Arte, Cultura e Comunicação

sexta-feira, dezembro 02, 2022

"CASA VAZIA" ONDE O TEMPO DEIXOU DE MORAR.

 

 

Há silêncios que pesam mais do que o tempo, e há lugares que guardam, na geometria de suas paredes, os ecoar de quem fomos.

" O coração".

 

Onde o Tempo Deixou de Morar

 

Existem casas que não são feitas apenas de tijolos, cal e telhas; são construídas de instantes. Nelas guardamos o som da campainha que trazia o mundo para dentro, o espelho cúmplice dos primeiros sonhos e a certeza de que a juventude seria um estado permanente da alma. Mas o tempo, esse artífice implacável, avança, e o menino de ontem desperta transformado em homem, descobrindo que o passado às vezes cabe inteiro na vastidão de um cômodo vazio.

Quando a vida desacelera e o silêncio ocupa o lugar das vozes, o coração se torna o único guardião de tudo o que fomos. É essa viagem vertiginosa pela memória, pela saudade madura e pelos recantos da infância e da adolescência que convido você a vivenciar agora.

Casa vazia

 

De repente, tão de repente a casa ficou vazia!
Parece que a morte entrou por ela
e fechou a porta e a janela,
para guardar só as lembranças.
Casa vazia, sem esperanças,
sem a voz da campainha e o sorriso da criança
que chegou, surpreendente, fazendo-me sentir gente
naquele mês de outubro.
Casa que hoje descubro e vejo um vácuo imenso,
que ainda guarda os natais vividos nos vendavais,
entre abraços e beijos e um carinho intenso;
e recorda aniversários repletos de emoções e amor,
e ouve a canção do amigo sorrindo e chorando consigo
para não sentir a dor.
E na parede, o calendário que marca datas importantes,
que fizeram de um instante um eterno e doce folguedo.
Casa que era um brinquedo para o menino rapaz,
que vinha todos os dias e a enchia de alegria,
também de sonhos e de paz.
Casa triste de saudade,
onde nasceu a amizade cultivada como uma flor!
Que ainda tem o espelho com aquela moldura parda,
onde o jovem sonhador, orgulhoso, decepou
os primeiros fios da barba.
Casa triste e abandonada,
que guarda fotografias, o choro e a gargalhada
do menino homem que um dia aqui viveu,
e que sonha acordada,
não achando graça em nada,
porque tudo se perdeu.
Casa vazia que hoje acordou tão cedo,
tão cheia de medo e de solidão,
trancada por fora por alguém que foi embora...
Casa vazia... Meu coração.



Se você se emocionou com este eco da memória, permita-se mergulhar ainda mais fundo nesse universo de sentimentos. O poema "Casa vazia" faz parte das páginas do livro

 

 "Amor Minha Última Palavra", uma obra onde cada verso pulsa a intensidade das nossas maiores verdades.

 

Encontre "Casa Vazia" em
Amor Minha Última Palavra






O ÚLTIMO VOO DE UM BEIJA-FLOR

 

O ÚLTIMO VOO DE UM BEIJA-FLOR

 

Fiquei ali, por alguns minutos tentando esquecer o que havia visto lá fora, querendo fugir dos detalhes daquele episódio triste, trocando cada grão de pensamento pela presença de cada coisa que compunha aquela sala tão cheia de minúcias que iam vencendo o tempo.

O velho sofá de madeira surrada, forrado de chita estampada; as cadeiras reluzentes de óleo que pareciam abraçar a mesa que tão vaidosa exibia um pato de louça cheio d’água a abrigar as tantas raízes da jiboia derramadas em folhas salientes e viçosas que descansavam sobre a toalhinha; a pequena cristaleira de vidros bem transparentes que me permitia ver todas as suas relíquias guardadas; o abajur encardido e apagado no canto sobre a mesinha de mármore desgastado; o rádio tão calado sobre a prateleira que parecia almejar o telhado; as cortinas enrugadas que escondiam a janela e de vez em quando dançavam ao toque do frescor que passeava lá fora; o espelho...

Ah! O espelho tão redondo e emoldurado de rosas negras e bem delineado que diante do criado mudo e sem graça o ilustrava sempre; e foi ele! Simplesmente ele, o espelho que até aquele instante assistira a tudo, tão inerte, me despertou de minha prostração e convidou-me a estar diante dele.

Deixei a cadeira a balançar-se sozinha, e sem pretensões olhei meio absorto o meu rosto refletido na luz que vinha de dentro. Nossa! Como eu era belo no frescor de meus dezessete anos... Cabelos negros tão encaracolados e sedosos quase a beijar os meus olhos vívidos de um azul incandescente e torneado de cílios bem repletos que, contrastavam com minhas sobrancelhas cheias; as quais, quase se encontravam acima do nariz que vinha almejando a minha boca tão bem desenhada pelos lábios finos e molhados que, ao abrirem-se, apresentavam um belíssimo sorriso enfeitado de dentes tão esbranquiçados e perfeitos, tudo isso em perfeita sintonia com as maçãs bem rosadas de meu rosto, o qual reluzia o azul resplandecente das primeiras barbas feitas.

