do córrego procurando flor de novembro que deixara apenas a terra revolvida ao ser arrancada por Georgina Curiosa.
Aquela manhã ...
Continue lendo essa história em:
Ternura Coração e Fotografias





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