Arte, Cultura e Comunicação

quarta-feira, julho 19, 2023

A velhice e os velhos na obra de Silvio de Abreu

 Silvio de Abreu é um renomado autor de novelas brasileiras, tendo escrito diversas tramas de sucesso ao longo de sua carreira. Abaixo estão algumas das novelas escritas por ele:

 

Quais foram as novelas escritas por Silvio de Abreu

 

 Abaixo estão algumas das novelas escritas por ele:

Guerra dos Sexos (1983) - Junto com Carlos Lombardi   

Rainha da Sucata (1990) 

Deus Nos Acuda (1992)

A Próxima Vítima (1995) 

Torre de Babel (1998) - Junto com Sérgio Marques e Alcides Nogueira

Belíssima (2005) - Junto com Sérgio Marques

Passione (2010)

Guerra dos Sexos (2012) - Remake da novela de 1983 

Sassaricando: Haja Coração (2016) - 

Remake de Sassaricando (1987)  

 

A velhice e os velhos na obra de Silvio de Abreu

 Essa oficina em três atos traz todo o conhecimento e experiência do autor, diretor e ator Sílvio de Abreu em seu trabalho ligado ao envelhecer, principalmente nas novelas de TV.Em entrevista exclusiva e inédita para a jornalista Ivani Cardoso assessora de imprensa do Ideac, Silvio responde como e porque sempre criou personagens velhos e trabalhou com os mais velhos em suas novelas.No último ato, Sílvio relata uma reflexão, também ínédita, de Paulo Autran sobre o envelhecimento e a velhice.


 

sexta-feira, dezembro 02, 2022

O PODER SOBRENATURAL DO AMOR QUE REVOLUCIONA A ALMA DA GENTE!


 AMOR NÃO É SÓ UMA PALAVRA

Amor não é só uma palavra mas sim um sentimento que define afeição,paixão,desejo e que também tem o poder de curar transformando todo um estado interior de qualquer ser humano. 

Quando escrevi o poema "Isso é o amor" o escrevi em um momento em que estava só,triste e vivendo em meio a uma grande tempestade interior tentando me esconder do mundo dentro de uma noite escura. 

Naquele momento fiz da escuridão o meu casulo, o meu porto seguro e olhando a chuva lá fora através de uma fresta no meu esconderijo me lembrei das palavras de Charlie Chaplin: 

" Gosto de andar na chuva para que ninguém veja as minhas lágrimas".

 Eu não estava andando na chuva mas a comparei com as lágrimas que brotavam e ficavam guardadas dentro de mim sem querer sair pelos meus olhos, não compreendi o medo de cada uma delas mas entendi que era preciso guardá-las afinal elas se sentiam como eu com medo da tempestade lá fora.

Quando eu lhes disse que o amor não é só uma palavra é porque o experimentei de perto e testemunhei toda a sua força e o seu poder sobrenatural dentro de mim mesmo. 

Nesse momento não estou falando do amor como algo banal que as vezes é descrito como uma simples atração carnal entre os homens e,ou dentro de uma falsa etimologia apenas para dar nuances a uma interpretação poética mas, de um sentimento capaz de transformar qualquer vendaval causado pela injustiça,o preconceito,a incompreensão,a discriminação...  e qualquer outra ferida dentro do peito em calmaria, aquietando o coração da gente. Isso é o amor...

 

                                               Isso é o amor



Enquanto estiveres triste

Pense no amor...

Pense no amor que a tudo o que é feio transtorna

NÃO TENTE SER FELIZ SEM ANTES PREPARAR O SEU CASULO PARA VIVER ESSA INCRÍVEL METAMORFOSE!

 

 Poesias que aquecem o coração

 

Porque não despertar esse amor agora e aquecer o coração com poesias que podem inspirar momentos tão inesquecíveis?


É hora de aproveitar o inverno que enrijece o coração;então,acenda a lareira do seu cantinho de amor e deixar incidir a luz na penumbra enquanto os lábios sedentos de desejos sussurram versos de prazer que ardem durante o fôlego febril das ardentes paixões.