Naquele momento acariciei o meu próprio rosto e tomado por um desejo febril numa instância de segundos já estava todo nu diante do espelho no meio da sala, a olhar o meu peito repleto de pelos e acariciar também o meu sexo que parecia gritar algo que só mesmo o meu coração podia ouvir. E na ânsia de...

 


Conheça o princípio e o desfecho desta linda história de amor acessando:"Ternura Coração fotografias"





A ÚLTIMA TARDE DE INVERNO

 

A última tarde de Inverno

 

Eu nunca mais consegui desvencilhar o inverno daquele tom de tristeza que me inundou por inteiro naqueles dias, pois, o significado do inverno para mim passara a ser a estação em que morrem as flores e a primavera a outra que vem para enterrá-las por que: só no dia seguinte é que eu pude entender que aquele momento tão bonito que acontecera entre eu e meu pai, fora simplesmente uma despedida onde ele apenas com um gesto de amor havia me desejado força para continuar a viver sem ele.

E naquela última tarde de inverno, eu estava ali naquele cemitério cercado de tantas pessoas influentes, algumas celebridades que vinham me abraçar esboçando seus sentimentos em poucas palavras e com pequenos gestos pela grande admiração que tinham pelo meu pai, um homem que na sua forma tão simples de ser, havia contribuído tanto com o país através de suas muitas viagens e também com as grandes matérias que eram publicadas pelos jornais e que, no dia anterior havia sido vítima de um grave acidente de avião que seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro.

A chuva fina caía junto com as flores murchas que eram atiradas ao caixão, como forma de homenagem que os leitores e admiradores de meu pai lhe fazia naquele último instante, enquanto eu, ali tão inerte diante de tudo, sentia aflorar de dentro de mim um sentimento tão diferente que era um misto de perdão e compreensão, algo que me fazia entender a ausência daquele homem em minha infância quando me entregou aos cuidados de Domentila e, também perdoá-lo por tê-la despedido um dia juntamente com sua filha Maria, sem ter me dado uma explicação. Naquele momento mesmo tendo os olhos escondidos pelos óculos escuros que usava, não consegui conter as lágrimas de saudade que brotavam dentro de mim.

Saudades de minha infância, de Maria, Domentila e, sobretudo de meu pai que ficara ali enterrado como uma flor as vésperas da primavera que era também, o prenúncio de meus vinte e um anos.



AS MAIS DIVERSAS NUANCES DE DULCELINA.

 

                   As mais diversas nuances de Dulcelina

 
 

Porém os delírios de Almeida não duraram por muito tempo pois subitamente todas as luzes se acenderam e com ela o som altíssimo de uma marcha nupcial.

Ele que não tivera tempo de se recompor, ainda nu estava ali sem imaginar que o seu maior sonho estava prestes de se realizar.

Surpreso e meio perdido com a evidência da luz e da música que parecia adentrar os seus ouvidos e acalmar- lhe o coração, ele ainda tentando tapar o sexo com as duas mãos olhou para a enigmática porta daquela mansão que já o havia decepcionado tantas vezes e viu Dulcelina sair por ela vestida de noiva trazendo um buquê nas mãos e sorrindo feito uma flor que acabara-se de desabrochar.

Mais uma vez Almeida ficou extremamente decepcionado diante daquele rosto matreiro que também não era o rosto de sua verdadeira Dulcelina e tomado por um súbito sentimento de raiva não hesitou em perder a cabeça ali mesmo; arrancou o relógio do pulso, tirou os sapatos dos pés atirando-os para longe e rasgando-se todo foi se despindo até ficar totalmente nu diante daquela nova mulher ao mesmo tempo em que dizia coisas sem nenhum sentido.

Depois de alguns segundos, um tanto refeito de seu ataque de indignação, porém muito desconcertado e tapando as partes intimas com as mãos aos gritos a interrogou:

—Quem é você afinal?

Ela como uma perfeita dama de uma grande cena olhou para a mansão como que obedecendo o sinal de alguém e calmamente respondeu:

—Eu? Eu sou apenas uma grande atriz que desaparece com o apagar das luzes.

Coincidência ou não para ele, naquele momento subitamente todas as luzes se apagaram deixando tudo na mais completa escuridão onde não se podia enxergar absolutamente nada e Almeida completamente nu e desesperado ficou perdido no meio daquele imenso jardim a chamar por Dulcelina.

—Dulcelina! Dulcelina! Dulcelina!

Porém os delírios de Almeida não duraram por muito tempo pois subitamente todas as luzes se acenderam e com ela o som altíssimo de uma marcha nupcial.

Ele que não tivera tempo de se recompor, ainda nu estava ali sem imaginar que o seu maior sonho estava prestes de se realizar.