Aproveite o coração aquecido pelo amor, o brilho intenso dos olhos, os lábios molhados de desejo e os corpos envolvidos a perambularem no silêncio e, faça-os bailar ardentemente ao som da melodia mágica que brota sutilmente dos sussurros enquanto desejos evaporam suando corpos e eternizando instantes de volúpia, inventando lindos momentos de prazer e sedução que deixarão o clímax final sempre para depois; um depois que jamais existirá enquanto dois corpos estiverem entrelaçados na busca infinita de um desejo.

Inverno Cheio de Amor

 Vamos pular o muro

 Das terríveis contradições

Buscar mil direções

"CASA VAZIA" ONDE O TEMPO DEIXOU DE MORAR.

 

 

Há silêncios que pesam mais do que o tempo, e há lugares que guardam, na geometria de suas paredes, os ecoar de quem fomos.

" O coração".

 

Onde o Tempo Deixou de Morar

 

Existem casas que não são feitas apenas de tijolos, cal e telhas; são construídas de instantes. Nelas guardamos o som da campainha que trazia o mundo para dentro, o espelho cúmplice dos primeiros sonhos e a certeza de que a juventude seria um estado permanente da alma. Mas o tempo, esse artífice implacável, avança, e o menino de ontem desperta transformado em homem, descobrindo que o passado às vezes cabe inteiro na vastidão de um cômodo vazio.

Quando a vida desacelera e o silêncio ocupa o lugar das vozes, o coração se torna o único guardião de tudo o que fomos. É essa viagem vertiginosa pela memória, pela saudade madura e pelos recantos da infância e da adolescência que convido você a vivenciar agora.

Casa vazia

 

De repente, tão de repente a casa ficou vazia!
Parece que a morte entrou por ela
e fechou a porta e a janela,
para guardar só as lembranças.
Casa vazia, sem esperanças,
sem a voz da campainha e o sorriso da criança
que chegou, surpreendente, fazendo-me sentir gente
naquele mês de outubro.
Casa que hoje descubro e vejo um vácuo imenso,
que ainda guarda os natais vividos nos vendavais,
entre abraços e beijos e um carinho intenso;
e recorda aniversários repletos de emoções e amor,
e ouve a canção do amigo sorrindo e chorando consigo
para não sentir a dor.
E na parede, o calendário que marca datas importantes,
que fizeram de um instante um eterno e doce folguedo.
Casa que era um brinquedo para o menino rapaz,
que vinha todos os dias e a enchia de alegria,
também de sonhos e de paz.
Casa triste de saudade,
onde nasceu a amizade cultivada como uma flor!
Que ainda tem o espelho com aquela moldura parda,
onde o jovem sonhador, orgulhoso, decepou
os primeiros fios da barba.
Casa triste e abandonada,
que guarda fotografias, o choro e a gargalhada
do menino homem que um dia aqui viveu,
e que sonha acordada,
não achando graça em nada,
porque tudo se perdeu.
Casa vazia que hoje acordou tão cedo,
tão cheia de medo e de solidão,
trancada por fora por alguém que foi embora...
Casa vazia... Meu coração.



Se você se emocionou com este eco da memória, permita-se mergulhar ainda mais fundo nesse universo de sentimentos. O poema "Casa vazia" faz parte das páginas do livro

 

 "Amor Minha Última Palavra", uma obra onde cada verso pulsa a intensidade das nossas maiores verdades.

 

Encontre "Casa Vazia" em
Amor Minha Última Palavra






O ÚLTIMO VOO DE UM BEIJA-FLOR

 

O ÚLTIMO VOO DE UM BEIJA-FLOR

 

Fiquei ali, por alguns minutos tentando esquecer o que havia visto lá fora, querendo fugir dos detalhes daquele episódio triste, trocando cada grão de pensamento pela presença de cada coisa que compunha aquela sala tão cheia de minúcias que iam vencendo o tempo.

O velho sofá de madeira surrada, forrado de chita estampada; as cadeiras reluzentes de óleo que pareciam abraçar a mesa que tão vaidosa exibia um pato de louça cheio d’água a abrigar as tantas raízes da jiboia derramadas em folhas salientes e viçosas que descansavam sobre a toalhinha; a pequena cristaleira de vidros bem transparentes que me permitia ver todas as suas relíquias guardadas; o abajur encardido e apagado no canto sobre a mesinha de mármore desgastado; o rádio tão calado sobre a prateleira que parecia almejar o telhado; as cortinas enrugadas que escondiam a janela e de vez em quando dançavam ao toque do frescor que passeava lá fora; o espelho...

Ah! O espelho tão redondo e emoldurado de rosas negras e bem delineado que diante do criado mudo e sem graça o ilustrava sempre; e foi ele! Simplesmente ele, o espelho que até aquele instante assistira a tudo, tão inerte, me despertou de minha prostração e convidou-me a estar diante dele.

Deixei a cadeira a balançar-se sozinha, e sem pretensões olhei meio absorto o meu rosto refletido na luz que vinha de dentro. Nossa! Como eu era belo no frescor de meus dezessete anos... Cabelos negros tão encaracolados e sedosos quase a beijar os meus olhos vívidos de um azul incandescente e torneado de cílios bem repletos que, contrastavam com minhas sobrancelhas cheias; as quais, quase se encontravam acima do nariz que vinha almejando a minha boca tão bem desenhada pelos lábios finos e molhados que, ao abrirem-se, apresentavam um belíssimo sorriso enfeitado de dentes tão esbranquiçados e perfeitos, tudo isso em perfeita sintonia com as maçãs bem rosadas de meu rosto, o qual reluzia o azul resplandecente das primeiras barbas feitas.

Naquele momento acariciei o meu próprio rosto e tomado por um desejo febril numa instância de segundos já estava todo nu diante do espelho no meio da sala, a olhar o meu peito repleto de pelos e acariciar também o meu sexo que parecia gritar algo que só mesmo o meu coração podia ouvir. E na ânsia de...

 


Conheça o princípio e o desfecho desta linda história de amor acessando:"Ternura Coração fotografias"





A ÚLTIMA TARDE DE INVERNO

 

A última tarde de Inverno

 

Eu nunca mais consegui desvencilhar o inverno daquele tom de tristeza que me inundou por inteiro naqueles dias, pois, o significado do inverno para mim passara a ser a estação em que morrem as flores e a primavera a outra que vem para enterrá-las por que: só no dia seguinte é que eu pude entender que aquele momento tão bonito que acontecera entre eu e meu pai, fora simplesmente uma despedida onde ele apenas com um gesto de amor havia me desejado força para continuar a viver sem ele.

E naquela última tarde de inverno, eu estava ali naquele cemitério cercado de tantas pessoas influentes, algumas celebridades que vinham me abraçar esboçando seus sentimentos em poucas palavras e com pequenos gestos pela grande admiração que tinham pelo meu pai, um homem que na sua forma tão simples de ser, havia contribuído tanto com o país através de suas muitas viagens e também com as grandes matérias que eram publicadas pelos jornais e que, no dia anterior havia sido vítima de um grave acidente de avião que seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro.

A chuva fina caía junto com as flores murchas que eram atiradas ao caixão, como forma de homenagem que os leitores e admiradores de meu pai lhe fazia naquele último instante, enquanto eu, ali tão inerte diante de tudo, sentia aflorar de dentro de mim um sentimento tão diferente que era um misto de perdão e compreensão, algo que me fazia entender a ausência daquele homem em minha infância quando me entregou aos cuidados de Domentila e, também perdoá-lo por tê-la despedido um dia juntamente com sua filha Maria, sem ter me dado uma explicação. Naquele momento mesmo tendo os olhos escondidos pelos óculos escuros que usava, não consegui conter as lágrimas de saudade que brotavam dentro de mim.

Saudades de minha infância, de Maria, Domentila e, sobretudo de meu pai que ficara ali enterrado como uma flor as vésperas da primavera que era também, o prenúncio de meus vinte e um anos.



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