Surpreso e meio perdido com a evidência da luz e da música que parecia adentrar os seus ouvidos e acalmar-lhe o coração, ele ainda tentando tapar o sexo com as duas mãos olhou para a enigmática porta daquela mansão que já o havia decepcionado tantas vezes e viu Dulcelina sair por ela vestida de noiva trazendo um buquê nas mãos e sorrindo feito uma flor que acabara-se de desabrochar.

Não querendo acreditar no que via, ele ficou tão confuso que por um instante esqueceu de esconder a sua nudez e ocupou as mãos para esfregar os olhos.

E como um menino embevecido por um brinquedo qualquer permaneceu por alguns minutos passeando pelo jardim e livre de qualquer constrangimento ficou a olhar as estrelas do céu ao som da música que lentamente foi se calando até deixar todo aquele cenário mágico no mais profundo silêncio.

Dulcelina então extremamente linda e com aquela doçura imensa no falar, aproximou-se dele e perguntou:

—Almeida, você ainda não está pronto meu amor?

 

 

Conheça essa história completa em:

Dulcelina em diversos tons do amor



segunda-feira, novembro 28, 2022

O QUE VOCÊ PENSA SOBRE ISSO OU AQUILO?

  

               O que você pensa sobre isso ou aquilo?


Pensamos porque cultivamos muitas coisas dentro de nós.Porque somos pensadores e precisamos retribuir ao universo com as respostas que ele precisa para continuar sua evolução. Somos humanos e vivemos em constantes metamorfoses, somos falíveis e por isso sempre precisamos retornar para consertar alguma coisa que lá atrás não ficou bom. 

Isso tudo porque a cada um de nós foi dado o dom e a virtude para reparar nossos erros e, se para fazer isso precisamos refletir sobre alguma coisa e se fazemos questão de lapidar algo que ainda não ficou tão bonito, é porque somos capazes de ignorar as nossas fragilidades e começar tudo de novo.

Neste livro estou falando de amor, saudade, sonhos e utopias e também de Jesus Cristo para que você quem sabe, possa se reencontrar em algum dos meus pensamentos e voltar a algum momento para colorir a vida com outras cores.

Afinal viver é isso: “Usar a imaginação e nunca deixar desbotar aquilo que um dia idealizamos.”

Aos pensadores:


Que gostam de refletir sobre o amor a vida e a saudade construindo um leque de opiniões e que desafiam o medo para dizerem alguma coisa quando se permitem pular para outro lado do muro onde os pensamentos voam como as gaivotas livres,o pulo do pensador é um convite.


Nesta coletânea é oferecido a você caro leitor uma coleção de pensamentos livres sobre o amor,a saudade,lições e utopias sobre temas do nosso cotidiano e algumas definição do que seja Jesus Cristo para cada um de nós.

O pulo do pensador está ao alcance de todos aqueles que gostam de compartilhar ideias e pensamentos nas redes sociais sem nenhuma imposição do autor.




UM CENÁRIO DE MUITAS HISTÓRIAS E VIDAS BEM INTERPRETADAS


                           Um coração a tecer grandes cenários

 

Da fértil imaginação ao sorriso que se acentua diante de imagens surreais esta antologia poética se destaca no universo dos contadores de belas histórias. Pois a vontade de dizer tantas coisas através da poesia imaginada ou vivida revela neste livro os traços de um idealista que acredita na beleza do amor cujas fotografias surgem de momentos inebriados que vão do começo ao fim.

Nesta antologia de formas variadas a poesia se apresenta como senhora de dom venerado pronta para traduzir sentimentos, tecer homenagens e também ser discutida por grandes atores que gostam de enriquecer suas atuações com palavras que causem impacto em seus espectadores.

Um cenário de muitas histórias

 Quem nunca esteve em algum cais em determinados momentos de sua vida não vai me entender, porém quem gosta de cultivar suas lembranças vividas em algum lugar do coração certamente há de se identificar com este livro cujo emaranhado de coisas remetem a instantes tão sublimes de graça e beleza, lapidados com instintos humanos. 


A magia deste cenário criado em diversas páginas mescladas com imagens, pensamentos e poesias revelam simplesmente um coração que ancorado em diversos cais e portos se tornou prisioneiro da mais fidedigna inspiração de belíssimos momentos que o autor com muito zelo transportou para o papel.

Um cenário de vidas bem interpretadas

Aqui leitura e eloquência se acasalam em um espaço especial para dar ao leitor a oportunidade de declamar histórias em tom de encenação como se estivesse em um grande palco iluminado e diante de uma enorme plateia a aplaudir cenas que se assemelham ou retratam as suas vidas.

E dentro desse ambiente lúdico que mistura sentimentos, histórias e cenas há também um pequeno universo em homenagem a algumas mulheres que mesmo sem a presunção de posar para um artista serviram de singela inspiração ao autor que com muita simplicidade descreveu suas vidas em verso e prosa.

E preciso mergulhar nesse universo de fantasias onde o personagem principal de cada verso ou cada história poderá ser você.




Com 137 páginas "Segredos inspirados no cais está disponível em nossa vitrine nas versões digital e impressa.


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